Top 10 – Inovações Técnicas em Videojogos

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Embora muitos pensem que os jogos são só entretenimento, fazem também parte uma próspera indústria de tecnologias. Muitas delas visam dar mais argumentos para jogarmos mais, mas em muitos casos também vieram facilitar-nos a vida. Este é o nosso Top 10 das maiores inovações em videojogos.

Nos dias de hoje, é normal jogar com um capacete de realidade virtual estilo PSVR. Jogamos também em plena rua com o Xbox Cloud Gaming. Usamos serviços online como o PlayStation Now ou Xbox Game Pass, tornando as nossas prateleiras de jogos apenas decorativas. O nosso entretenimento é quase instantâneo e omnipresente. A qualidade visual também tem vindo a avançar com hardware e software que só mesmo uma indústria de tantos milhões motiva a desenvolver.

Há uns anos atrás, ligávamos consolas com cabos de antena em televisores analógicos. Tínhamos de sintonizar o “canal” para conseguirmos jogar. Este é o tal “futuro” que talvez nunca imaginámos. Tentámos listar neste artigo os avanços mais significativos que observámos nas últimas décadas, alguns gerados dentro da indústria, outros adaptados de outras realidades. Deixámos muita coisa de fora, é verdade, mas o que está aqui é bastante significativo.

10. Jogabilidade Online

Um dado adquirido nos dias que correm. Contudo, em tempos idos, jogar online era impensável. Mesmo quando começou a ser mais comum, muitos jogadores estavam condicionados por lentas ligações à internet. Muitos dos nossos leitores nem sequer saberão o que é um modem 56K e se ouvissem os ruídos do seu funcionamento, provavelmente chamariam o apoio técnico. Conforme se foi tornando mais popular jogar online, infelizmente, fomos lentamente perdendo um outro marco histórico de uma era: as LAN parties.

9. Interface USB

Outro dado adquirido, porque hoje em dia quase tudo usa tomadas USB. Só que há uns anos andávamos todos à guerra com interfaces proprietários de cada marca e não nos façam falar das famigeradas portas COM. O USB-A veio uniformizar as ligações, sendo o mais recente USB-C uma sua evolução ainda mais rápida e capaz. Infelizmente, continuamos a ter restrições, dificilmente conseguiremos jogar com um comando PlayStation numa Xbox ou vice-versa. Mas, pelo menos, quando tivermos de carregar os comandos, não temos de ver se a ficha é compatível.

8. Jogos Mobile

O mercado dos jogos mobile move hoje em dia muitos milhões. É tão apetecível que muitas empresas deste meio já lhe dão mais primazia que à produção de jogos de consola ou PC. Só é possível pelo melhor e mais capaz hardware das principais marcas de telemóveis e tablets. Há imensa procura pela portabilidade de jogos, sendo o motivo de sucesso da Nintendo Switch. Se a “consola” puder fazer mais que apenas jogar, como fazer chamadas, tirar fotografias, etc, então a escolha é óbvia. E tecnicamente muitos jogos mobile já possuem imensa qualidade.

7. Reconhecimento Facial/Gestual

Ainda é muito embrionário mas já dá passos muito consideráveis. O seu refinamento, curiosamente, está a ser impulsionado pelas novas tecnologias de captura de movimentos para criar jogos. O Microsoft Kinect foi a proposta mais séria que tivemos de um sensor deste calibre mas, infelizmente, veio demasiado cedo. Por esta altura, as tecnologias de reconhecimento gestual estão em alta por causa da realidade virtual, já existindo diversos dispositivos como luvas ou câmaras de captura com imensa qualidade. O futuro será em movimento… o nosso!

6. Raytracing

Inicialmente, muitos tiveram dúvidas se esta nova tecnologia era assim tão relevante. Convenhamos que os primeiros jogos a apostar a sério nesta tecnologia vieram mais tarde que o hardware. Há, contudo, um enorme salto qualitativo inegável na qualidade gráfica quando vemos iluminação, sombras e reflexos calculados via Raytracing. O efeito visual de algumas cenas, por vezes, mistura-se com a realidade. É uma tecnologia que veio para ficar, sem dúvida, sendo já complicado apreciar um jogo sem usá-la. Resta só saber se teremos hardware para todos usufruírem.

5. UHD 4K + HDR

A jogabilidade 4K foi durante algum tempo o “santo graal” dos videojogos. A tal ponto que os fabricantes de televisores e monitores se apressaram a criar tecnologias paralelas, como o HDR para justificar um investimento tão elevado lá para casa. O resultado é inegavelmente belo, com imagens arrebatadoras. A definição total é qualquer coisa de genial, aliada aos efeitos de luz e cor da tecnologia HDR. Claro que, uma vez mais, precisam de hardware para isso. Quando conjugado com Raytracing e outras tecnologias, entramos no pináculo da qualidade visual.

4. “Rumble”/Feedback Háptico

Já lá vão uns anitos quando algum “maluco” decidiu inserir um pequeno motor rotativo com um pêndulo para vibrar em reacção à acção do jogo. Décadas depois, temos feedback háptico, que mais não é que uma evolução robusta dessa mesma lógica. Já não passamos sem sentir uma vibração em cada tiro ou explosão, mas agora sentimos os passos em diferentes superfícies, os pingos de chuva ou as derrapagens. É mais um elemento de imersão, especialmente quando é habilmente adaptado ao jogo. O maior exemplo desta tecnologia é, claro, o comando DualSense.

3. Realidade Aumentada/Virtual

Na verdade, a tecnologia de Realidade Virtual não é nova. Há anos que temos aparelhos de estereoscopia e no final dos anos 90 (até antes) já se tinha tentado trazer o VR aos videojogos. Finalmente, a realidade virtual está aqui para ficar, com muitos dispositivos e projectos constantemente a quebrar barreiras de qualidade. Quanto à realidade aumentada, que junta também elementos reais capturados pelo mesmo dispositivo, a recepção foi mais morna. Mas, também achamos que falta só mais desenvolvimento para se tornar mais interessante.

2. Jogos “On-Demand”

Serviços como o PlayStation Now ou Xbox Game Pass são autênticas bênçãos para quem não tem, nem dinheiro, nem recursos (nem paciência) para comprar jogos e fazer uma ludoteca. Mais importante, os serviços estão cada vez mais recheados de bons jogos e até apostam cada vez mais em lançamentos recentes. O serviço da Xbox é das melhores ofertas de sempre nesta indústria, a tal ponto que nos questionamos se é rentável para a Microsoft. Seja como for, estamos lentamente a esquecer o que é comprar um jogo em caixa numa loja.

1. Jogos na “Nuvem”

Podemos dizer que este tipo de serviços estão associados aos anteriores serviços de jogos “on demand”. A grande diferença aqui é que estes jogos não estão instalados nos dispositivos, nem sequer usam os recursos de hardware locais. Tudo acontece no servidor, renderizado em computadores/consolas remotas e o jogo chega a nós via streaming. Há uns anos atrás, Bill Gates tinha dito que o futuro passaria pelo streaming de dados. Na altura, parecia impossível. Hoje vemos como tinha razão. Poder jogar um título AAA num browser é revolucionário nesta indústria.