Microsoft mostra carta da reunião em que tentou comprar a Nintendo

19

Se olharmos para as mais recentes manobras da Microsoft, ficamos com a ideia que está numa campanha de busca de um monopólio. E isso ficou ainda mais evidente quando soubemos que até a Nintendo foi sondada.

No artigo que publicámos, soubemos que, entre outras a empresas que deram “nega” à Microsoft, a Big-N foi das que parece ter dado a “melhor” resposta. Segundo o ex-director de relações da Xbox Kevin Bachus, a proposta da Microsoft foi recebida com gozo. Diz Bachus que o CEO da Microsoft da altura, Steve Ballmer, marcou uma reunião com os executivos da Big-N que “simplesmente riram que nem perdidos, imaginem uma hora em que alguém só ri de nós”.

Se lermos só isto, dá a entender que a Microsoft terá feito alguma proposta ridícula à gigante Nipónica. Talvez por isso, a carta que foi enviada aos administradores da Nintendo foi recentemente partilhada… bom, mais ou menos partilhada. É uma das peças do novo museu interactivo criado no âmbito da celebração dos 20 anos da marca Xbox mas não está propriamente legível.

Infelizmente, muitos elementos da carta estão bloqueados por um texto enorme. Mesmo assim, há alguns detalhes curiosos. Basicamente, a carta menciona um pedido de reunião com os directores da Nintendo para abordar as suas preocupações. Muitas das directrizes dessa reunião estão omitidas mas lá dá para perceber que havia, por exemplo, intenção da Microsoft de ajudar o projecto “Dolphin”, o nome de código da Nintendo GameCube.

Ao que parece, terá sido esta a carta que foi enviada a pedir a reunião entre as cúpulas das duas empresas. Parece uma proposta séria, com pontos concretos planeados para justificar uma possível aquisição. No início da carta, porém, é possível constatar que o termo usado é de uma “parceria”. Talvez depois tenha evoluído para uma proposta de aquisição mais concreta, essa sim terá gerado a tal reacção bem disposta.

Seja como for, é sempre um elemento histórico e curioso, que merece a nossa atenção. E é também uma boa demonstração de fair-play da Microsoft, que no seu museu virtual e histórico, não se fica apenas por mostrar os grandes feitos.