Microsoft e Sony pagam caro para oferecer jogos nos seus serviços

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Depois de sabermos o quanto o Xbox Game Pass é lucrativo, é natural perguntarmo-nos quanto é que a Microsoft e a Sony pagam às produtoras para trazer os seus jogos para estes serviços.

Embora os jogadores paguem por uma subscrição, numa mensalidade que terá sido calculada como “suficiente” para cobrir custos e ainda ser lucrativa, esta pergunta fica sempre no ar. Se um jogo tem um valor de retalho, seja numa venda física ou digital, nenhuma editora ou produtora quererá perder a oportunidade de rentabilizar um jogo, mesmo que seja “oferecido” aos jogadores.

Graças a um pedido de informação da editora Snail Games à Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos, publicado (em baixo) pelo jornalista Ethan Gach do site Kotaku, temos um pequeno vislumbre dos valores reais praticados, só para que os jogadores sejam premiados com mais um título. E não é pouco, como podem constatar:

Para que o jogo ARK: Survival Evolved pudesse ser oferecido no PlayStation Plus no passado mês de Março, a editora recebeu 3.5 milhões de dólares. Neste caso, o jogo foi mesmo oferecido à biblioteca dos jogadores. Quanto à adição do jogo no Xbox Game Pass, rendeu 2.5 milhões de dólares à editora, contudo nesse outro caso o jogo pertence ao catálogo “on demand” e a sua permanência é temporária nunca “pertencendo” à biblioteca dos jogadores. O próximo ARK2 já foi garantido no Game Pass por 2.3 milhões, chegando em 2023.

Não é exemplar do quanto as duas empresas gastam por cada jogo, uma vez que ARK nem sequer é um jogo recente e a sua popularidade é agora bem menor. Seja como for, é um óptimo vislumbre de quanto estas coisas custam. Sabendo que, mesmo assim, há lucro a extrair destes serviços, dá a entender que pagar para oferecer estes jogos não custa assim tanto à Microsoft ou Sony.