Sony arrasa Battlefield: “Não consegue acompanhar Call of Duty”

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A rivalidade entre as duas franquias de jogos de acção mais conhecidos, Call of Duty e Battlefield é famosa. A Sony PlayStation poderá ter incendiado um pouco mais a fogueira com recentes afirmações.

As palavras são extraídas dos recentemente publicados documentos da Autoridade para a Concorrência Britânica na investigação à compra da Activision por parte da Microsoft. Como seria de esperar, consoante a comunidade vai lendo os documentos, vai encontrando mais e mais “pérolas” como esta.

Segundo a Sony PlayStation usa como argumento, a série Call of Duty, um dos IPs que a Microsoft irá adquirir na compra da Activision, é insubstituível no panorama dos jogos de acção. “Foi o jogo mais vendido em quase todos os anos na última década”, um argumento discutível, já agora. E mais acrescenta que outras produtoras bem que tentaram mas “não têm os recursos ou a especialidade para equivaler o seu sucesso”.

Poderíamos ficar por aqui e já seria uma afirmação algo polémica. Contudo o documento cita também a Electronic Arts como exemplo, dizendo que aquela que é a maior produtora a seguir à Activision “tentou por anos produzir um rival para Call of Duty com a série Battlefield”. Só que, “apesar das similaridades e apesar de outros sucessos da EA”, diz o texto, “a franquia Battlefield não consegue acompanhar”.

Não é particularmente falso que Battlefield nunca conseguiu, de facto, fazer melhor no mercado em que (ainda) reina Call of Duty, mesmo em anos em que os CoD não foram particularmente admirados. Para isso, nada contribuiu a fraca recepção e crítica de Battlefield V e a autêntica desilusão que se tornou Battlefield 2042. Um jogo que, ficamos a saber, mesmo assim conseguiu vender 88,7 milhões de cópias. Um feito, para dizer a verdade.

Claro que esta observação crua da Sony tem de ser colocada em contexto. Faz parte de uma troca de palavras recentes entre a Sony e a Microsoft como argumentos do negócio com a Activision, tentando puxar para si a razão com este tipo de “análises” mais ou menos superficiais. Aliás, o documento está pejado de “comparações” mais ou menos lisonjeadoras, como a Sony dizer que o Game Pass é superior ao PS Plus em termos de adesão ou a Xbox a dizer que a comunidade Call of Duty “não é nada de especial“.

Como é de prever, esta guerra de palavras e o processo de compra em si não ficam por aqui. Vamos ver onde isto vai parar a seguir. Aqui entre nós, não parece que as relações voltem a ser pacíficas entre as duas grandes marcas (e agora com a EA). Pelo menos, não tão cedo.