The Mad Box quer fazer frente à PS4 e XB1

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Não sabemos mesmo o que pensar, se for mesmo assim, a concorrência que se cuide.

Numa era em que as consolas de videojogos estão numa competição feroz por performance e angariação de exclusivos, é sempre com alguma apreensão que ouvimos falar da vinda da “consola mais potente do mundo”. É esse o chavão da próxima consola The Mad Box.

Quem reclama essa “potência” são os Slightly Mad Studios, um estúdio de produção sediado no Reino Unido, mais conhecido pela produção do jogo Project Cars. O anúncio desta nova consola foi feito pelo seu CEO, Ian Bell via Twitter. Acontece que tudo o que tem sido dito, tem vindo destas suas palavras, sem grandes provas para apresentar. As únicas evidências tangíveis, são estas primeiras imagens dos quatro conceitos para o possível design da consola.

Ian pede que seja a comunidade a pronunciar-se sobre o aspecto destes conceitos tão diferentes. É discutível qual será o design mais apelativo, entre o sóbrio e o extravagante. Algumas ideias de design são claramente remanescentes da concorrência, com algumas ideias interessantes pelo meio. Segundo a produção, terá as dimensões das consolas actuais, com algumas opções de ergonomia, dissipação de calor, som embutido e transporte facilitado. Um comando exclusivo será também desenhado para esta futura consola, algo que será apresentado em breve.

Contudo, nem só de visual se faz uma consola. Infelizmente, além destes conceitos, muito pouco se sabe do que vai lá dentro. O hardware é uma incógnita mas Bell aponta que esta consola terá “4k e VR a 60FPS”, adicionando mais tarde “90 FPS por olho, 180 FPS total”. Esta é uma capacidade inédita e que ainda não vimos no mercado de consumo, muito menos nas consolas.

Também ficou no ar a promessa de um motor de desenvolvimento gratuito que apostará numa portabilidade total para a PlayStation, Xbox e PC além da própria The Mad Box. Sim, ao que parece a Slightly Mad quer que essa plataforma de produção de jogos possa exportá-los para várias plataformas, além da sua. A tecnologia de exportação, dizem, já existe. Mas, duvidamos que a Sony ou a Microsoft não tenham uma palavra a dizer sobre isto.

Datas, obviamente, ainda estão longe. Contudo, na sua conta de Twitter, Bell tem sido muito activo a responder a perguntas de vários curiosos, fãs e jornalistas. Chegou mesmo a fazer a promessa de dinheiro e jogos gratuitos para quem arranjar um bom slogan para a consola. O que não é um bom sinal para um projecto credível que precisa de um marketing bem mais consensual que uma partilha numa rede social.

Se será o colosso que é prometido ou se, pelo contrário, acabará por ser mais um flop como tantos outros foram, só o futuro o dirá. Recordamos as Steam Machines, com um conceito bem mais comedido, aproveitando a gigante plataforma de jogos digitais Steam como base, tendo várias marcas a criar hardware próprio. Ao fim de alguns anos, acabou silenciosamente muito por causa da sua fraca popularidade e pela concorrência feroz. Vejamos o que este projecto nos vai trazer