No Man’s Sky tem finalmente análises positivas no Steam

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Cinco anos. Foi o tempo que demorou a Sean Murray e à Hello Games para fazerem as “pazes” com a comunidade. O desastre de marketing que foi o lançamento de No Man’s Sky só agora foi realmente sanado.

Recordamos com pouca saudade o hype gerado por este jogo nos dias que antecederam o seu lançamento. No Man’s Sky prometia ser uma autêntica revolução, com muitas promessas que pareciam mentira. E, de facto, eram. Nos dias seguintes ao seu lançamento, a ira dos fãs foi avassaladora.

As principais críticas surgiram quando os jogadores descobriram erros e mais erros, um jogo sem um fim satisfatório e onde a história não ia a lado nenhum. Contudo, se calhar a pior situação foi quando Murray foi apanhado na mentira. Num programa de televisão, alegou que o jogo tinha uma componente multi-jogador mas, afinal, os jogadores nunca se podiam cruzar.

Na nossa análise original, dissemos que No Man’s Sky era “um jogo visualmente bonito, com umas ideias interessantes que irão satisfazer todos os que possuem uma veia de exploração”. Mas, também dissemos que “devido à sua desorientação genérica causada pela ausência de enredo com objectivos claros e uma solidão constante por falta de componente social, foge ao que se espera de um jogo moderno deste calibre”.

Nessa altura, houve mesmo quem falasse em publicidade enganosa e pedisse reembolsos. Chegámos mesmo a assistir a um episódio rocambolesco de “contas hackeadas” que nunca ficou perfeitamente esclarecido. Tudo parecia ir de mal a pior, mesmo com o jogo a vender relativamente bem, apesar de tanta publicidade adversa.

Foi o próprio Sean Murray que publicou na sua página pessoal de Twitter a constatação que as “pazes” estariam feitas. Embora não seja uma real demonstração da qualidade do jogo, as meta-análises dos jogadores no Steam são bons leitores do estado do jogo. E ao fim destes anos, finalmente estão favoráveis, entre análises praticamente positivas (70%) no geral e muito positivas (92%) nas análises recentes dos últimos 30 dias.

Contribuiu para isso o trabalho extenso da Hello Games, originalmente composta por apenas 15 funcionários. Se mais nada fizer, esta experiência deve ter feito a equipa repensar os seus planos e dosear bem as suas expectativas, assim como as dos fãs. O resultado foram várias actualizações de conteúdo, algumas bem massivas que parecem ter, finalmente, entregue o jogo prometido em 2016.

De notar que esta é apenas uma amostra da satisfação do jogo no PC. Acreditamos que nas consolas os jogadores partilhem do entusiasmo desta reviravolta. Afinal, a produção tem vindo a actualizar fielmente o jogo em todas as plataformas de forma igual, inclusive com actualizações para a nova geração de consolas.

Já antes do lançamento da mais recente actualização No Man’s Sky: Frontiers, os fãs criaram mods como “protesto” pacífico com a face de Murray e cartazes de agradecimento em jogo. É bom ver que uma produtora vem de “besta” a “bestial” na opinião dos fãs, tendo “dado a volta à crise” e entregando o que prometeu. E, não… passados cinco anos o jogo não se tornou irrelevante.