Ubisoft promete que Assassin’s Creed: Mirage não terá “loot boxes”

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Tal não é o receio por processos em tribunal em países onde os jogos de azar são proibidos para menores de 18 anos e puníveis legalmente, que empresas como a Ubisoft são obrigadas a este tipo de “prevenção”.

Uma sucinta pesquisa pelo WASD e encontrarão vários artigos publicados nos últimos meses e anos que dão conta de vários processos em tribunal por causa da legalidade das chamadas “loot boxes”. Caixas de itens “aleatórios” compradas com dinheiro real que alguns países interpretam como jogos de azar.

As coisas evoluíram tanto, que já não são só caixas ou “saquetas de cromos”, com as empresas a inventarem outros formatos lucrativos para obrigar os jogadores a investir. E os governos estão atentos para aplicar multas avultadas se acharem que as leis foram quebradas.

Ora, no anúncio oficial de Assassin’s Creed: Mirage, a classificação etária do jogo na página oficial da Xbox Store, apresentou a nota que seria um jogo para “apenas adultos” (18+). No sistema de classificação Norte-Americano (ESRB), esta classificação inclui, entre outros aspectos “real gambling” (ou “jogos de azar reais”, traduzido livremente).

A Ubi foi, então, obrigada a esclarecer à Eurogamer que, afinal, não era bem assim, prometendo que não há “jogos de azar ou caixas de loot” em jogo. Entretanto, a página Xbox do jogo já foi actualizada com a informação que a classificação etária do jogo está “pendente” no ESRB, sendo “provavelmente” Mature 17+ ou “adultos maiores de 17”, o que remove a referência a “jogos de azar”.

Numa era em que os jogos são rentabilizados de várias formas, a Ubi não precisa realmente desse engenhoso, controverso mas muito viciante formato lucrativo. Afinal, é uma das “resistentes” que insiste em passes de época por conteúdo extra e não nos podemos esquecer da extensa utilização de lojas em jogo para microtransacções. Por isso, jogos de azar seria mais uma fonte de controvérsia.