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    Análise – Hitman 2 (Actualização DLC “New York”)

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    Mais infoProdutora: Io InteractiveEditora: Warner Bros.Lançamento: 13/11/2018Plataformas: , , , , Género:

    Sensivelmente 8 meses depois, Hitman 2 apresenta-se como um atestado de independência. Não é só uma sequela de um jogo de qualidade, é também uma demonstração de que a Io Interactive consegue vingar sozinha a longo prazo. O DLC “New York” é um bom pretexto para regressarmos e tomarmos o pulso ao jogo.

    A minha abordagem do jogo base em baixo foi bastante positiva. Aqui estava esta editora Dinamarquesa cheia de vontade de mostrar que conseguia lançar um jogo de forma independente depois da cisão com a Square Enix. Com muitas adições à jogabilidade, poucas coisas me desapontaram, na realidade. Talvez apenas uma ou outra falta, como as tais cenas intermédias quase estáticas, um contraste abismal com as cenas em CGI de encher o olho do primeiro jogo. Em continuidade, a Io nunca baixou os braços, tendo actualizado e melhorado o jogo diversas vezes, prometendo ainda duas expansões futuras. A primeira aqui está, levando o Agente 47 para a emblemática cidade de Nova Iorque. Mas, não pensem que vão para as compras na baixa de Manhattan.

    Trata-se de um novo destino para continuar a usar as mecânicas de jogo, assassinando alvos específicos em janelas de tempo criadas por oportunidades únicas. O costume. Desta vez, o assassino com problemas de calvície vai infiltrar-se pela filial nova-iorquina do Banco Milton-Fitzpatrick para descobrir mais dados na investigação da organização obscura Providence. Lá, terá de conseguir entrar no cofre-forte sem ser detectado ou então adquirir três discos-rígidos na posse de Athena Savalas, a directora do Banco, Fabian Mann, director de contas e Mateo Perez, chefe da segurança. Entretanto, é preciso eliminar a directora para que os planos do assassino não sejam desvendados. E o relógio está a contar, uma vez que de 2 em 2 horas estes registos da Providence são actualizados.

    Sinceramente, apesar do banco ser francamente vasto, depois da célebre missão em Miami, esperava que este DLC também me levasse para uma qualquer área vasta de Nova Iorque. Mas, não, toda a missão decorre dentro do edifício do Banco. O único vislumbre da cidade vasta à nossa volta é a vista temporária de uma ou outra janela. Ainda por cima está a chover lá fora, o que impede a melhor das vistas. Recordo que a Io Interactive não tem o mesmo budget neste título que tinha no primeiro. Daí talvez a falta de “dimensão” de alguns níveis do jogo base e também nesta expansão. Contudo, isto não significa que este novo local seja isento de qualidade para a actividade furtiva que lhe serve de mote.

    Se há algo em que esta equipa de Hitman é exímia, é a criar tensão e densidade nas missões. Todos os NPCs estão colocados de forma estratégica e as oportunidades que o agente tem de optar são engenhosamente coreografadas para uma experiência fluída. As câmaras de segurança, como seria de esperar num banco, são abundantes. Existem guardas que nos revistam em cada piso. Os sistemas de alarme são implacáveis. Enfim, a dimensão mais claustrofóbica é compensada pela concentração de pormenores e requer dupla atenção em cada movimento e cada opção que escolhemos. E mesmo os timings das oportunidades têm de ser quase perfeitos.

    Talvez a produção se tenha ressentido um pouco da crítica sobre as suas cenas intermédias, porque neste DLC, como podem ver no vídeo acima, temos uma introdução bem mais elaborada com encenação animada e tudo. Tudo bem, não é CGI como no primeiro título e usa o grafismo de jogo para as diversas cenas e diálogos. Mas, é uma opção visual bem vinda, comparada com as imagens estáticas das missões originais. E tenho de frisar que continuo a não gostar muito que o Agente 47, outrora tão mudo na franquia, seja um dialogante tão aberto, sobretudo com o homem que chegou a perseguir para matar. Entendo a intenção de humanizar o Agente, mas, assim, perde o seu carisma, quanto a mim.

