Rage

Análise: Rage

Chegou a aguardada entrada da ID Software na nova geração, desde 2004 que a produtora, conhecida como a pioneira do estilo first person shooter, não desenvolvia um jogo. Falou-se muito sobre Rage durante a sua produção e o hype foi ficando cada vez mais elevado, mas será que a produtora revoluciona mais uma vez o género? Afinal de contas é a sua especialidade…

Aonde é que eu já vi isto?

É clara a inspiração da produtora em jogos e filmes do género, para dizer a verdade, a produtora juntou o melhor de vários jogos como Fallout, Borderlands e ainda com partes dos filmes Mad Max.

O cenário pós-apocalíptico de Rage foi causado por um meteorito ao qual a NASA, na realidade, diz que irá passar muito próximo do nosso planeta em 2024, mas em Rage, este meteorito com o nome de Apophis, acertou em cheio no nosso planeta e provocou a extinção de quase todos os seres vivos chegando mesmo a modificar toda a geografia do planeta.

Após o aviso mundial sobre a trajectória do meteorito foi feito um esforço mundial para serem criadas várias estações para preservar a raça humana, através de crio gestação. A estas estações foram chamadas de “Ark”. Cada arca podia levar até 12 pessoas, cada uma dessas pessoas com uma certa habilidade, para que possam contribuir para a reconstrução do planeta.

Existem várias Ark espalhadas no planeta e todas programadas para acordar numa data específica no futuro, no entanto a nossa personagem acordou mais cedo devido a um problema que acabou por matar todas as pessoas presentes naquela arca, ficando apenas o protagonista.

O mundo já não é o que era…

Quando saímos para a superfície somos ofuscados com a forte claridade e somos brindados com um vasto cenário foto realista, perdemos uns minutos a apreciar o bonito cenário e de repente somos brutalmente atacados, mas rapidamente salvos por um amigo que explica o que se está a passar, explica também que temos de ter cuidado porque existe uma entidade intitulada de Authority que caça todas as pessoas das Ark por uma razão misteriosa.

A ID Software tentou fugir ao progresso linear dos seus anteriores jogos e em Rage optaram por colocar um enorme mapa onde será necessário deslocarem-se para obter as vossas missões e side-quests, mas é bom que peguem no atv ou no buggy porque irem pelas vossas próprias pernas pode tornar-se fatal.
Não se deixem enganar, Rage não é um sandbox ao género de Far Cry 2 ou S.T.A.L.K.E.R. O mapa para além de vasto serve apenas de ligação entre cidades e não convida a exploração, apenas existe umas sentinelas espalhadas que podem destruir com os buggies, usando rampas nas proximidades.

São os carros que trazem algo refrescante neste título. Podem equipar os vossos carros não só, com desenhos, boosts e melhores motores, como também com armas, metralhadoras, rockets e até mesmo minas para deixarem pelo caminho.
Para além de nos transportarem para as missões podem também ser usados para corridas durante o jogo, com eventos de time attack, simples corridas e também corridas com acesso a armas, ao velho estilo de Twisted Metal.

O modo multiplayer de Rage, centra-se especialmente em corridas, o que é bastante surpreendente para a produtora que criou o modo deathmatch.

Joga com raiva!

Muitos dos sobreviventes ao impacto do meteorito sofreram mutações genéticas e estão organizados num género de tribos, cada uma pior que a outra…

As armas em Rage são poderosas, não só porque o som é bastante alto, mas também, como poderão verificar, ao acertar na perna de um mutante irão ver a perna a ir brutalmente para trás e ele a cair de cara no chão.

Os combates contra os mutantes são por vezes bastante desafiantes, obrigando a interligar bem as armas. Eventualmente irão ter as armas todas como a sniper, AK47, shotgun, lança-mísseis e apesar de apenas poderem ter a possibilidade de ter 4 equipadas andam sempre com as armas no vosso inventário, portanto as armas nunca ficam para trás. No entanto não é possível apanhar as armas que os inimigos deixam para trás, o que é um pouco estranho, mas é possível verificar os cadáveres para retirar alguns itens ou dinheiro que possam ajudar durante o jogo.

A shotgun, a arma favorita da ID Software está, mais uma vez, bastante bem representada, sendo óptima para usarem contra os mutantes que vêm na vossa direcção a saltar feitos loucos por todos os obstáculos que estão no cenário, a IA foi uma forte aposta da produtora em Rage e está bastante boa, os inimigos cobrem-se e vão mudando o seu sítio de cobertura e caso se sintam sozinhos fogem para pedir ajuda.

Tal como em BioShock, podem criar as vossas munições e gadgets, bastando apanhar as peças necessárias e os planos para a construção. Alguns gadgets são bastante divertidos, como criar um carro telecomandado bomba ou um aranhiço que nos acompanhada equipado com uma metralhadora.

Se quiserem esmiuçar Rage, terão aproximadamente 12 horas de jogo, com muitas side-quests, mini-jogos, alguns deles semelhantes ao jogo Magic e à famosa cena de Bishop no filme Aliens, onde passa rapidamente com uma face entre os dedos.

O modo cooperativo (online e offline) adiciona um pouco de longevidade ao jogo, mas não é possível fazer as missões da história, apenas terão algumas missões em busca da maior pontuação, ganhando bónus com headshots e alguns combos.

Easter Eggs

Existem e não são poucos, nós já conseguimos descobrir dois. O primeiro bastante visível é um pequeno bobblehead com a personagem de Doom no tablier do primeiro buggy que andamos, o segundo easter egg, mais escondido, está no primeiro hideout. Uma sala com os gráficos de Wolfenstein 3D e ainda com o prémio do jogo. Genial!

Veredicto

ID Software já faz jogos há 20 anos e mesmo com um contexto não muito original, Rage é um must-have! Não revoluciona como Doom o fez, mas prova que a ID Software é realmente boa a fazer first person shooters, o novo motor gráfico, ID Tech 5, funciona com grande fluidez em todas as plataformas, com a arte e inteligência artificial a ser a melhor alguma fez feita por esta produtora.

  • ProdutoraID Software
  • EditoraBethesda Softworks
  • Lançamento7 de Outubro 2011
  • PlataformasPC, PS3, Xbox 360
  • GéneroFPS
?
Sem pontuação

Ainda não tem uma classificação por estamos a rever o nosso esquema de pontuações em análises mais antigas.

Mais sobre a nossa pontuação
Não Gostámos
  • Onde está o deathmach?
  • Algumas Texturas não carregam de imediato
  • Saves manuais

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.

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