Apresentação oficial da Xbox One em Portugal

2279

A convite da Microsoft, estivemos presentes na apresentação oficial da Xbox One onde, não só tivemos oportunidade de conhecer a consola, como também de experimentar alguns dos exclusivos que vão estar disponíveis ainda este ano.

A Xbox One chega finalmente a Portugal no dia 5 de Setembro com a etiqueta do preço a marcar 399,99€ e 499,99€, modelos com e sem o dispositivo Kinect respectivamente. Todo o sistema operativo e 90% das aplicações estarão localizados para Português de Portugal, algo inédito por cá, sobretudo na X360 com o software em Português do Brasil e com diversas componentes ainda por traduzir. Os outros 10% estão relacionados com o Kinect que ainda não é desta que terá reconhecimento de voz no idioma de Camões e nem foi mencionado quando estará disponível.

Não tardou a ter casa cheia pelos meios de comunicação e convidados e não tardou a começar a apresentação propriamente dita. Apresentação essa que decorreu em simultâneo com todos os países que vão receber a Xbox One na segunda fase conjuntamente com Portugal. Por cá, a nossa apresentação arrancou com a Directora Executiva do Segmento de Consumo da Microsoft, Sofia Tenreiro.

A Sofia, deu-nos uma breve introdução sobre o que o evento de hoje iria abordar e frisou que a Xbox não é uma consola apenas focada nos jogos. Com o sistema Pass thru HDMI é possível ligar uma box da MEO, NOS, Vodafone ou outra operadora e usufruir do nosso serviço de televisão através da consola. Mas para quê, perguntam vocês? Desta forma, enquanto vêm televisão, podem ser notificados sobre tudo o que está acontecer na vossa consola, alternar entre os canais e o vosso jogo com uma fluidez enorme e podem até fazer uma chamada Skype enquanto vêem a vossa série favorita. Tornando assim a Xbox One num sistema de entretenimento all-in-one.

André Cardoso, o Director da unidade de Negócio, mostrou-nos algumas estatísticas sobre a nova consola da Microsoft que conseguiu, até à data, vender 5 milhões de unidades nos 13 primeiros países em que foi lançada. Mostrou ainda alguns trailers, que também marcaram presença na conferência da Microsoft na E3. Nomeadamente: o jogo de acção tipo sandbox Sunset Overdrive, o jogo de condução Forza Horizon 2, o jogo de dança Dance
Central Spotlight e a muito esperada compilação da série de acção na primeira pessoa Halo Master Chief Collection.

Por último, Miguel Vicente, responsável pelo Marketing de Audiências subiu ao palco para falar do ID@Xbox, um programa criado para dar grande ênfase aos programadores e produtoras independentes (Indies), fornecendo SDK (Software Development Kits), acesso a toda a documentação técnica e ainda o acesso total à consola, querendo com isto dizer que os programadores terão acesso de produção a todas as funcionalidades da Xbox One: Achievements, SmartGlass, Kinect, etc. No fundo, os Indies terão exactamente os mesmo benefícios que as grandes produtoras de jogos AAA.

No final da apresentação, fomos convidados a experimentar alguns dos jogos que estavam em exposição, nomeadamente Forza 5 com um carro de Fórmula 1 na pista de Nurburgring. Titanfall teve grande destaque, com uma consola ligada a 9 televisores em video-wall criando uma experiência muito imersiva. E numa sala adjacente, era possível escolher alguns jogos interessantes que demonstram a qualidade de processamento da consola, entre eles: Battlefield 4, FIFA 14 e Call of Duty: Ghosts e os exclusivos Dead Rising 3 e Ryse, este último “hack-n-slash” foi a nossa escolha para testes.

Para além destes jogos não nos foi possível ver a consola em grande detalhe, por estarem em permanente uso. Também a navegação pelos menus estava condicionada, não nos tendo sido permitido explorar o interface. O que podemos dizer é que o interface Metro está integrado em alguns jogos exclusivos e tem óptimo aspecto. Também o novo comando é robusto e bastante ergonómico. Apenas não gostámos da necessidade de adquirir um adaptador para ligar auscultadores e da ausência da distinção entre jogadores. No comando da X360 a célebre roda de quatro partes identifica cada um dos jogadores. Aqui só podemos tentar adivinhar. Além disso, ainda não conseguimos perceber porque ainda é que a Microsoft continua a insistir nas pilhas AA para energizar o comando. Porque não baterias recarregáveis?

Muitos questionam o porquê deste atraso de 9 meses para termos a Xbox One no nosso país. A resposta da Microsoft tenta explicar que não conseguia produzir consolas para tantos países em simultâneo. Não querendo questionar a estratégia da Microsoft, fica outra dúvida: como conseguirá a Xbox One lutar com a sua rival directa – a PS4 – que já está no mercado desde Novembro e agora com uma campanha onde é possível adquiri-la por 16€/mês? Nós acreditamos que a Xbox One tem o seu público bastante específico. Os fãs de Halo, Fable ou Forza, vão querer comprar a nova consola da Microsoft. No que nos diz respeito, queremos mais e melhores jogos, sobretudo os exclusivos que só vamos encontrar na Xbox One. Agora, do ponto de vista comercial, se venderá bem ou não, não vos conseguimos responder sem consultar a nossa bola de cristal.