Top 10 – Vilões que amamos odiar

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Em quase todas as grandes histórias, gostamos de recordar os seus heróis e paladinos. Contudo, em determinadas histórias, os vilões são os verdadeiros protagonistas. Seja porque nos causam problemas em jogo, seja por uma frase ou presença icónica, este é o nosso Top 10 de vilões que amamos odiar.

Se perguntarem a alguns jogadores que personagens mais os marcaram em determinados jogos, é bem possível que não destaquem o herói da trama mas sim o antagonista. Isto deve-se a uma caracterização competente desse vilão por parte dos argumentistas e/ou dos designers do jogo. Para sentirmos a sua oposição e realmente o identificarmos como ameaça, é preciso que se torne uma constante em jogo, ora atacando directamente o herói/jogador, ora simplesmente “largando” uma frase que nunca mais nos esquecemos e que até pode servir de rastilho motivador. Seja como for, estes são os nossos destaques.

10. Kane (Command & Conquer)

Megalómano e incrivelmente engenhoso, Kane foi o eterno líder da facção dos “maus” neste clássico RTS. Eventualmente, as suas maquinações levaram a Brotherhood of Nod a tornar-se quase uma religião em seu redor. Surgiu em cenas intermédias sempre emanando aquele carisma, tanto admirável como odioso. Irascível, rigoroso, implacável, ora esperava que morressem por ele, ora executava quem tinha dúvidas. Como vilão, foi o retrato perfeito de um louco perigoso (e quase imortal) a eliminar.

9. Alcina Dimitrescu (Resident Evil: Village)

Antes do lançamento, os fãs de Resident Evil apaixonaram-se por Lady Dimitrescu, de tal forma que se tornou uma obsessão. Depois, veio finalmente o jogo sem si e foi hilariante ver jogadores que até corriam atrás da vampira gigante voluptuosa, até que esta os empalava com as suas unhas gigantes. Sagaz, persistente, persegue-nos pelo seu castelo sem piedade, enviando as suas filhas para nos atormentar. Depois torna-se num monstro horripilante. Ainda assim, temos saudades… Alcina, liga-nos!

8. Sephiroth (Final Fantasy VII)

Ora, por onde começar… É responsável, entre outras atrocidades, por destruir a vila inteira de Nibelheim, assassinar a sangue frio uma jovem florista, invocar um meteoro gigante para destruir o seu planeta… tudo isto porque foi injectado com células de um extraterrestre que lhe conferem poderes sobrenaturais. Alie-se a isto algumas frases icónicas, uma espada gigante para empalar jovens heróis e um design de personagem fantástico, temos uma receita de sucesso para um vilão inesquecível.

7. The Illusive Man (Mass Effect 3)

O pormenor brilhante de Illusive Man é que não começa como antagonista, mas como um pretenso amigo do Comandante Shepard e da Humanidade. O próprio Shepard desconfia sempre das suas intenções e com boas razões. No final, o volte-face que cria coloca todos em perigo na galáxia, abrindo as portas directamente à invasão dos Reapers. Completamente doutrinado, o verdadeiro vilão de todo o enredo só tem um destino provável, mas dá uma luta tremenda impedi-lo de usar a Catalyst.

6. Liquid Ocelot (Metal Gear Solid 4)

A história de Revolver Ocelot de MGS3 a MGS4 (passando por MGS5), é difícil de descrever. Encurtando, Ocelot começou por ser um dos “bons”, mas um braço acoplado ao seu corpo, que pertencia a Liquid Snake, irmão de “seringa” do outro clone e herói da série Solid Snake, fê-lo enlouquecer. Como Liquid Ocelot, passa todo o jogo a perseguir Solid, terminando numa épica cena de luta, em que realmente torcemos para que se cale de uma vez por todas e aceite que não é Liquid. É só o braço, homem!

5. Andrew Ryan (BioShock)

É um dos protagonistas de uma das maiores reviravoltas que nos recordamos no mundo dos videojogos. O grande visionário fundador da impossível cidade subaquática de Rapture é o nosso grande alvo ao longo do jogo, sempre disposto a desafiar e menosprezar os feitos do jogador. Acreditamos mesmo que o jogo terminará quando o enfrentarmos mas, mesmo na sua morte anunciada, Ryan “despede-se em beleza” destroçando-nos por revelar que somos simples escravos nas mãos de Atlas. É vil!

4. GLaDOS (Portal)

O “bolo” era uma mentira. Sempre foi intenção desta inesquecível inteligência artificial enganar Chell no seu percurso. Lá se redimiu (mais ou menos) no segundo jogo, mas no primeiro, a sua voz monocórdica e cheia de sarcasmo, dá-nos ganas de prosseguir e provar que, afinal, as máquinas não são superiores aos humanos. O que faz de GLaDOS tão genial é que raras vezes a vemos mas ouvimo-la muitas, mesmo muitas vezes ao longo do jogo. E o que diz é quase sempre uma farpa ou uma mentira.

3. Vaas Montenegro (Far Cry 3)

A frase icónica, “alguma vez vos falei da definição de insanidade?”, nunca mais será desassociada desta personagem, nem de Far Cry 3. Vaas foi, na altura e ainda hoje, uma revolução na forma como os vilões são representados em videojogos. A sua conversa no arranque do jogo e posteriores diálogos revelam uma sociopatia apurada. Eventualmente, motivam-nos para o procurar e terminar com a sua demência, vingando os nossos amigos. A definição de loucura, Vaas, és tu!

2. Frau Engel (Wolfenstein II: The New Colossus)

Não há muita coisa a jogar a favor desta antagonista. É irritantemente persistente, difícil de matar, tem uma voz de sociopata que dá arrepios e é uma fanática Nazi. Embora não seja realmente a vilã principal do primeiro jogo, ganha a devida preponderância no segundo. Tudo começa com uma cena em que conhecemos esta “simpática” senhora numa viagem de comboio. Nada nos faz antever que acabamos a desfigurá-la e (literalmente) perder a cabeça para terminar a sua existência.

1. The Joker (Batman: Arkham Knight)

O facto de ser o eterno vilão da banda-desenhada e filmes de Batman, faz com que automaticamente seja um antagonista inesquecível nesta série. Ser interpretado pelo mesmo actor da famosa série animada, Mark Hamill, ainda o eleva mais na nossa preferência. Tanto pelas suas artimanhas ao longo da série, como pela sua omnipresença neste derradeiro jogo da trilogia. Tal como Bruce Wayne, só queremos que o seu sofrimento acabe… E acaba mesmo, para ambos. A herança, porém, é indelével e provavelmente nunca mais teremos um Joker deste calibre.