Os jogos “Point-and-Click” têm uma longa e honrosa tradição na indústria dos videojogos. A década de 90 foi o auge do género e alguns jogos como Monkey Island, Space Quest e Day of the Tentacle marcaram a infância de muitos jogadores, eu incluído!

Recentemente, Monkey Island recebeu um remake e provou que os jogos deste género merecem ser empurrados novamente para a ribalta. Especialmente quando, hoje em dia, usamos tantos dispositivos touch capazes de uma jogabilidade mais intuitiva para o género. Contudo, há um jogo especial, guardado carinhosamente na minha memória, que deveria ser re-editado… Full Throttle!

O “mastermind” de Monkey Island e que mais tarde desenvolveu também Brutal Legend e The Cave, Tim Schafer juntamente com a LucasArts, trouxe-nos Full Throttle, em 1995. Uma aventura cheia de adrenalina e com uma história num futuro distópico onde os veículos motorizados estão a ser substituídos por veículos anti-gravitacionais. Ben, o líder de um gangue de motards conhecido como The Polecats, acaba por ser tramado com o homicídio de Malcolm Corley, o fundador da última fábrica de motas personalizadas conhecida como Corley Motors (um tributo à marca Harley Davidson). Ben passa o resto do jogo a tentar ilibar o seu nome e a tentar trazer o verdadeiro responsável, Adrian Ripburger, à justiça!

Full Throttle tem uma história muito bem estruturada e envolvente e, não posso deixar de referir, é acompanhada por uma excelente banda sonora. Uma das poucas dos jogos LucasArts que não é exclusiva, já que grande parte das músicas são da autoria da banda The Gone Jackals. A introdução, por exemplo, é da música “Legacy” do segundo álbum da banda.

Como um bom jogo da LucasArts, Full Throttle está cheio de referências a outros títulos da produtora, como o universo Star Wars, por exemplo. E há ainda algumas bizarrices nos créditos finais, como agradecimentos da equipa aos seus gatos, incluindo os seus nomes, e agradecimentos às 40 Lhamas especialmente treinadas… sabe-se lá porquê!