j7DtYXH6eAjyx-ncXSUCMvgZkcw-4Ck6

Análise – Super Mario Party

20 anos depois do seu primeiro lançamento e depois de marcar presença em quase todas as consolas da Nintendo, é a vez da Nintendo Switch receber Super Mario Party. A intenção é revitalizar a série e torná-la novamente cativante.

Mario Party é uma das mais bem sucedidas series baseadas no icónico canalizador com bigode. Não é por mero acaso que existem mais de 10 capítulos e tantos outros episódios lançados para as consolas da Nintendo. No entanto, há já algum tempo que a série tem recebido alguns títulos com menor sucesso. Para muitos, a série parecia ter perdido o seu caminho. Talvez por isso, assim que a Nintendo anunciou Super Mario Party fiquei atento. Numa primeira abordagem, ficou clara que a intenção era voltar às raízes do conceito, trazendo de volta aquilo que levou a série ao sucesso inicial. Vamos lá ver se resultou.

A premissa do jogo é extremamente simples: os heróis começam a discutir sobre quem é a verdadeira estrela e decidem resolver essa questão com um concurso. Exactamente o que têm feito desde há vários capítulos atrás. Depois de seleccionar uma das 16 personagens disponíveis, sendo quatro delas desbloqueadas ao longo da aventura, podemos escolher depois um dos vários modos de jogo para apanhar as cinco estrelas e descobrir que é realmente a maior das estrelas. Simples.

O primeiro modo que vou falar é o clássico Party Mode. A equipa de produção decidiu trazer de volta a fórmula original que foi usada até Mario Party 8. Para quem não acompanhou, este modo coloca quatro jogadores a competir entre si por turnos num tabuleiro. No início de cada turno, os jogadores lançam um dado e deslocam-se no tabuleiro consoante o valor obtido no dado. Há vários tipos de locais onde podem calhar, com os clássicos espaços azuis e vermelhos, que respectivamente adicionam e removem moedas aos participantes, não esquecendo também os vários espaços com eventos que vou falar a seguir.

Assim que todos os jogadores completarem o seu turno, serão chamados para um desafio entre todos num mini-jogo, num total de 80 mini-jogos possívei. Este modo em questão atribuem moedas ao grande vencedor. Contudo, não são as moedas que importam neste jogo. Estas são apenas usadas para comprar estrelas que, por sua vez, são vendidas pela Toadette num local aleatório do tabuleiro. Quando um jogador tiver a oportunidade de chegar até ela e se tiver as moedas necessárias, ganha uma estrela. No fim da transacção Toadette desloca-se para outro local aleatório à espera do próximo comprador.

A quantidade de estrelas obtidas, essas sim, são as que definem o verdadeiro vencedor. No entanto, também podem optar por usar as moedas para comprar itens opcionais que vos podem ajudar. Esta possibilidade aplica uma camada de estratégia bastante interessante ao jogo, uma vez que se torna necessário saber qual o item que devemos usar e qual o melhor momento para o aplicar.

Até aqui, tudo representa a fórmula clássica de Mario Party. Contudo, foram adicionadas algumas novidades nesta versão. Começado pelo dado de jogo em si. Cada jogador tem um dado especial que pode escolher no início de cada turno. Mario, por exemplo, tem um dado que substitui os números 2 e 4 por dois números 3, enquanto que Timido só tem os números 0 e 4 nas faces do seu dado. É uma variável curiosa e que até pode ajudar a obter a pontuação certa para ganhar uma partida.

Pela primeira vez, escolher uma personagem não será apenas uma opção de preferência ou pela sua estética. Este mecanismo está também ligado à possibilidade de termos um parceiro no jogo. Algo que pode acontecer em certas casas em que nos é permitido seleccionar uma das personagens para a nossa equipa. Depois de a escolher, termos o seu dado especial à disposição que irá aumentar (ou não) o valor do nosso próprio dado para uma ainda maior vantagem.

Para além do Party Mode encontrarão Selva Water, um modo inteiramente cooperativo. Este, coloca os quatro jogadores num barco de borracha, com a intenção de remar por um caminho sinuoso. O objectivo é saírem ilesos desta viagem. O maior adversário neste modo é o tempo que, se acabar, o desafio acaba. Para angariar preciosos segundos, será necessário apanhar balões que estão aleatoriamente espalhados pelo caminho. Cada balão esconde um mini-jogo cooperativo que, dependendo da performance do grupo, atribui mais alguns segundos ao cronómetro.

Depois temos Hall of Toys. Provavelmente, este será o modo menos popular em jogo, uma vez que requer mais uma cópia do jogo noutra Switch. Não consegui experimentar este modo por não termos uma segunda consola disponível. Contudo, a lógica é interligar as duas consolas para alguns jogos que envolvem swipes e puzzles interligando os dois ecrãs. É uma forma engenhosa, mas infelizmente não estará ao alcance de todos os jogadores.

Por fim, temos o modo Challenge Road. Este modo fica disponível assim que desbloquearem os 80 mini jogos presentes neste Super Mario Party. É um desafio para um só jogador que nos leverá a enfrentar todos os desafios mas, desta feita, com modificadores que nos prejudicam. É uma forma interessante de nos dar um maior desafio, convidando a jogar novamente a bem da longevidade.

Como seria de esperar, o grande foco do jogo são os seus mini-jogos. Todos requerem o uso de movimentos recorrendo aos Joy-Con, o que pode não agradar aqueles que preferem jogar com os clássicos botões. Mesmo assim, o que posso dizer é que os comandos sem fios sempre funcionaram na perfeição e nunca tive qualquer falha. Não consigo avaliar cada um dos jogos, mas posso dizer-vos que a qualidade média dos mini-jogos é bastante positiva. É, provavelmente, a melhor colecção de jogos familiares que já experimentei.

Visualmente, apesar de não poder comparar com as demais grandes produções da Nintendo, este é o Mario Party com melhor a apresentação da série. É óbvio que assim seja, graças à maior capacidade de processamento da Switch. Contudo, bem além do seu visual competente, que diria ser uma evolução natural do grafismo clássico da série, o que mais me agradou é que é tecnicamente estável, mantendo-se na linha do que a Big-N nos tem vindo a habituar na sua consola híbrida.

Veredicto

Esta nova versão de Super Mario Party consegue revitalizar a série, colocando-a novamente naquilo que eu avalio como sendo o “caminho certo”. Tem uma grande oferta de conteúdo, sendo a invejável colecção de mini-jogos uma das mais divertidas que me recordo. Os vários modos presentes ajudam a torná-lo no título definitivo para jogar com amigos, especialmente quando temos a casa cheia. Afinal, esta é mesmo a “festa de Mario” e os fãs agradecem o regresso às origens.

  • ProdutoraNintendo
  • EditoraNintendo
  • Lançamento5 de Outubro 2018
  • PlataformasSwitch
  • GéneroParty
?
Sem pontuação

Ainda não tem uma classificação por estamos a rever o nosso esquema de pontuações em análises mais antigas.

Mais sobre a nossa pontuação
Não Gostámos
  • É capaz de estragar algumas amizades

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.

Comentários