Top 10 momentos frustrantes em Jogos

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São momentos de arremessar o comando contra a televisão ou de partir teclas do teclado. Frustram porque gostamos muito do jogo em questão e queremos dominá-lo ou terminar o enredo. É uma selecção de 10 dos momentos mais frustrantes em jogos, sabendo que há muitos mais que podiam estar aqui.

Não estou a falar da qualidade do jogo. Nem sequer estou a falar do empenho do jogador. Neste caso, falo de momentos de certos jogos em que a paciência simplesmente esgota. Há muitas situações dessas, seja porque a mecânica do jogo não está muito bem equilibrada, seja porque simplesmente não dominamos a jogabilidade.

A frustração de querer dominar o jogo e haver aquela mecânica, aquele nível ou aquela lógica que nos deixa irritados. Sobretudo se formos coleccionadores de troféus ou apostarmos nos 100%. Esta é a minha lista pessoal. E, acreditem, ficaram muitos de fora.

10. Fazer Fatalities em Mortal Kombat X sem conhecer as personagens

Neste último Mortal Kombat temos mesmo de dominar a arte da combinação de teclas, vulgarmente chamada de “combos”. Nem sempre foi assim tão flagrante na série, mas a acompanhar as tendências de jogos de combate “VS” modernos, é normal que tenhamos de dominar todos os golpes das personagens combinando as respectivas teclas. Podiam ser sempre as mesmas combinações, mas não. Cada personagem tem a sua. Se durante o combate podemos falhar alguns movimentos e golpes, já no momento-chave do último golpe, quando ouvimos a frase “Finish Him“, falhar não é opção. E quando acontece, o nosso lutador dá um mísero murro depois de dar incompreensíveis saltos e agachamentos, para gozo geral de quem nos observa. Nada másculo ou digno de combatente mortal…

9. O nível do reactor no Capítulo 3 de Killzone: Shadow Fall

Não há nada de tecnicamente errado neste nível, excepto que não faz rigorosamente nada num jogo de acção na primeira pessoa. Aceitaria este nível num jogo de puzzles ou de plataformas, por exemplo. O pior é que este preciso nível fez-me mais dores de cabeça que muitas outras situações aqui listadas. A ideia de ligar e desligar tomadas numa plataforma cujos pisos são minúsculos, enquanto peças gigantes passam a milímetros de nós, podendo matar-nos instantaneamente, parece banal. O problema é que o jogo não nos oferece nenhuma ajuda para resolver o puzzle e todos os movimentos são baseados em cadências que temos de dominar. Adicionalmente, há um efeito de náusea que sempre sinto por causa dos movimentos das peças do reactor. Não basta fazer pouco sentido, há que enjoar os jogadores!

8. Conseguir Troféus de Ouro em Gran Turismo 5

Não sei mesmo qual é a finalidade de colocar tempos mínimos tão injustos para obter troféus de Ouro em determinadas provas ou mesmo para obter licenças. Notem que é preciso perceber de mecânica e dominar bem a condução para fazer os melhores tempos, como é óbvio. No entanto, por mais dedicação que tenhamos, há certas provas com veículos pré-definidos e que não podem ser mexidos mecanicamente, que não são particularmente difíceis, mas exigem um nível de performance e precisão demente. Basta uma travagem fora de tempo e perdemos preciosos milésimos de segundos. Isto é uma verdade incontornável no desporto automóvel, mas isto é um videojogo! E estamos a falar de provas offline a solo, jogando com um comando DualShock na PlayStation 3! E o pior é que a sequela GT6 só veio perpetuar este nível de dificuldade extrema.

7. Fazer todos os treinos Gold em FIFA 16

Uma vez mais isto depende da perícia do jogador. Eu já vi jogadores fazerem mais com a bola no campo virtual que o próprio Lionel Messi no campo real. Há prodígios das fintas no mundo de FIFA. Admito que eu não sou o maior dribbler da história do jogo da EA Sports. No entanto, para fazer um modo de carreira “Be a Pro” como deve ser, com a evolução do jogador e consequente melhoria de qualidades, é preciso fazer aquelas sessões de treinos. Se passar a bola entre companheiros ou fazer centros para área é algo que facilmente dominamos, já chutar à baliza sem qualquer mira ou informação de trajectória de modo a bola passar por um orifício é quase demente. Vários troféus bronze e alguns prateados depois, o ouro foge-me. Passo horas a tentar conquistar essa arte, acabando a dominar apenas essa outra arte menos conhecida do “chuto do comando pela janela”.