    Esta missão principal, chamada de “Golden Handshake” dará uma boa porção de opções e a tal ambiguidade do costume para concluir. E isso acontecerá, em média, numa hora de acção, ou então em duas horas, dependendo da quantidade de opções de disfarces e oportunidades que decidam tentar. E esse tempo aumentará se quiserem abordar os desafios ou repetir as missões com outras variáveis ou com o intuito de quebrar algum recorde de tempo. Além desta missão principal, terão também dois novos contratos: “Illusions Of Grandeur” leva-nos de volta a Mumbai e “Embrace Of The Serpent” passa-se em Santa Fortuna. Adicionalmente, temos novas peças de equipamento e disfarces para o agente enganar os incautos.

    No fundo, esta expansão “New York” faz-nos lembrar (por momentos) o formato episódico do primeiro jogo. Felizmente, Hitman 2 foi lançado logo com as missões por inteiro, mas as duas expansões previstas parecem ser mesmo dois episódios adicionais. Gostei da densidade de opções e personagens, mesmo que não traga forçosamente nada de realmente novo à acção. É uma expansão de conteúdo, um novo nível, que podia perfeitamente estar incluído no jogo base mas que foi opcionalmente criado e adicionado mais tarde. É uma opção estratégica da Io Interactive para justificar um passe de época. Se é uma opção viável, fica ao critério da produtora, obviamente.

    Esta missão “New York” e o conteúdo adicionado são englobados no chamado Expansion Pack 1. Há também um Expansion Pack 2 para uma segunda missão futura. Temos uma opção de comprar a Expansion Pass que inclui estes dois packs ou optar pela versão Gold do jogo que inclui o jogo base e o passe de época. Aproveitem os saldos de Verão no Steam (até 9 de Julho de 2019) se estiverem interessados. Ainda não sabemos o que nos trará, mas essa segunda e última expansão está prevista para este Outono. Se tiver a mesma qualidade que este episódio, com certeza vamos aproveitar para voltar ao fato preto com gravata vermelha… mas rapar a cabeça ainda não…

     [Análise original de 13 de Novembro de 2018]

    Mais do que uma sequela de um jogo de sucesso, Hitman 2 representa um ponto de viragem para a sua produtora Io Interactive. Depois de se aventurar como estúdio independente, tem de provar que está à altura de dar continuidade à carreira do Agente 47.

    Embora a IOI fosse o estúdio original da série Hitman, quando a Square Enix anunciou o seu divórcio, todos tememos o pior. Com altos e baixos, a série teve um importante apoio da editora Nipónica, resultando no jogo de 2016 que tanto gostámos. Subitamente, a série podia ser entregue a outro estúdio menos capaz ou, pior, cair no esquecimento. Contudo, tudo acabou bem, tanto para a produção como para o Agente 47. A série ficou “em casa”, nas mãos da equipa que sempre acarinhou aquela cabeça calva. Contudo, agora surgia o desafio da produtora trabalhar “para si”, mesmo com o suporte da Warner Bros. na sua promoção e distribuição. O desafio, portanto, era que Hitman 2, o primeiro jogo da nova vida do estúdio, fosse uma evolução, sempre o risco de se repetir ou falhar completamente.

    Se jogaram o primeiro título, já sabem o que esperar deste. Estes dois jogos são uma autêntica compilação de diversas ideias inseridas nos vários jogos da série, numa espécie de reboot. O conceito é o de “globalizar” as missões do Agente 47, dando-lhe um contexto inserido numa trama densa, enviando-o para mapas gigantes, estilo sandbox. Nenhuma missão tem um plano linear propriamente. Os jogadores escolhem oportunidades e armas, convencionais ou não, para assassinar os seus alvos sem serem descobertos. Há algumas histórias e pistas para seguir, se quisermos, dando-nos oportunidades únicas. Quanto a mim, porém, o grande segredo de Hitman, o que justifica a sua longevidade e sucesso, é a sua capacidade de improviso.

