ESL prepara medidas anti-droga nas competições de eSports

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Era de prever que as palavras menos sensatas do jogador profissional de CounterStrike, Kory “Semphis” Friesen tivessem uma reverberação. Como vos falámos, Kory admitiu de forma categórica e em jeito de piada que ele e “todos” os que competiam na ESL tomavam uma substância psico-estimulante. A organização Entertainment Association League (ESL) não gostou e está tomar medidas.

“Nem quero saber, estamos todos a tomar Adderall” são as famosas palavras de Kory. Bom, dentro de algum tempo a ESL espera que sejam passado. Nas regras publicadas no ESL One Rulebook, a secção 2.6.4 fala explicitamente que “Jogar uma partida, seja online ou offline, sob influência de quaisquer drogas, álcool ou potencializadores de performance é estritamente proibido e pode ser punido com exclusão da ESL One”. Pelas regras, Kory Friesen e todos os que comprovadamente estejam a usar substâncias para potenciar a sua performance, deviam ser expulsos das competições da ESL.

Regras à parte, porém, é complicado reforçar esta regra sem medidas preventivas. A pensar nisso, a Directora de Comunicação da ESL Anna Rozwandowicz em entrevista à revista Wired revelou que “mudanças nas regras” que envolvem “trabalho em conjunto com as autoridades”, estão prestes a ser implementadas “nos próximos dias”. Testes completos anti-dopping “estão longe”, diz Rozwandowicz, “mas não significa que não possamos ou devamos tentar abordar o assunto”.

Pode não ser a medida radical que seria de esperar. Afinal, expulsar jogadores de topo ou equipas inteiras seria prejudicial para a competição em si. Por outro lado, havendo uma admissão de uso de estupefacientes contra as regras e não havendo uma acção concreta, desacredita a organização e o desporto em si. Será suficiente simplesmente mudar as regras? Veremos o que se seguirá neste caso que já tem vindo a ser chamado de “AdderallGate”.