Google Stadia sofre crítica pela resolução 4K, a Google responde

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O arranque do Google Stadia em países seleccionados na última semana não foi muito brilhante. Não só os primeiros subscritores enfrentaram sérios problemas técnicos, como agora a Google é acusada de “publicidade enganosa”. Onde estão os jogos em 4K, afinal?

Foi um dos chavões mais apregoados e também o menos credível. Dado ser um serviço de streaming, a alegação da Google que o serviço conseguiria correr jogos na resolução UHD 4K na versão Google Stadia Pro, foi das mais entusiasmante e esperadas. Tudo porque, como devem calcular, uma televisão ou monitor 4K é já um periférico quase banal nos dias que correm e, os que os têm, desejam justificar o seu investimento.

Uma coisa é um ou outro subscritor alegar que não consegue obter essa resolução nos seus jogos, algo que a empresa podia alegar prender-se com algo trivial, como a largura de banda do servidor de Internet dos clientes. Outra, é ter o conceituado site de benchmarking Digital Foundry (via Eurogamer) a comprovar isso mesmo com análises técnicas detalhadas.

Um dos resultados que a DF encontrou foi com Red Dead Redemption 2 que, de facto, faz stream em 4K (via Stadia Pro), mas o jogo em si é renderizado entre 1080p e 1440p, recorrendo ao chamado upscaling (basicamente, uma ampliação digital da imagem). Isto, segundo a DF, corresponde a apenas 44% da renderização prometida. E o mesmo foi encontrado em noutros jogos, como Destiny 2, por exemplo. Isto, já para não falar de artefactos que afectam a qualidade e definição da imagem que a equipa encontrou.

Em resposta a esta acusação que circula em fóruns e redes sociasi como “publicidade enganosa”, a Google defende-se dizendo o óbvio. De facto o serviço trabalha em 4K a 60FPS no que toca à sua parte no streaming do jogo através do seu hardware na nuvem. Agora, a questão levantada, segundo a Google, está na forma como os produtores de jogos “trabalham arduamente para a melhor experiência” e como a escolha de “como atingem a qualidade e framerate” necessários está ao cargo dos mesmos.

Ou seja, segundo a Google, a culpa é dos produtores que, aparentemente, não conseguem optimizar mais os seus jogos para atingir esta resolução e performance anunciada, obrigando o jogo a correr a trabalhar abaixo das capacidades do serviço. O que até faz sentido, considerando que nas consolas PS4 Pro ou Xbox One X, apesar destas debitarem resoluções 4K, alguns jogos também correm via métodos de upscaling.

Ainda assim, mais polémica é o que este serviço, definitivamente, não precisa. Além quebras de ligação, performance abaixo das expectativas e agora estas alegações de “publicidade enganosa”, também os dispositivos vendidos em conjunto, os Google Chromecast estão a sobreaquecer e a desligar-se do serviço, aumentando a insatisfação online dos subscritores.

Enfim, como temos vindo a dizer desde o lançamento, testem bem isso para que, quando chegar cá, não tenhamos os mesmos problemas.