Antes Final Fantasy Versus XIII, agora Final Fantasy XV

1509

Para um jogo que começou a ser produzido em 2006, Final Fantasy Versus XIII deu muito que falar. Passaram-se 7 anos desde então e, muitos rumores depois, durante a conferência da Sony da E3, a SquareEnix anunciou finalmente o que pretendia fazer com aquele que muitos assumem que poderá ser a salvação da companhia após uma longa caminhada no deserto. Final Fantasy Versus XIII perdeu o nome original para se passar a chamar Final Fantasy XV.

A primeira conclusão que podemos tirar é que a turn based gameplay habitual da saga Final Fantasy também não voltará desta vez. Contudo, não sei se será uma omissão grave até porque a série precisa de uma enorme briza de ar fresco. Dos últimos episódios da saga, Final Fantasy XIII e a sequela XIII-2, o que me ficou na memória foi o absurdo abuso das conversas melodramáticas e as más dobragens em inglês. Para além disso, a parte mais interessante da história era contada através de texto corrido em menus opcionais. A revitalização do gameplay poderá ser a solução para fazer esquecer alguns dos erros do passado.

Os jogos antigos da saga provaram-nos que não são precisos excessos de dramatismo para enfatizar uma má experiência de uma personagem (erro recorrente durante Final Fantasy XIII) e exemplo disso é, para a malta da velha guarda da velhinha Super Nintendo, o que acontece com Cyan durante o Final Fantasy VI. O último sobrevivente de Doma, após o ataque de Kefka à sua cidade e por consequência à sua família, sofre com a culpa de não ter sido capaz de salvar ninguém e de ser o único sobrevivente. No entanto, a personagem torna-se mais forte por isso e, em momento algum, se torna “piegas”. Isso torna as personagens marcantes e é por isso que ainda me lembro do Cyan passados quase vinte anos do lançamento de Final Fantasy VI.

O que os fãs realmente procuram quando compram um Final Fantasy é uma história que os transcenda e marque, que os leve a viajar num mundo alternativo e que lhes seja capaz de proporcionar uma experiência única na companhia de boas personagens. E pela pouca informação que surgiu a público desde 2006, este Final Fantasy XV parece encaminhado para ser um bom jogo. A história é centrada em Noctis, membro de uma família real de um reino que protege o último cristal remanescente no mundo enquanto governam numa cidade tecnologicamente avançada. À volta, os reinos vizinhos vivem numa espécie de época medieval à sombra do reino de Noctis. A história do jogo começa quando um dos reinos vizinhos invade para tentar roubar o cristal.

A Square Enix parece apostada em investir ao máximo neste jogo e prova disso é a escolha do director do jogo: Tetsuya Nomura. No seu currículo contam-se várias participações em jogos como, desde 1991 a 2013, Final Fantasy IV, V, VI, VII, VIII, X, Chrono Trigger ou The World Ends With You. Vamos esperar para ver se será desta que a Square Enix volta aos bons velhos tempos dos RPG’s da Squaresoft. Fica, para finalizar, um impressionante vídeo de gameplay de Final Fantasy XV.