O Razer DeathAdder é um dos ratos com mais gerações da marca das cobras. E quando achávamos este periférico em particular tinha atingindo o auge de performance e qualidade com o mais recente Razer Viper, eis que surge o DeathAdder V2.

O visual e a ergonomia são bastante familiares. Afinal, tem um aspecto idêntico ao nosso conhecido DeathAdder Elite. Mas, as aparências iludem, uma vez que no seu interior tudo foi melhorado. Este modelo DeathAdder em particular, é um rato dedicado aos First Person Shooters. Para muitos, é mesmo considerado como o melhor modelo para este género tão exigente. Por cá, já analisámos três evoluções deste modelo. E apesar de sermos fãs do DeathAdder, queremos descobrir o que justifica mais uma geração deste hardware. Queremos mesmo saber o que há realmente de novo nesta versão de 2020.

Como já mencionei, da parte de fora temos exactamente o mesmo rato galardoado e aclamado pelos seus fãs. Podemos colocar os modelos anteriores lado-a-lado e as mudanças seriam francamente subtis. A grande diferença deste novo modelo está no seu interior está na sua memória interna para guardar os diferentes perfis de utilizador, ideal para usar este rato onde não pudemos recorrer ao software Razer Synapse 3. Um bom exemplo, é quando precisamos usar o rato em algum dispositivo MAC OS, onde ainda não é compatível. Se está na memória, é facilmente carregado.

Para além disso, a grande novidade vai para o novo sensor embutido, intitulado Focus+ Optical Sensor. Esta nova geração, permite atingir uns incríveis 20.000 CPI (counts per inch). O tempo de resposta dos botões também foi melhorado graças à nova tecnologia de sensores ópticos, que vêm aqui substituir sensores mecânicos do modelo Elite. Nos jogos em que testei estas novas tecnologia, gostei da capacidade de resposta destes sensores. Tinha um certo receio do feedback não ser tão bom como nos sensores mecânicos mas nunca tive problemas, neste campo, nem tive quaisquer cliques acidentais

Como é um modelo com cabo fixo, é bom que esse cabo não comprometa a acção. Por isso, este modelo traz o cabo SpeedFlex (entrançado) para reduzir a fricção. Também o próprio chassis desliza com bastante suavidade, uma vez que possui novas placas na parte inferior em material PTFE. Este material estilo “teflon”, já agora, é o mesmo usado em frigideiras não aderentes. No fundo, tem tudo para melhorar o nosso tempo de resposta no campo de batalha, sem comprometer em performance ou design.

Sobre a sua ergonomia, o rato é confortável para mãos de médias e grandes dimensões, onde a palma da mão assenta na totalidade no seu topo. Seja a jogar ou a fazer as tarefas do nossos dia-a-dia, como escrever esta análise, é francamente confortável. No entanto, as mãos mais pequenas poderão ter algumas dificuldades de manuseamento. Isto, devido à “curvatura” no topo do rato. Para esses, a Razer tem alternativas que devem optar.

Os botões para mudar a sensibilidade do sensor sofreram uma ligeira alteração. No caso do modelo Elite, eram essencialmente um longo botão dividido em dois. Neste caso, os botões são mais largos e separados para evitar os infames cliques acidentais. Esta não parece ser uma grande diferença mas acreditem que é. O espaço entre estes botões ajuda a distingui-los bem é uma boa solução para mudar a sensibilidade “no calor da batalha”, sobretudo quando a precisão é absolutamente crítica.

Como não poderia deixar de ser, este rato também possui iluminação compatível com a tecnologia Razer Chroma. É já um sinónimo de qualquer produto Razer, pelo que não surpreende ninguém. Neste modelo em específico, permite mudar o logótipo e a cor do scroll para uma cor à vossa escolha, entre 16 milhões de opções, juntamente com diversos efeitos de luz. Estes efeitos de luz e possíveis programações das teclas, são as preferências que poderão gravar na memória do rato.

Veredicto

O Razer DeathAdder V2 pega em tudo o que gostámos no DeathAdder Elite e melhora-o significativamente. O que é um feito, num modelo de rato que já era tão bom. A Razer tornou-o ainda mais rápido em quase todos os aspectos, incluindo no seu sensor, nos tempos de resposta dos cliques e na sua movimentação, graças aos seus novos “pés” e ao cabo SpeedFlex. O único ponto contra vai mesmo para o seu tamanho. Não tive problemas neste campo, mas consigo ver que pessoas com mãos mais pequenas poderão sofrer um pouco com a sua dimensão.