Insólito: Polícias ignoram assalto para jogar Pokémon Go

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Talvez hoje em dia Pokémon Go já não seja a febre que chegou a ser quando foi lançado em 2016. Mas, ainda há muita gente viciada. Que o digam dois polícias Norte-Americanos que até ignoraram uma emergência para o jogar.

Conforme se recordarão, o jogo envolve usar o telemóvel para encontrar e capturar os monstros que surgem aleatoriamente num mapa gerado em realidade aumentada. Durante vários meses depois do seu lançamento, não se falava de outra coisa, com muitas histórias insólitas de pessoas distraídas pelo jogo.

Contudo, achamos que esta história é das mais insólitas. Dois agentes do Los Angeles Police Department (LAPD), Louis Lozano e Eric Mitchell, veteranos com mais de 28 anos combinados de experiência, foram alvo de uma investigação sobre conduta em 2017. Esta investigação foi iniciada depois dos dois agentes terem aparentemente ignorado uma chamada de ajuda por causa de um assalto em progresso numa loja famosa cadeia Macy.

Num documento publicado pelo Tribunal de Apelos do Estado da Califórnia no passado dia 7 de Janeiro, a investigação concluiu que, entre outras coisas, os dois agentes estariam distraídos a jogar Pokémon Go. Ao invés de responder a uma emergência, o documento diz que os agentes estacionaram o seu veículo numa área próxima do assalto para procurar monstros no jogo.

Esta decisão e os seus actos foram capturados pelo sistema de vídeo a bordo do seu veículo. Na investigação, diz-se que o vídeo mostra os dois a discutir quais os locais para procurar os monstros durante cerca de 20 minutos. Entretanto, um outro agente terá observado o seu veículo imobilizado e estranhou que esse veículo não iniciasse marcha para responder à emergência. Esse foi o rastilho da investigação.

Acontece que a chamada de emergência em causa envolvia um outro agente que estaria a lidar com um assalto e pedia ajuda. Por estarem nas imediações, seriam estes dois agentes que deveriam responder mas, pela sua inépcia, outras unidades foram desviadas da sua missão, inclusive uma unidade de investigação de homicídios. Confrontados com o sucedido, os dois agentes terão depois tentado mentir mas as imagens e testemunhos, pelos vistos, incriminaram-nos.

Os dois agentes foram sumariamente despedidos pela sua conduta numa primeira instância, como seria de esperar. Ainda assim, um apelo foi aberto, alegando que a captura das imagens foi uma violação dos seus direitos a conversas privadas. Esse apelo foi negado no passado dia 7 de Janeiro, ao mesmo tempo que foi publicado o documento já mencionado e que nos deu estes detalhes.