Experimentámos o DualSense com o novo Astro’s Playroom

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A convite da Sony Interactive Entertainment Portugal, fomos experimentar em primeira mão o novíssimo Astro’s Playroom, um jogo de plataformas que nos dá a conhecer as potencialidades da PlayStation 5, principalmente do seu novo comando DualSense.

Vindo da habitual Team Asobi que nos trouxe o divertido Astro Bot: Rescue Mission para o PlayStation VR, Astro’s Playroom continua a missão do pequeno robot de agir como mascote das consolas da Sony (desculpa, Sackboy, terás sempre o teu lugar no nosso coração). Se já experimentaram esse outro título para o PSVR, vão sentir-se imediatamente em casa. No entanto, este novo jogo virá pré-carregado em cada nova PlayStation 5, tendo como principal objectivo apresentar a nova consola de uma forma divertida. Se bem se recordam, a PlayStation 4 teve algo semelhante com o The PlayRoom. Só que o pequeno Astro agora… é o verdadeiro… astro…

No jogo existem quatro mundos diferentes para explorar, todos baseados nos componentes da PlayStation 5. Só tivemos acesso a um nível do jogo vagamente definido pela ventoinha responsável pela refrigeração da consola. Chama-se Cooling Springs e é uma área à beira-mar, repleta de outros bots que estão a nadar ou a aprender a surfar dentro da PlayStation 5. Lógica à parte, é cómico pensar que há uma “praia” escondida dentro da consola, uma área descontraída para destruímos caixas de moedas e observarmos várias referências a outros títulos como God of War ou até mesmo Metal Gear Solid.

Embora o que vimos neste nível não seja propriamente revolucionário, provou ser um teste interessante especialmente para o comando DualSense e é aí que toda a magia acontece. O comando da PS5 não é uma simples evolução do glorioso DualShock. É, isso sim, um dispositivo inovador, criado com a ideia de tornar a experiência de jogo mais “sensorial”. Aspectos como feedback táctil e a sua vibração háptica, mas também (e talvez acima de tudo) os seus impressionantes gatilhos adaptativos, parece ser capaz de oferecer uma experiência táctil mais profunda e gratificante.

O comando em si pesa 280 gramas, mais 70g que o anterior DualShock 4. Uma diferença de peso que, na verdade, até nem se nota. O conforto é notável, graças ao seu design familiar, mas subtilmente revisto. A distância entre analógicos é semelhante à do seu antecessor e todos os botões são alcançáveis com os dedos. O esperado, portanto. A frente é caracterizada por um plástico listo enquanto a parte traseira é um pouco mais rugosa, para facilitar a aderência. Em ambos os casos os plásticos são de uma qualidade assinalável. Gostei bastante do facto dos botões frontais e o D-Pad serem transparentes, com um acabamento elegante que me fez lembrar a saudosa PSP.

Como já disse, porém, é lá dentro que realmente acontece algo fantástico. Dos aspectos mais convincentes que esta é mesmo uma evolução técnica da anterior geração, é o seu feedback durante o jogo. Embora este título a testes não tivesse assim tantos eventos mais intensos, fica claro que este comando vai revolucionar a vossa forma de jogar. A vibração do DualSense é um avanço decisivo em relação ao que estamos habituados até agora. Já tivemos contacto com sensores hápticos, por exemplo com a Nintendo Switch. Contudo, parece-me que a Sony deu aqui um passo bem mais assinalável. Precisaremos de jogos mais dinâmicos, como de condução ou “shooters” para atingirmos o seu pleno potencial.

Ainda assim, deu para o testar. Ao controlar Astro e movê-lo em diferentes superfícies como areia, vidro ou até madeira, a vibração torna-se mais leve ou mais intensa. Os saltos, solavancos e outros pormenores são todos transportados de forma convincente para o comando. Entre outras coisas, a vibração é muito precisa e, portanto, é reproduzida perfeitamente em todas ou em partes individuais do DualSense. Em suma, é um estímulo sensorial que, junto com o altifalante integrado, torna toda acção mais envolvente. Um bom exemplo está numa parte do nível que entramos dentro de água e o nosso amigo Astro movimenta-se de forma mais lenta. Toda essa sensação passa para o comando desde as ondas a passar de uma mão para a outra como a vibração do próprio protagonista.

A certa altura, Astro transforma-se numa mola que, ao pressionar o gatilho certo, desce e carrega. À medida que a mola se comprime, a força necessária para levar toda a mola até ao fim aumenta, dando uma ideia do esforço exigido pelo pequeno herói para aquele movimento. Não me estou a referir, claro, de um compromisso físico insustentável, mas a sensação de atrito e o impulso crescente na direção oposta, são uma novidade curiosa e, às vezes, surpreendente. Esta tecnologia aplicada a um acelerador de um carro ou a um gatilho de uma arma pode dar grandes experiências. Fiquem atentos, produtores!

Em relação ao jogo em si, como já mencionei, a mecânica por trás deste título não é particularmente inovadora. Podemos saltar, flutuar no ar, usar um botão para atacar com mais ou menos ímpeto e em algumas secções usa o giroscópio para direccionar o movimento. De vez em quando usamos o microfone incorporado no DualSense para soprar um catavento ou o touchpad para fechar um fecho eclair, mas nada de realmente inovador neste género. Ainda assim, o DualSense consegue fazer este pequeno título brilhar.

Veredicto

Astro’s Playroom é um jogo de plataformas simples mas cheio de charme. Tudo é brilhante e colorido e há sempre pequenos detalhes e animações que nos fazem sorrir. Se deixarem Astro muito tempo parado, ele tira o PSVR do bolso e começa a jogar sozinho. São estes pequenos detalhes que fazem a diferença. No geral, pode não parecer um título entusiasmante ao início, nem será um clássico instantâneo, mas é certamente o showcase ideal para qualquer possuidor da PlayStation 5. Para mim, a verdadeira experiência a reter deste “hands-on”, foi o fantástico comando DualSense.

A PlayStation 5 será lançada por cá no dia 12 de Novembro em algumas regiões, mas apenas a 19 de Novembro por cá. Como dissemos, terá Astro’s Playroom já instalado.