O Razer Basilisk, lançado em 2018, foi o primeiro rato que a Razer dedicou aos First Person Shooters, com botões desenhados para este género tão popular. Dois anos depois, encontramos aqui a sua segunda versão, agora com um design mais arrojado e algumas novidades muito interessantes.

2019 foi um grande ano para a Razer. Desde o peso pluma Viper até ao incrível tempo de reposta do Huntsman TE, a empresa elevou a fasquia consecutivamente com aquela atitude que tem perante a concorrência: “tudo o que fazem bem, nós fazemos melhor!“. Se continuar essa tendência, acredito que 2020 (mesmo tão atribulado) será outro ano em grande para a marca da cobras. Já vão já perceber porque digo isto.

Sem rodeios, fica bem claro que esta mais recente adição da Razer tem claras intenções de fazer frente ao não menos impressionante Logitech G502. A semelhança entre os dois modelos é inegável, não só no aspecto. É uma estratégia lógica, enfrentar a Logitech num dos seus ratos mais populares. Neste caso, o rato da Razer até apresenta um preço semelhante mas fica bem claro que foi desenvolvido com outro calibre de tecnologia.

Essa nova tecnologia passa por um novo sensor, intitulado Focus+ Optical Sensor. Trata-se de uma nova geração de sensores, que permite atingir uns incríveis 20.000 CPI (counts per inch), tal como o rato Razer Viper que analisámos anteriormente. Também os seus botões contam com sensores ópticos para melhorar o tempo de resposta, tem novas placas de deslizamento na parte inferior em PTFE e um cabo SpeedFlex, tal como o Viper. E há aqui uma grande optimização de peso, com apenas 92g.

Para desafiar a concorrência, a Razer deu a esta nova versão 11 botões programáveis, que têm um design mais ergonómico e ao mesmo tempo mais arrojado. Como tem vindo a ser hábito nos ratos recentes, contem com um “corte” transversal entre os dois botões principais e o restante corpo do rato. O scroll mantém a função de controlarmos a sua sensibilidade com um pequeno botão presente na parte inferior do rato, permitindo assim optar por um scroll mais silencioso ou manter o ritmo de rotação mais elevado.

Como característica única neste modelo, temos uma patilha na parte lateral que permite fazer as vossas acções mais facilmente e de forma mais rápida. A opção, por defeito, serve para mudar os DPI enquanto jogam. Contudo, tal como os restantes botões, podem alterar a sua função no Razer Synapse, o software proprietário da fabricante. O rato traz consigo duas destas patilhas comutáveis (uma longa e outra curta) para os diferentes tamanhos de mão. Caso não queiram sequer usar esta patilha, podem sempre retirá-la e tapar o encaixe com uma borracha, também incluída na caixa.

O Basilisk V2 também possui cinco perfis programáveis e, embora as configurações sejam guardadas na memória interna, a iluminação não funciona se o software não correr. É, no mínimo, estranho não ter a sua iluminação característica sem recorrer ao Synapse, uma vez que o rato possui memória interna. Pode ser uma questão de programção, mas aproveitei para testar e raparei que todos os periféricos da Razer com memória interna sofrem do mesmo. Leva-me a acreditar que é exactamente assim que a Razer deseja que seu software funcione. É lamentável porque nem sempre podemos instalar o Synapse, por exemplo em computadores MacOS.

Por fim temos de falar da sua performance em jogo. Testei este Basilisk com Overwatch, Age of Empires II: Definitive Edition e Warhammer: Chaosbane para ver como lida com diferentes géneros, mesmo sabendo que o seu “forte” são os “shooters”. Em todos os títulos, o rato teve uma prestação notável, diga-se. Obviamente, prestei especial atenção a Overwatch, porque a patilha do lado esquerdo é particularmente útil para diminuir temporariamente o DPI nos momentos de tiro de precisão. Mesmo não sendo um recurso que muda o jogo, é particularmente útil e pode justificar o upgrade ou a mudança para este modelo, especialmente para os fãs dedicados aos FPS.

Veredicto

O Razer Basilisk V2 chega-nos dois anos depois da introdução deste modelo dedicado aos First Person Shooters. Considero-o uma actualização que melhora praticamente tudo de positivo que este modelo oferece. Começando pelo seu novo design, até ao seu hardware interior com novo sensor, botões ópticos e memória interna para cinco perfis. Razões que tornam este upgrade justificável. Se gostaram do primeiro Basilisk, certamente que vão gostar da sua nova versão.