    Mesmo antes de abordar o conteúdo, tenho de assinalar que, ao contrário do primeiro jogo, este não tem um formato episódico. E ainda bem. Fico na dúvida se a cadência demorada do lançamento de seis episódios num espaço de quase um ano foi uma boa aposta. Se mais nada fez, este formato permitiu à produção criar um jogo de forma faseada e ponderada. Contudo, também limitou bastante a oferta inicial, dando-nos muito pouco para fazer durante a espera. Este Hitman 2 faz um pouco o oposto. Coloca-nos logo os seis destinos à disposição, num modo de carreira que até pode ser jogado fora de ordem e tudo. E o mais interessante é que também experimenta novos modos de jogo, sobre os quais falarei mais à frente.

    É impossível não vos aconselhar a jogar o primeiro Hitman antes deste. Aliás, o próprio jogo faz questão de vos convidar a fazê-lo. Numa manobra engenhosa, irão constatar que o menu de Hitman 2… inclui os episódios do primeiro Hitman. Contudo, só os poderão jogar se possuíram (ou comprem) uma das edições completas desse primeiro título. Ou seja, instalam os dois jogos e podem jogá-los em Hitman 2 numa espécie de fusão. Os mapas do primeiro jogo são actualizados para terem as mesmas capacidades do segundo e, assim, não sentirão muitas diferenças na jogabilidade. Não me recordo de nenhuma outra série fazer isto. Só tenho pena de não termos acesso a este Legacy Pack se jogámos o primeiro título numa plataforma diferente da que optámos para Hitman 2.

    Em termos de enredo, vamos mesmo dar continuidade à história iniciada no primeiro Hitman. Como já disse, as missões de assassinato, seis ao todo em cada jogo, inserem-se numa trama que nos vai sendo contada em cenas intermédias. O Agente 47 continua no encalço do misterioso “Shadow Client”, como seria de esperar. Depois de, no primeiro jogo, nos termos cruzado com uma organização de dimensões profundas, a Providence, recebemos ordens da ICA para iniciar a caça de uma milícia infiltrada desse misterioso cliente. A trama só se irá adensar quando o Agente 47 descobrir quem é este “Shadow Client” e qual o envolvimento deste no seu passado. O resto terão de descobrir.

    Quem jogou os títulos anteriores na série (e viu os filmes), já conhece o passado do protagonista, pelo que não se irão surpreender muito. Contudo, há espaço para umas reviravoltas no enredo que até acharão interessantes. Uma vez mais, esta história apenas serve como introdução e contexto para as missões de assassinato. Mas, neste jogo teremos também missões específicas para reunir informação pertinente para o desenlace deste enredo. Se no título anterior as informações surgiam de forma automática, aqui temos momentos para procurar documentos ou ouvir conversas de pessoas específicas importantes para o enredo. Infelizmente, isto nunca chega a ser substancial, havia aqui espaço para algo mais elaborado mas, recordo que este não é um jogo de investigação.

    Já agora, como já disse, esta história é contada no modo de carreira com recurso a cenas intermédias. Infelizmente, tenho de assinalar que aqui há um revés francamente negativo neste segundo título. Embora mantenham os mesmos actores de voz, as cenas intermédias de Hitman 2 são compostas por imagens estáticas das personagens e umas quantas animações básicas. Curiosamente, as personagens parece desenhadas em 3D, mas não possuem qualquer animação. Comparando com o primeiro jogo, que tinha cenas criadas em CGI de uma qualidade muito boa, este é um claro retrocesso. Nada disto interfere com a jogabilidade em si ou com a forma como a história é contada, mas é um contraste que não posso deixar de assinalar.

    No que toca ao conteúdo, felizmente, não há nenhum retrocesso. Pelo contrário, Hitman 2 cumpre mesmo a promessa de ser maior e mais complexo. Aliás, tendo terminado o modo de carreira no passado fim de semana, notei que apenas tinha iniciado a minha passagem por este jogo. Como assim? Uma vez mais, o modo de carreira é apenas o começo. Uma vez terminado, somos convidados a repetir missões pelos mais diversos motivos. Ou porque nos escaparam oportunidades, ou porque podíamos fazer algo de forma mais subtil, ou porque haviam opções mais eficazes, enfim, há toda uma série de razões para repetir missões. E ainda podem repetir uma missão num nível de dificuldade mais alto.

