Mais infoProdutora: NintendoEditora: NintendoLançamento: 28/06/2019Plataformas: Género:

A Nintendo Switch é considerada como “a perfeita oportunidade” para a Nintendo remediar os seus erros da Wii U. O jogos independentes encontraram um lugar e os títulos anteriores da gigante nipónica regressaram em formato “Deluxe” para uma nova audiência. Por outro lado, há espaço para as sequelas de qualidade. Super Mario Maker 2 é um bom exemplo, numa continuação perfeita de um jogo de sucesso.

2019 será provavelmente lembrado como o ano dos jogos de plataformas em 2D na Nintendo Switch. Em Janeiro recebemos New Super Mario Bros. Deluxe, em Março foi a vez de Yoshi’s Crafted World e, de forma inesperada, numa das Nintendo Direct foi revelado este novo Super Mario Maker 2. Um anúncio tão importante e que fez as honras de começar a própria transmissão, colocando imediatamente um sorriso na cara de todos os espectadores. O que podemos esperar deste gigante editor de níveis do universo Super Mario? Vamos descobrir na nossa análise.

Sempre achei que o primeiro Super Mario Maker foi um titulo pensado para ter uma vida curta. Não pela sua qualidade, note-se, foi excelente. Digo isto, porque as capacidades e o suporte da Wii U deixavam muito a desejar. Num jogo deste tipo, o apoio da comunidade, não é só fundamental, como faz parte do próprio núcleo do jogo. Não obstante, Super Mario Maker conseguiu deixar a sua marca e os fãs conseguiram mantê-lo vivo até hoje. Com esta sequela e com uma boa base de jogadores criada na Nintendo Swich, a empresa de Kyoto tem finalmente a oportunidade de (re)lançar a sua ideia em grande estilo desta nova versão.

Super Mario Maker 2 reproduz toda a estrutura do primeiro jogo e divide-se em dois modos distintos: “Play” e “Create”, ambos acessíveis no menu principal. Vamos começar pelo segundo, dedicado a todos os criativos que têm algo a dizer sobre design de níveis e de plataformas. Até aqui, quem jogou o título anterior, irá encontrar um ambiente muito familiar. No início pergunta-nos qual o estilo a utilizar, podendo escolher o clássico Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World, New Super Mario Bros. ou Super Mario 3D World. Este último estilo é a grande novidade desta sequela.

Escolher um estilo é extremamente importante porque, não só muda o visual do nosso nível, mas também toda a jogabilidade que irá reflectir com os jogos originais, com todos os seus power-ups. Super Mario Bros. 3, por exemplo, dá-nos a possibilidade de usar o famoso fato Raccoon, Super Mario World oferece-nos a sua famosa pena e por aí em diante. Em Super Mario 3D World, já agora, apesar de manter todos os movimentos de Mario (incluindo o fato de gato), foi adaptado para 2D pelas razões óbvias.

Depois desta escolha, podem optar pelo tema pretendido (deserto, neve, simples, etc) e meter mãos à obra. Começamos a inserir objectos, inimigos, sub-níveis, segredos e muito mais. Se forem criativos, Super Mario Maker 2 será um regalo, com muitas opções disponíveis. Em comparação com o primeiro título da série, há novos elementos que podem ser utilizados em qualquer estilo, dando uma nova vida a todos os jogos que conhecemos e crescemos a jogar. Para além disso, podem contar com a ajuda de um amigo e construir um nível em conjunto. Um segundo Joy-Con será o suficiente para dar asas à imaginação a dois.

E aqueles menos criativos, podem dedicar-se a apenas jogar os níveis partilhados pela comunidade ou jogar o novíssimo modo história. Este modo foi pensado, talvez, para os que só queriam jogar mais um título convencional de Super Mario. Aqui somos desafiados a ultrapassar mais de uma centena de níveis criados pela própria Nintendo. O fio condutor destes níveis é uma narrativa que revela Mario a tentar reconstruir o castelo de Peach com a ajuda de um exército de Toads. Para a reconstrução é preciso dinheiro, portanto a Toadette terá a sua nova função de sugerir tarefas, onde as recompensas são moedas de ouro.

Estas tarefas, na verdade, são níveis para ser passados aos saltos e em pequenos micro-puzzles, tudo criado dentro do próprio jogo. Obviamente que a sua duração não é a mesma que estamos acostumados na franquia. Fica claro que este modo serve mais de “showcase” das possibilidades, tendo níveis bastante curtos mas muito bem elaborados. E mesmo partilhando os vários estilos e jogabilidade dos jogos originais, algumas novidades introduzem mecânicas complexas, algumas fruto do elevado grau de experimentação de algumas lógicas modificadoras engenhosas, como os botões que mudam de cor e “acendem” ou “apagam” blocos.

O principal objectivo do modo “Play” está na possibilidade de jogar os níveis que a comunidade criou. E é aqui que tomo o pulso do jogo em termos de durabilidade. Quando comecei a escrever esta nossa análise, haviam poucos níveis disponíveis, principalmente porque as cópias estavam reservadas exclusivamente à imprensa. E isso não é, obviamente, representativo do que este jogo gozará a nível de fama. Contudo, dado o sucesso do jogo anterior e a popularidade da Switch, estou certo que dentro de uns meses atingirá a popularidade que se espera.

Quando comprarem o vosso jogo é muito provável que já possam encontrar um bom número de níveis que irão variar em dificuldade, estilos e temas. Há um pouco de tudo para todos os gostos, tenham só paciência e usem os filtros para encontrar o nível mais adequado para vocês. Neste ponto de vista, outra nova funcionalidade deste título é a possibilidade de jogar os níveis com companhia até quatro jogadores, tanto cooperativamente como competitivamente, localmente ou através da Internet. O que, de certeza irá dar muitas horas de jogo, num jogo tecnicamente infinito. E se não gostarem de nenhum nível, já sabem, criem-no.

Veredicto

Super Mario Maker 2 tem tudo o que prometia para dar continuidade a uma ideia tão popular. Não só repete o sucesso do original, como consegue ultrapassá-lo, também fruto do hardware mais capaz da Nintendo Switch. Também não podemos esquecer as melhorias que a Nintendo tem vindo a trazer na componente social da consola, tendo o modo multi-jogador um papel fundamental na popularidade deste jogo. Ao contrário do primeiro jogo, que ficou tão limitado na Wii U, este tem muito para ascender. Agora só depende da comunidade ter interesse em criar e partilhar.

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.