Insólito – Já conhecem Geralt… de Riverboat?

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De vez em quando, especialmente quando visitamos sites de entretenimento, vemos alguns jogos mobile que, à falta de melhor designação, parecem plágios de outros sucessos.

O mais recente insulto à criatividade, chama-se “Rise of the Kings”, (re)descoberto recentemente via Reddit. Embora lendo este seu título não desperte grande interesse, é quando olhamos para a sua arte, lettering e para a personagem principal, que surgem imensas questões.

Ok, houve algum tratamento nos elementos para não ser mesmo uma cópia… Mas, até a pose de Geralt de Rivia copiaram (acima) e o III estilizado de The Witcher III foi lá deixado. E é interessante ver como transformaram o medalhão da Escola do Lobo numa peça abominável. Como se não bastasse tanto “azeite”, o herói de cabelo branco chama-se Geralt… de Riverboat.

Títulos que se parecem demasiado com outros jogos AAA de sucesso, mas que, numa abordagem mais cuidada, são afinal cópias baratas de design, tantas vezes com uma jogabilidade diferente e sem o mínimo de qualidade, não são raros. “Block Craft” poderá enganar alguém que procure Minecraft. “Grab That Auto 5” também poderá enganar alguns que procurem alguma versão mobile do famoso jogo da Rockstar. Os famosos Among Us ou Pokémon Go são dos mais plagiados hoje em dia.

Até é normal que se copiem ideias, conceitos e até alguma da arte mas tem de haver limites, especialmente se é algo descarado assim. Embora conceber arte para um jogo seja exigente, embora seja tentador “beber” do sucesso de um jogo maior, este tipo de situações são difíceis de justificar. Não sabemos a reacção da CD Project RED mas dá para calcular.

O mercado de jogos mobile é absurdamente frutífero, multi-milionário. Os jogos são criados em catadupa, nem sempre com tempo útil de produção e em muitos casos sem pensar na qualidade. Muitas vezes são muito baratos ou free to play com microtransacções, são simples em conceito e em jogabilidade e estão cheios de concorrência de milhares de outros jogos parecidos. Por isso, qualquer “pózinho” serve para dar um “boost” nas vendas. Mesmo que seja algo assim tão mau.

A pergunta é sempre a mesma: Como é que estes jogos passam pelo escrutínio das lojas digitais e são aprovados para venda?