    Os assassinatos podem ser executados das formas mais lineares, com tiros, envenenamento, estrangulamento, etc, ou das formas mais engenhosas que possam engendrar. Numa missão, por exemplo, podem assassinar um dos alvos por sabotar o seu carro de corrida ou, simplesmente, alvejar a pessoa no pódio aquando do final da corrida. O grande destaque nestes jogos é que os vários eventos vão decorrendo em tempo real e podemos agir de imediato ou esperar pelo tempo certo. Embora haja um padrão, há sempre uma dose elevada de improviso. O que é mais um motivo de jogarmos novamente para ver o que acontece se esperarmos mais um pouco à espera de uma oportunidade diferente.

    Como já disse, temos seis localizações diferentes para darmos largas à imaginação. Neste novo jogo, vamos iniciar as hostilidades numa mansão à beira-mar na Nova Zelândia, passamos por terras exóticas como a Colômbia ou a Índia, lugares pacatos como um bairro abastado de subúrbio nos EUA, chegando a um místico castelo numa ilha misteriosa. Em todos estes locais, regressam os inúmeros NPCs, os imensos locais de interesse e a atenção ao detalhe por parte da produção. Isto proporciona um “palco” cheio de vida e onde não faltam momentos curiosos para estarmos atentos, alguns francamente bem humorados.

    No que toca à jogabilidade, também temos diversas novidades de assinalar. Agora é possível esconder-nos por nos misturarmos na multidão ou por nos agacharmos na vegetação mais alta. Isto é perfeito para quando não temos o disfarce ideal e queremos, mesmo assim, esgueirar por um caminho vigiado. Também temos mais pontos de “blending”, onde podemos fingir ser um turista distraído a apreciar as vistas, por exemplo. Tudo serve para passarmos despercebidos dos guardas mais atentos ao nosso disfarce ou depois de fazermos algo ilícito e queremos esconder-nos. Curiosamente, alguns NPCs reagem connosco, podendo até comentar a nossa atitude.

    Outras novidades prendem-se com pequenos pormenores. Um deles é bastante interessante: a pasta do Agente 47 faz aqui o seu regresso. Nunca entendi porque a IoI não a adicionou no título anterior. Em outros jogos na série, era nesta pasta que levávamos a espingarda sniper desmontada. Carregávamos a insuspeita pasta em locais onde não podíamos ser vistos armados, chegávamos a um ponto específico seguro, montávamos a espingarda e o alvo mal podia esperar. Esta lógica está de volta, mesmo que possam levar outro qualquer item escondido. A própria pasta pode ser usada como arma, podendo até ser arremessada pelo ar contra o alvo. Já não “saio de casa” sem ela.

    Outros pormenores estão na maior quantidade de câmaras de segurança e no facto de agora podermos ver e estudar o movimento do seu raio de acção, recorrendo à visão de assassino disponível. Através de uma pequena imagem que surge no ecrã, as câmaras também mostram o que estão a observar se formos detectados e sempre que alguém fica alertado por algo que façamos. Este é também outro sintoma da maior dificuldade no modo Professional ou Master. Mais câmaras, mais guardas, menor tempo de detecção, entre outras adições de dificuldade… e frustração.

    Contudo, tudo o resto é perfeitamente familiar. Voltamos a ter as nossas fiéis pistolas silenciadas, o garrote para aquele encontro mais próximo, as moedas para distrair os incautos, as gazuas, os comprimidos para dormir, as minas, etc. No fundo, este é o mesmo jogo, com um alargar no leque de opções. O que é uma fantástica perspectiva se o primeiro título foi tão positivo. Em conjunto com diversas opções coreografadas, como linhas de enredo opcional, podemos, não só eliminar os mesmos alvos de forma diferente, como criar diferentes desenlaces na missão que podem ajudar-nos ou prejudicar-nos. Há muitas camadas de situações com repercussões e finais diferentes.

