Entrevista a Diogo Rocha, autor de “Kill the Enemy” para WP7

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Tivemos conhecimento do Diogo Rocha através do seu amigo Rui que contactou o WASD com o intuito de ajudar a promover jogo, onde muitas pessoas nem tinham conhecimento de ter sido feito por um português – dito pelas suas palavras.
Kiil the Enemy é actualmente muito popular na plataforma Windows Phone 7 e como nós no WASD gostamos não só de mostrar jogos feitos por portugueses, mas também de conhecer os autores dos mesmos decidimos agarrar a oportunidade e contactar de imediato o autor do jogo.

Diogo Rocha é um jovem programador de várias tecnologias, está actualmente a tirar engenharia informática na UTAD e decidiu experimentar desenvolver um jogo para colocar no Microsoft Marketplace. Sem reparar, o seu jogo Kill the Enemy chegou ao top de downloads MS Marketplace em apenas 14 dias.

Por curiosidade, Diogo Rocha não só estuda na mesma universidade, como também conhece pessoalmente o Andreas Vilela, autor de Kill the Duck, que esteve também no top de aplicações mais descarregadas do WP7 em Janeiro de 2011. 

 

O Diogo Rocha, é natural de Deão, Viana do Castelo. Tem 21 anos e está neste momento a tirar Engenharia Informática na UTAD.
Antes de falarmos do jogo Kill theEnemy vamos saber um pouco sobre o Diogo e como entrou no mundo dos jogos.

WASD: Olá Diogo, antes de mais queríamos agradecer a tua disponibilidade para esta entrevista. Para começar, gostaríamos de saber um pouco sobre ti e como entraste no mundo dos jogos, sabes dizer-nos como tudo começou?
Diogo: Olá. Em primeiro lugar queria desejar ao WASD e aos seus leitores um bom ano 2012. O mundo dos Jogos é algo que cativa toda a gente, pois para além de pudermos usufruir de diversão ainda sentimos um toque de acção, drama ou mesmo suspense (dependendo do tipo de jogo que estivermos a falar) levando a chamada “adrenalina” e como ser humano, não fugo à excepção, por isso admiro e jogo alguns.

Perante este cenário, e tendo em conta o meu curso na Universidade interroguei-me na possibilidade de criar um jogo. E assim começou o meu trabalho para o Windows Phone.

W: Jogas frequentemente?
D: Até à data, não costumava jogar frequentemente.

W: Que consolas possuis actualmente?
D: Uma Xbox 360 Elite

W: De todas que tiveste a té hoje, qual é a tua preferida?
D: A Xbox.

W: Qual é o teu jogo favorito?
D: Championship e Football Manager.

W: Notámos que a ideia do teu jogo é semelhante ao clássico Duck Hunt, foi a tua inspiração?
D: Não, a minha inspiração foi num jogo chamado Bird Hunt. Mas a minha ideia não era relacionada com animais mas sim com um pouco mais de ação.

W: Trabalhaste sozinho neste jogo?
D: Sim, trabalhei sozinho.

W: Tiveste dificuldades ou já te sentias à vontade na linguagem usada?
D: Devido a projectos em que encontro-me envolvido relacionando a tecnologia C#, não foi muito dificil enquadrar-me na tecnologia que utilizei para o desenvolvimento do jogo, que foi Silverlight.

W: Houve complicações para teres o teu jogo disponível no Marketplace?
D: Sim, o jogo foi reprovado 2 vezes. Na primeira vez foi devido a uma falha minha no ciclo de estado do jogo e outra na gestão do aúdio.

W: Pensaste alguma vez chegar ao top?
D: Não, com este jogo pensava em familiarizar-me com o mercado do Windows Phone, mas já que o sucesso chegou mais cedo do que o previsto, óptimo!

W: Ambições para “Kill the Enemy“?
D: Como o Mundo em geral naturalmente evoluí, o meu jogo não vai ser excepção. No que depender de mim vou fazer o melhor para progredir e tentar satisfazer o prazer, digamos assim “dos meus jogadores”.

W: Tencionas fazer mais algum jogo? Já tens mais ideias?
D: Tenho algumas ideias para outros jogos, mas sobretudo tenho ideias novas para o Kill the Enemy e para já vou focar as minhas atenções nele.

W: As microtransacções estão no seu auge, pensaste em algum momento adicionar ao teu jogo?
D: De facto as microtransacções é um assunto em alta mas nunca cheguei a pensar em adicionar ao meu jogo.

W: Vais manter-te no Windows Phone 7 ou tencionas fazer jogos para outras plataformas?
D: Sem dúvida alargar os horizontes nunca deve ser encarado como um factor negativo, como tal, sim, tenciono programar para outras plataformas.

W: O que tencionas fazer no futuro?
D: Windows Phone é algo que cativa-me bastante e entrou para os meus planos, mas também não quero deixar de parte aplicações para o ambiente Windows. Relembro que o Windows 8 está a chegar e isso também desperta muito a minha atenção.

W: Os jogos “portáteis” estão cada vez mais a ganhar força no mercado, achas que é este o futuro?
D: O conceito “Everywhere, everyplace” está cada vez mais presente na sociedade actual. Os jogos e dispositivos portáteis enquadram-se e trazem esse conceito ao de cima. Logo acho que faz todo o sentido dizermos que o futuro passa e foca-se nos dispositivos portáteis e tudo relacionado com eles.

W: Diogo, qual a tua opinião acerca da distribuição digital?
D: Acho que com a distribuição digital todos ganhamos principalmente o meio ambiente. Por exemplo, um CD possui quatro camadas, sendo elas, adevisa, acrílica, plástica e metálica. Apartida sabemos que um plástico nunca pode ser decomposto pela natureza. Imagine se a cada cd que comprarmos, quer seja um software novo ou uma actualização o deitarmos fora, o impacto ambiental que terá por consequência. Isto é so uma vantagem da distribuição digital, tendo ela muitas mais.

W: Antes de terminar, queres deixar alguma sugestão ao WASD?
D: Antes de mais gostava de agradecer ao WASD pela entrevista mas também agradecer por mostrar ao nosso País que “Nós” podemos ser tão bons como qualquer outra pessoa de qualquer parte do Mundo, para isso basta fazer, mesmo que a ideia nos pareça simples!

Obrigado pelo teu tempo e disponibilidade e desejamos o maior sucesso no teu curso e em futuros projectos que irás, certamente, criar. Esperamos voltar a entrevistar-te daqui a uns tempos sobre novos jogos teus.