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Análise: Quest of Dungeons

O jogo criado por David Amador é um roguelike tradicional onde um Dark Lord ofuscou toda a luz e somos obrigados a atravessar a sua dungeon para a recuperar. Embora a fórmula principal não seja nova, este indie português tem muito que se lhe diga. Espreitem, por isso, a nossa análise a mais uma incursão de um título nacional no Steam. 

O estilo roguelike não é para todos os jogadores. Mas todos aqueles que adoram desafios, adoram também o género e os seus clichés: permadeath, combate por turnos e dungeons criadas aleatoriamente. Quest of Dungeons é para estes e não vão ver as suas expectativas defraudadas. Tudo o que se exige num roguelike está presente neste indie de David Amador.

No início deste indie português seleccionamos uma de quatro personagens, cada uma com a sua classe: o Fighter, o Wizard, o Shaman ou o Archer. Sempre debaixo de um tom bem disposto. Depois de escolhermos a nossa classe, as quatro personagens reúnem-se ao calor de uma fogueira para decidir quem avançará contra o mal que empesta o reino. Numa metáfora aos RPG’s das 16 bits, a decisão do grupo é a de que partiremos sozinhos enquanto as outras três personagens ficam ali a rir-se da nossa desgraça.

Sem demoras entramos na dungeon para enfrentar dezenas de monstros, desactivar armadilhas, arranjar novos equipamentos, coleccionar novos feitiços e acumular uma fortuna em ouro para gastar na super inflacionada loja de Quest of Dungeons. A qualquer momento podemos ir de encontro a um boss por detrás de uma qualquer porta que abrimos. Enfrentá-los nem sempre é a melhor solução já que raramente estamos preparados para a sua força bruta e estes encontros podem acontecer logo no início do jogo, bastando abrir a porta errada.

Ao todo são oito andares de dungeon gerados aleatoriamente, num estilo a fazer lembrar os clássicos pixelizados da era da SNES e da Mega Drive, com direito a uma envolvente banda sonora da autoria de Aaron Krogh e da Boxcat Games. Os modelos são muito simples mas são sempre acompanhados de brilhantes e bem humoradas deixas. A dada altura, fui confrontado por um morcego que, qual Darth Vader, dizia ser o meu pai só para se contrariar logo a seguir e confirmar que era mesmo só uma piada. Matei-o por isso.

Os movimentos da nossa personagem são algo rudimentares e não funcionam nos habituais 360º, sendo apenas possível deslocarmo-nos para cima, baixo, esquerda e direita. Mesmo assim, não é por isso que o jogo não funciona negativamente ou perde por isso, já que David Amador conseguiu fundamentar esta mecânica na jogabilidade e na nostalgia que Quest of Dungeons ostenta orgulhosamente. Sempre que liguei Quest of Dungeons no computador senti novamente que estava na minha adolescência agarrado aos RPG’s que passei nesses loucos anos.

A nível de longevidade, este indie pode ser passado em meras duas ou três horas. Contudo, sendo este um roguelike por excelência, acabamos sempre por voltar para experimentar as diferentes classes que agradam aos estilos de jogo específicos de cada jogador.

Veredicto

Quest of Dungeons traz sempre um sentimento de novidade, há sempre qualquer coisa diferente a acontecer. A dungeon dispõe-se de uma maneira nova, os inimigos já não se encontram no mesmo lugar, surgem quests novas que envolvem matar um boss específico ou até mesmo um feitiço que ainda não tínhamos encontrado. Os momentos aqui passados são sempre excelentes e não posso deixar de recomendar Quest of Dungeons quando, no Steam, este indie custa apenas 4,99€. Uma relação custo/longevidade do melhor que podemos encontrar em roguelikes clássicos por turnos e é bom que tenham a noção que apoiar este indie é apoiar um criador português e a indústria de videojogos nacional. Do que é que estás à espera?

  • ProdutoraDavid Amador
  • EditoraDavid Amador
  • Lançamento25 de Março 2014
  • PlataformasAndroid, iOS, Linux, Mac, PC, PS4, Wii U, Xbox One
  • GéneroAcção, Aventura, Role Playing Game
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Sem pontuação

Ainda não tem uma classificação por estamos a rever o nosso esquema de pontuações em análises mais antigas.

Mais sobre a nossa pontuação
Não Gostámos
  • Alguma aleatoriedade estranha que por vezes te coloca um boss logo no início do jogo
  • Modelos simples

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.

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