Jogar videojogos num Tesla? Empresa recua

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Desde 2019 que os veículos Tesla de Elon Musk possuem uma opção no seu software chamada de “Passenger Play”. A ideia é permitir que o passageiro ao lado do condutor possa jogar alguns videojogos no veículo. Contudo, é óbvio que a funcionalidade distrai todos a bordo.

Nos últimos meses, vários vídeos surgiram online com condutores a jogar títulos como “Cuphead” e outros. Embora não tivéssemos visto vídeos com o carro em andamento (talvez porque os próprios canais removam os vídeos considerados “perigosos”), é sabido que é possível jogar com o carro em movimento sem inibições do software, uma situação perigosa a todos os níveis.

Várias organizações de regulamentação da segurança automóvel a nível mundial banem qualquer tipo de entretenimento visual nos painéis frontais a bordo dos automóveis em movimento, inclusive jogos ou até simples televisão ou vídeo. Por isso, o que a Tesla fez não só foi uma contraordenação, como pode muito bem causar situações perigosas.

Ora, em meados deste mês, a National Highway Traffic Safety Administration (Administração Nacional de Segurança em Autoestrada) dos EUA, decidiu abrir uma investigação aos mais de 580,000 veículos eléctricos da marca no seu país. O intuito, segundo esta autoridade, era “avaliar o potencial de distracção do condutor com o Tesla ‘Passenger Play’ enquanto o veículo está a ser conduzido”, isto nos modelos Tesla Model S, X, Y e 3. Na altura, a Tesla manteve-se em silêncio, mas quebrou-o recentemente.

Segundo a CNN, a Tesla terá optado por simplesmente remover a funcionalidade. Assim, numa actualização de software, o “Passenger Play” será desabilitado. Resta saber qual será a velocidade das actualizações e se apenas se aplica em território Norte-Americano. Dado que as leis não são iguais em todos os países e nem todos os veículos serão actualizados ao mesmo tempo, já para não falar de quem se aventura a mexer no software, é bem possível que durante mais algum tempo ainda seja possível usar o carro como consola. A segurança, essa, é que é posta em causa.