Remake de Splinter Cell será para uma “audiência moderna”

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Não sabemos bem como reagir a esta descrição contida num recente anúncio de trabalho da Ubisoft. O próximo remake de Splinter Cell será escrito para uma “audiência moderna”… o quer isto dizer?

A nota de recrutamento para a Ubisoft Toronto diz que o primeiro Splinter Cell é “a base” e que a equipa está a “reescrever e a actualizar a história para uma audiência moderna”. O objectivo, continua a nota, é “manter o espírito e os temas do jogo original, enquanto as personagens e o seu mundo são explorados para os tornar mais autênticos e credíveis”.

Dado que o jogo é um remake e não uma remasterização, seria de esperar algumas alterações ao material original. Contudo, as palavras “reescrever” e “actualizar” o enredo para a tal “audiência moderna”, deixam no ar um certo receio que a Ubi queira “reinventar a roda” e, talvez, ir longe demais.

Embora seja dito que a intenção é manter o “espírito” do jogo original, é preciso recordar que, ultimamente, as grandes produções têm vindo a tentar mudar demasiados paradigmas e conceitos de longa data, a bem do que é chamado de “politicamente correcto”. Mudar o sexo de protagonistas, alterar as suas histórias mais obscuras ou simplesmente omitir peças de enredo que podiam gerar polémica, estão na ordem do dia.

Pode ser que os pessimistas estejam só a ler demais “nas entrelinhas”. Pode ser que tudo não passe de uma tentativa de angariar argumentistas com outra visão mais fresca para o enredo. Contudo, a história original de Sam Fisher não era propriamente assim tão descabida para os dias de hoje, nem continha elementos assim tão retrógrados.

Pelo contrário, o jogo tem um enredo relativamente contemporâneo de acção, com elementos muito realistas e que até foi explorado de forma correcta nas sequelas. Ainda assim, há espaço para, realmente, embelezar ou adicionar mais conteúdo, especialmente no passado do protagonista que, jeitosamente, foi “apagado” pela CIA.

Então o que será que aí vem? Será que o herói vai continuar a ser um “one man army” contra-terrorista para salvar o mundo? Ou será que vamos ter uma “Sandra Fisher” com os óculos de visão nocturna tri-oculares verdes? É que o actor Michael Ironside não faz voz de falsete… faz?