    Esperem pela missão no tal bairro de subúrbio nos EUA e ficarão surpresos com a densidade da inteligência artificial. As vizinhas comentam as vidas alheias, os polícias lamentam a sua situação, até os homens do lixo falam entre si. Na missão na Colômbia, podem fazer parte de uma banda e tocar tambor. Em Mumbai negoceiam a compra de tecido enquanto disfarçados de alfaiate, ao ponto de regatear com o vendedor. Enfim, a aposta é numa ainda maior profundidade e numa credibilidade do ambiente que nos rodeia. Todo os mapas possuem uma boa dimensão, bom design e centenas de locais para explorar.

    Se quiserem criar um desafio interessante nestas localizações, nada como apostarem nos modos de jogo que vos são oferecidos além do modo de carreira. Recordarão, com certeza, o modo Sniper Assassin (em cima), um modo que experimentámos na sua Beta. Basicamente, o objectivo é eliminar 3 alvos e os seus guarda-costas num espaço de 15 minutos, usando uma espingarda de sniper apenas e à distância. O mapa, infelizmente, é só um e é o mesmo da Beta. O único interesse em repeti-lo será para subir na classificação mundial. Obviamente, a IoI lançará mais missões neste modo em outras localizações.

    Mas, há outro modo que parece ser francamente mais interessante. O modo Ghost (em baixo) é a versão multi-jogador da acção de Hitman 2. Num único mapa, dois jogadores têm os mesmos objectivos com tempo limitado. Contudo, estão em realidades separadas e, do outro jogador, apenas vemos o seu “fantasma”. Não podemos interferir directamente no mundo do outro jogador, excepto com pequenas interacções que visam prejudicá-lo, como lançar uma moeda na sua direcção chamando a atenção de guardas, por exemplo. Este modo está ainda em Beta mas o seu potencial de diversão é inegável.

    De resto, contem com os contratos personalizados, em que podemos criar missões com alvos e prioridades específicas e até partilhar online com a comunidade. Contém também com a missões missões especiais com tempo limite “Elusive Targets”. Se acompanharam a promoção do jogo, já saberão que o primeiro alvo é o mítico actor “que morre sempre” Sean Bean. A promessa da IoI é que mais conteúdo gratuito e que mais algum conteúdo inserido no passe de época, venha a preencher melhor esta oferta. O que, aliado à expansão da jogabilidade com tantas opções e variáveis para repetir missões, dão uma boa longevidade a este título.

    Falta só falar no importante plano técnico. Tive oportunidade de testar este jogo numa PlayStation 4 Pro. Se bem se recordam, experimentei o primeiro jogo no PC. Isto criou uma importante diferença visual. É lógico que há um abismo técnico entre o PC e as consolas, mesmo na poderosa PS4 Pro. Contudo, dá para perceber que este é um projecto mais ambicioso no detalhe e nas animações, com o suporte 4K HDR a evidenciar mais essa busca por qualidade visual. Numa primeira abordagem, o jogo não retrocede em nada no plano visual (tirando as tais cenas intermédias que já falei). O que a IoI fez foi apostar na mesma qualidade gráfica e sonora, dando apenas uns “retoques” modestos.

    Veredicto

    Para todos os efeitos, Hitman 2 era suposto ser apenas uma segunda temporada do primeiro jogo. O que, dada a qualidade do primeiro Hitman, seria, só por si, uma boa oferta. Contudo, com este jogo, a Io Interactive mostrou que, nesta sua nova vida, é capaz de expandir este fantástico mundo, dando-nos destinos incríveis e aumentando as opções ao dispor. A jogabilidade é francamente familiar, inovando um pouco mas sem nunca fugir à receita de sucesso. Os novos modos de jogo são demonstrações de possibilidades interessantes para dar outros rumos possíveis à série. Há umas poucas cedências que desapontam, como as cenas intermédias menos produzidas. No entanto, no geral, é uma confirmação que o Agente 47, a série e a própria produtora, estão no caminho certo.

    Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.