Ghost Games reduzida, Need for Speed de volta à Criterion

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Diz o ditado que “o bom filho a casa volta”. E aí está a série Need For Speed de volta ao estúdio que tão bem soube cuidar de si, a Criterion. Até agora, estava nas mãos da Ghost Games com resultados mistos. Mas, esta produtora está a passar por uma reestruturação.

Já sabem como age a Electronic Arts quando as coisas não correm bem. Se uma produtora não está a dar resultado, há que “limpar a casa”. Felizmente, a Ghost Games não parece estar na iminência de fechar, como aconteceu com a Pandemic, Maxis ou Visceral Games (só para nomear as mais conhecidas).

A série Need For Speed estava a ser lidada em exclusivo pela produtora Sueca, inteiramente dedicada a esta franquia. Acontece que, pelos vistos, os resultados dos jogos Need For Speed: Rivals (2013), Need For Speed (2015), Need For Speed: Payback (2017) e o muito recente Need For Speed: Heat (2019), não parecem ter agradado à EA, que agora devolve o leme criativo à Criterion.

Recordamos que a Criterion é a responsável pela saudosa série Burnout e desenvolveu alguns dos jogos mais memoráveis da série NFS, com Need For Speed: Hot Pursuit e o mítico Need For Speed: Most Wanted. Por isso, acreditamos que a franquia ficará em boas mãos, mesmo que a Criterion tenha agora uma participação mais discreta de suporte em séries como Star Wars: Battlefront ou Battlefield.

Quanto à Ghost Games, é um ponto final no seu papel de produtora. Com base na reestruturação imposta pela EA, será reduzida em staff e volta à sua génese, recuperando o seu anterior nome EA Gothenburg e um papel mais virado para engenharia e suporte. No rigor, a produtora não é encerrada, mas convenhamos que é o que mais parece.

Numa resposta ao site GamesIndustry.biz, a EA justifica esta decisão dizendo que “Gotemburgo até pode ser a segunda maior cidade da Suécia (…), mas o talento que precisamos para manter um estúdio AAA simplesmente não existe lá”. Palavras um tanto duras para o talento nacional residente nesta cidade. Enfim.

Ironicamente, quando a Ghost Games foi fundada em 2013, a EA moveu pessoal da Criterion para uma nova sucursal britânica de suporte, a Ghost Games UK. Agora inverte esta decisão, devolvendo esta equipa à Criterion, naquilo que só podemos chamar de retrocesso. Pelo menos (até ver), ninguém é despedido neste caso.

Vejamos se estas manobras favorecem ou prejudicam a série Need For Speed. É de esperar que a Electronic Arts abrace a próxima geração de consolas, garantindo que esta franquia chegue a seu tempo para a aproveitar. Se a Criterion ainda tiver a mesma veia criativa de há alguns anos (mesmo que entretanto não tenha lançado nenhum jogo e até tenha perdido staff), teremos um bom NFS no horizonte.