3 Jogos da Década, de acordo com o WASD

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É verdade, 2019 foi o último ano de uma década cheia de jogos fantásticos. Como não podíamos passar esta data sem uma reflexão, reunimo-nos e falámos daquele jogo que nos marcou nestes últimos 10 anos. E estes são Os Três Jogos da Década para nós.

O critério usado para escolher “o” jogo dos jogos foi bastante preciso. Encontrámos entre nós o jogo que mais nos apaixonou do início ao fim, que mais cumpriu as suas promessas e que ainda hoje sobrevive bem perante a oferta actual. Além disso, tem de ser um jogo que seja transversal às gerações, podendo ser aconselhado a qualquer recém-chegado, mas que também tenha qualidades dignas de um clássico.

Como devem calcular, a lista era vasta, com dez anos de grandes títulos memoráveis. A ideia foi reduzir a lista ao máximo, garantindo um jogo de eleição e um “backup”. Isto porque queríamos que não houvessem repetições de jogos, até porque temos gostos semelhantes por aqui. No final, ficámos satisfeitos com as nossas escolhas.

São estes os jogos da década para vocês também? Pensem nos critérios listados acima e imaginem qual foi o jogo que mais vos marcou entre 2010 e 2019. Se chegaram a conclusões diferentes, digam de vossa justiça.

Com este inacreditável sandbox, a Rockstar Games conseguiu mais uma vez redefinir o género de acção em mundo aberto com a sua história envolvente sobre o sub-mundo do crime, num mundo que ainda hoje esconde segredos. GTA V quebrou várias barreiras, com toda a sua técnica e arte, sem esquecer o enorme lição de desenvolvimento de jogos e no que podem oferecer aos jogadores. A decisão de usar três protagonistas, cada um com a sua própria personalidade, história e ego, trouxe variedade ao enredo, ao mesmo tempo que ajudou a quebrar a monotonia em todas as actividades em Los Santos.

Parece mentira mas GTA V foi lançado há 6 anos e mantém um sucesso invejável. Muito devido à sua componente multi-jogador que, após todos estes anos, ainda atrai milhares de jogadores e é actualizada regularmente, quebrando também aqui os padrões da indústria. Não é fácil descrever sucintamente esta obra-prima em poucas linhas, admito. Mas, o que é realmente fantástico é que ainda hoje consegue ser muito divertido, muito por causa das contantes adições de conteúdo de GTA Online. É por isso que Grand Theft Auto V é, pelo menos para mim, o Jogo da Década.

Ivo Pereira
(Co-Fundador e Redactor do WASD)

Para esta lista, tive colocar de lado outros grandes jogos que me ocuparam por tantas horas. Alguns são também Role Play Games, pelo que sinto que é, claramente, o meu género de jogo preferido. Deixei de lado grandes títulos de produtoras e estúdios enormes, abri mão de escolher jogos que foram autênticos baluartes de design e técnica. Tudo porque, algures na Polónia, a (então) pequena CD Projekt RED pegou numa determinada série literária local e decidiu criar uma série de jogos. Série essa que culminou naquele que é, para mim, um dos melhores RPGs de sempre.

The Witcher III tem todos os ingredientes certos para a minha escolha. Tem uma história envolvente, cheia de lore e de imensos detalhes narrativos, fruto da imaginação de Andrzej Sapkowski, que inclui personagens fortíssimas e ricas, sem esquecer os muitos locais e eventos memoráveis. Tem também uma jogabilidade invejável, simplificando (e complicando) onde deve, adornada por uma acção entusiasmante. Depois tem um design que ainda hoje resiste bem ao teste do tempo. Alie-se a isso duas expansões igualmente memoráveis e uma produção dedicada e temos o Jogo da Década… pelo menos para mim.

João Pinto
(Co-Fundador e Editor do WASD)

Além de ser um colosso a nível técnico, o Santa Monica Studio conseguiu, não só reinventar a série original, como elevou este género a um novo patamar. Uma história fantástica, uma mitologia renovada e um motor de jogo único fazem deste jogo de 2015, para mim, o melhor da década. A mistura de elementos de RPG, puzzles, aventura e acção é também a melhor de toda a saga. Quer sejam fãs da série ou nem conhecem nada deste universo, é um jogo que agarra desde o primeiro minuto, sem momentos mortos ou quebras de ritmo, com toda a mitologia Nórdica encaixada de forma perfeita neste mundo.

É um jogo onde nada está ao acaso e o resultado é perfeito em todos os sentidos. A relação de Kratos com Atreus é das melhores histórias de amor entre pai e filho num videojogo, dando um cariz muito humano a toda a narrativa de God of War. Nos últimos 10 anos, foi o jogo que mais me impressionou pela sua capacidade de renovação. Foi também aquele que mais me emocionou, com diálogos e narrativa profundamente bem escritos, recheados de valores e mensagens sobre as relações humanas e como encarar o passado e o futuro. É, efectivamente, um jogo que nos humaniza e nos põe a pensar. E isso é fabuloso.

Gonçalo Cardoso
(Redactor do WASD)