Top 10 – Melhores Heróis em Videojogos

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Já antes falámos dos maiores antagonistas, agora é a vez dos heróis. Não seria um jogo completo se não tivesse um herói como protagonista, daqueles que nos inspiram, apaixonam ou simplesmente nos fazem perder horas na sua demanda. Este é o nosso Top 10 de Melhores Heróis em Videojogos.

Por vezes autênticos paladinos da justiça, noutras salvadores relutantes, até mesmo acidentais. Para escrever uma boa história de acção ou de aventura, o herói tem de ser a peça central, a personagem fulcral para a narrativa ou, simplesmente, o que mata tudo e todos, salvando o dia ou o próprio destino da humanidade.

Por vezes, têm um ego maior que o mundo, o que também não lhes fica nada mal. Mas, também se dá o caso da sua humildade nos fazer apreciar ainda mais os seus feitos. Seja qual for a sua marca, apreciamo-los pelo que representam, pelo que conquistámos ao seu lado e, mais importante, que lições aprendemos.

Nota: Deixaremos de fora alguns heróis de séries que não possuam uma conclusão concreta. Protagonistas como Mario, Sonic, Lara Croft, entre outros, que possuem arcos convolutos, histórias cíclicas ou várias enredos que ignoram uma linha temporal ou narrativa definida. Por esse motivo apenas não os listámos. Todos eles merecem um outro Top 10 no futuro.

10. BT-7274 (Titanfall 2)

Embora seja um robot, embora não saiba sequer expressar sentimentos, BT-7274 é um exemplo de um amigo que luta até ao fim pelo seu piloto. Pela sua dedicação e entrega, chegamos ao fim do modo de carreira de Titanfall 2 com um enorme amargo porque um ser sintético é capaz de demonstrar tanta compaixão que nos preocupamos mesmo com o seu bem estar. Também nós queríamos ter um amigo gigante que podemos conduzir e chamar desde órbita para aterrar na nossa rua.

9. YoRHa Nunber 2 Type B (NiER: Automata)

Mais um ser robótico na nossa lista. 2B é uma androide de combate que inicialmente não parece demonstrar nem empatia, nem emoção pela sua missão. Eventualmente, as coisas mudam para criar um heroína que desenvolve ideais profundos que questionam mesmo a sua programação. Uma vez mais, é um caso sério de uma máquina que chega a ser mais humana que alguns humanos. Por outro lado, o seu design atraiu a atenção dos fãs, nem sempre pelas melhores intenções.

8. BJ Blazkowicz (Wolfenstein)

Desancar Nazis é daquelas acções que, de caras, cria heróis instantâneos. Contudo, nesta história a missão de BJ é bem maior: parar uma invasão mundial nazi que e chega mesmo a criar seres mutantes e armados até aos dentes. É quase uma história de David e Golias, se David fosse um mero soldado e Golias fosse um gigante cyborg armado com metralhadoras como braços. O que nos faz criar empatia por BJ é o seu espírito de sacrifício, uma constante que o faz (literalmente) perder a cabeça.

7. John Marston (Red Dead Redemption)

Há histórias de Cowboys que são autênticos clichés. Bonacheirões, educados, sempre justos, infalíveis. Marston não é nada disso. É embirrante, insultuoso, por vezes criminoso e é francamente falível com todos, faltando à sua palavra, até com aqueles que lhe deram a mão. A imperfeição desta personagem é que a faz memorável, fugindo à imagem dos westerns do cinema, para nos dar algo visceral e terreno. O seu fim trágico é o melhor atestado da qualidade da sua construção em dois jogos.

6. Joel (The Last of Us)

Tal como o herói anterior, também Joel é imperfeito. A sua ira com o mundo é justificada logo no prólogo do jogo. A mentira que conta a Ellie no fim é a resposta perfeita para um homem que, literalmente fez de tudo para sobreviver. A sua jornada é forçada, num mundo que o quer matar, a sua relutância é também a nossa. Mas, executa. E mesmo no seu final trágico no segundo jogo, entendemos tudo o que fez. Que ninguém nunca diga que não desculpou todo os seus erros.

5. Master Chief (Halo)

John 117 é um soldado modificado geneticamente para ser uma “máquina” de guerra. Contudo, é a sua Humanidade e espírito de missão que o torna a última chance dos humanos. A sua missão é bastante complicada: ou tenta destruir muito e salva uns poucos ou permite a perfeita extinção. Em paralelo, a sua dinâmica com Cortana é como uma história de amor que nunca poderá ser correspondida. No final, ganhamos uma empatia pelo homem por detrás da máscara. Face, essa, que nunca vemos.

4. Nathan Drake (Uncharted)

Não sabemos bem porque gostamos tanto de heróis imperfeitos. Mas, este é mais um. Nathan engana-se, falha, nem sempre consegue antever o perigo, é emboscado, perde-se, mas nunca deixa de lançar uma farpa ou contar uma piada fácil. A sua tendência para se aventurar por grutas bafientas em busca de tesouros impossívels, desviando-se de armadilhas mortais, sem esquecer tiroteios e explosões pelo meio e umas raparigas giras, tornam-no simplesmente inesquecível.

3. Ezio Auditore Da Firenze (Assassin’s Creed)

Sem dúvida, é a melhor personagem de sempre da famosa série da Ubisoft. Surgiu numa altura em que a Ubi estava no seu auge narrativo, com uma história fresca, incrivelmente intrincada e com uma reverberação de séculos. De rufia das ruas de Florença a destruidor dos planos megalómanos de uma organização obscura, passamos todos os grandes eventos da sua vida, sem que o herói alguma vez sinta relutância e mesmo quando não entende bem o seu papel a salvar a Humanidade.

2. Comandante Shepard (Mass Effect)

Onde começar? Travou uma ameaça de grande escala por derrotar um poderoso agente doutrinado por uma nave assassina. Depois foi emboscado, efectivamente morto mas ressuscitado por uma organização terrorista para destruir outra ameaça ainda maior. Finalmente, juntou todas as espécies em torno de uma missão impossível, com uma escala impensável, finalmente sacrificando-se para salvar toda a galáxia de uma invasão que iria destruir tudo. Que mais precisamos dizer?

1. Geralt de Rivia (The Witcher)

Ser um herói nem sempre envolve… ser um herói. Geralt não se considera um, até porque para muitos em Temeria, é um monstro por si só. Contudo, perante as ameaças monstruosas do seu mundo, nunca vira as costas ao seu dever de caçar monstros (e alguns humanos). Não sofre com gente intragável, tem sempre um insulto ou uma palavra amiga, dependendo do seu estado de humor. É um caso sério de um só homem que faz toda a diferença, num mundo que acha que não precisa dele. Pura ilusão.