Desafio Gamer 250 Dias: Dia 12 – Ultima IX

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Dia 12 – Um game com mérito pouco reconhecido

A série Ultima, criada por Richard Garriot, foi a responsável por me apresentar o género Role Playing Game. O primeiro Ultima que joguei foi Serpent Isle, uma expansão para o sétimo jogo da série que tinha nada mais nada menos que 7 disquetes para instalar, um jogo bastante grande para a altura. Esta versão era normalmente considerada como o melhor Ultima de sempre.
Este jogo era diferente de tudo o que conhecia na altura, um mundo grande e livre para fazermos tudo. Tinha magias, diálogos e muita liberdade para fazermos o que bem entendêssemos no jogo. Podíamos, por exemplo, entrar em casa das pessoas e roubar artigos que podiam estar escondidos no roupeiro ou até debaixo da almofada, mas era melhor fazer enquanto dormiam para evitar ser apanhado.

Nunca cheguei a acabar Serpent Isle, mas em 1999 quando saiu o Ultima IX vi a oportunidade de voltar a jogar um óptimo RPG, mas apesar de ter gostado bastante deste jogo, ele nunca recebeu boas críticas. O GameSpot por exemplo deu 6.4 de 10 e outros sites ficaram pelos 7 pontos.  

Ultima IX já conta agora 13 anos e na sua altura já era inteiramente em 3D, um mundo enorme onde ainda nem se falava de Open World e mais uma vez, éramos livres de fazer o que quiséssemos.
Na caixa do jogo vinha incluído um enorme mapa do jogo com o nome das cidades escrito com o alfabeto de Ultima, cartas de tarot, um spell book com os ingredientes necessários para criamos as nossas magias, sim porquem em Ultima IX temos de ir guardando os ingredientes que encontramos como teias de aranha, alhos, musgo, gengibre e muitos outros, que quando eram combinados da forma correcta durante um determinado ritual permitia-nos aprender a magia. As magias iam desde bolas de fogo, raios, levitação ou até mesmo chuva de meteoritos. Ultima IX também já tinha a possibilidade de criarmos as nossas poções para curar, respirar debaixo de água, ficar invísivel ou até mesmo de puro veneno. Em termos de armas, a variedade era enorme e havia todo o tipo de armas que podemos ver, por exemplo, em Skyrim.

Eu consegui acabar o jogo depois de muito, muito tempo a jogá-lo, não sei quantas horas, mas pelo que pesquisei aqui pela internet, em média é necessário 40 horas para o terminar. Não está nem perto das 300 horas de Skyrim, mas se pensarmos que saiu em 1999 é um jogo bastante longo.
As críticas que se podem ler na internet, falam de muitos glitches e falhas na performance e saves corrompidos. Não sei se eu na altura não ligava ou simplesmente não percebia que eram falhas porque sinceramente não me lembro destas falhas.
Para finalizar eu recomendo este jogo a todos os que gostam de RPG e de conhecer outros jogos. Experimentem, vão gostar!

Se não perceberam o desafio leiam aqui a explicação.