Organização de defesa animal critica Far Cry 6

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Há certos elementos em videojogos que nos passam ao lado. De facto, na nossa passagem por Far Cry 6 notámos que haviam lutas de galos. Mas, sendo opcionais, ignorámos na nossa análise. Contudo, a PETA (claro) que não o fez.

Estamos certos que a Ubisoft apenas quis inserir uma forma de diversão tradicional da América Central, por mais brutal ou macabra que seja. Não é provável que o tenha feito por mera insensibilidade pelos animais. Ainda assim, a luta de galos pareceu, de facto, desnecessária. Não sendo um elemento essencial no jogo, é uma das várias actividades presentes para ganhar dinheiro, em paralelo com outros jogos bem mais inocentes como o dominó.

A PETA é uma organização de defesa dos direitos dos animais com um longo histórico de activismo e posições extremistas. Pelo que não nos surpreende rigorosamente nada que tenha pegado neste mini-jogo em Far Cry 6 e tenha, em comunicado, acusado a Ubisoft de “glorificar a crueldade”, comparando esta a actividade a uma espécie de “Mortal Kombat” com galos.

Muito embora seja apenas um videojogo e esta seja uma actividade perfeitamente evitável na sua vastíssima oferta, a organização acha que este é um meio relevante para formar uma opinião entre os seus vários jogadores. Obviamente, a organização “urge” que a actividade seja removida do jogo, chamando a atenção para crueldade das lutas reais com galos nestes países.

Não é a primeira vez que esta organização se vira para os videojogos, havendo um histórico de crítica na forma como alguns jogos representam ou tratam os animais. A principal questão a ter em conta é que esta organização costuma ser bastante radical nos seus protestos, chegando mesmo a “atacar” instalações de empresas com vários actos e demonstrações.

Pelo histórico de recuos e cedências ao chamado “politicamente correcto” por parte da Ubisoft é, de facto, estranho que estas lutas tenham passado o “filtro”. Por outro lado, a gigante Francesa não tem passado um bom momento com várias acusações de assédio e más condições de trabalho no seu seio. Perante isto, é bem possível que a Ubi evite (mais) uma crise e simplesmente remova esta actividade.