6. Jogar cooperativamente em PayDay 2 sem amigos

Fez parte de uma das minhas críticas para este jogo, durante uma recente análise que fiz. Este título tem a particularidade de ser desenhado para jogar online em modo cooperativo. Podem tentar jogar sozinhos, com frustrante Inteligência Artificial a não colaborar. Acabam online à procura do grande jogo que todos falam. Mas juntarem-se a sessões com outros jogadores desconhecidos, porém, é meio caminho andado para a frustração. É prática comum e perfeitamente banal, o jogador que está a fazer de Host da sessão, desligar todos os outros jogadores quando o assalto está resolvido ou mesmo já no fim. O objectivo é ficar com o loot apenas para si, com os demais jogadores a verem zero pelo seu trabalho em ajudar a equipa a concretizar o assalto. Ou jogam com amigos, ou vão evoluir muito pouco assim. Botão “delete” com ele…

5. Jogar Battlefield Hardline em servidores Europeus

É capaz de ser a entrada neste top que mais odeio. Isto porque, no rigor, não depende da minha perícia ou qualidade como jogador. Sim, estou na Europa e convém escolher servidores da minha região. Mas ninguém deu essa dica a imensos jogadores da América do Sul, Médio-Oriente ou Ásia. Já não bastava termos de lidar com algumas práticas anti-jogo, como os famosos Campers que passam o jogo deitados à procura de alvos fáceis, temos de lidar com jogadores com ping elevadíssimo e que se teleportam pelo mapa. E eles não são realmente beneficiados pelo Lag, acabando por nos matar quase tanto como morrem. Jogar assim é frustrante para eles, mas pior é para quem está no servidor certo e tem de lidar com adversários que nos matam com um só tiro ou atrás de paredes. Bloqueio de região era bem vindo, mas nunca chegou.

4. Operações com classificação “A” em Surgeon Simulator

Convenhamos que este jogo não se leva muito a sério. E até acho que há níveis que jamais poderemos acabar sem uma boa dose de sorte ou simples casualidade. No meu caso acabei muitos níveis na classificação mínima por mero acaso e com bastante sorte. Sei que se calhar o objectivo é passar um bom bocado a rir e não tanto dominar os impossíveis controlos. Mas o que fazer à minha obsessão por terminar jogos e tentar, pelo menos, jogá-los com alguma eficácia? Pois é, torna-se frustrante estar quase a partir aquela costela para arrancar o último pulmão e o paciente morrer. E já experimentaram fazer um “transplante de olhos” numa ambulância em movimento? É de bradar aos céus, acreditem! E a produção do jogo a rir que nem perdidos, aposto!

3. A missão “Wrong side of the tracks” de Grand Theft Auto San Andreas

A missão é de tal modo infame que teve direito a uma homenagem no mais recente Grand Theft Auto V. Big Smoke dá-nos uma simples tarefa de perseguir os Vagos pelas linhas do comboio com uma motorizada. Nada demais, certo? O problema é que os controlos da moto são erráticos, os obstáculos são imensos e a missão é temporizada, uma vez que temos de apanhar os Vagos antes de atingir uma ponte. A quantidade de falhas nesta missão sozinha é capaz de equivaler a 50% dos reloads que fiz em todo o jogo. “Só tínhamos de perseguir o raio do comboio, CJ!” são palavras que estão gravadas em pedra no imaginário de todos os que jogaram GTA San Andreas… pelos piores motivos!

2. Matar Lazarevic em Uncharted 2 no modo de dificuldade “Crushing”

Não basta que toda a série Uncharted tenha momentos frustrantes e injustos. Não basta que Uncharted 2 tenha dos piores desses momentos, mesmo sendo para mim o melhor título de toda a série. O antagonista Lazarevic é uma autêntica besta que nos persegue impiedosamente pelo curto mapa, tem uma pontaria infalível e as nossas armas só lhe fazem cócegas. Temos de usar um determinado recurso explosivo do mapa para o derrotar. Mas agora experimentem fazer isto no modo de dificuldade mais alto, carinhosamente intitulado de “Crushing”. Eu tive a ousadia de desafiar o jogo nesta dificuldade e além de sofrer imenso com alguns bosses anteriores, Lazarevic matou mais vezes o Drake nesse preciso encontro que o explorador morreu a tentar saltar de parede em parede. Tudo isto para obter o troféu Platina na PS3. Nunca mais irei perder tanto tempo por uma Platina, garanto!

1. Matar Radec em Killzone 2

#$%&# DO RADEC! É só que tenho a dizer deste boss final de Killzone 2. Além de ter o péssimo hábito cobarde de fugir de nós por se tornar invisível quando o alvejamos, só dispara nas nossas costas e atira o seus capangas em vagas para nos distrair. Com poucas munições, vida quase a acabar e com ódio de morte ao ecrã de respawn do jogo, finalmente conseguimos disferir o que achamos serem os golpes finais. Mas… o Coronel Mael Radec, numa perfeita demonstração da sua personalidade desprezível, mesmo antes de podermos, finalmente, terminar a sua vidinha dispensável, demonstra como é o grande herói dos Helghast, pega numa pistola e… suicida-se… A sério? A SÉRIO?