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Análise – Everybody’s Golf VR (PS VR)

Everybody’s Golf é daquelas séries de jogos que marca presença em todas as consolas da Sony. Apenas o PlayStation VR estava em falta, mas Everybody’s Golf VR rectifica esta lacuna. Preparem os vossos tacos, porque a Realidade Virtual não torna o jogo mais fácil. 

Certamente que, durante o boom da Nintendo Wii, a maioria dos jogadores experimentou um jogo de golfe usando os controlos de movimento. Com mais ou menos eficácia, lá demos tacadas em bolas virtuais, conseguindo alguma dose de diversão. Com a evolução da tecnologia VR, temos agora a possibilidade de desfrutar deste desporto com uma maior imersão. E, novamente, devem ter a preocupação de afastar os móveis todos para podermos dar “tacadas” sem partir nada. Só que agora, temos os olhos “tapados” com o PSVR… o que pode correr mal?

https://youtu.be/HR7DKPCyPi4

Este título é a nova edição da popular saga de desporto da produtora Clap Handz. Embora desta vez esteja adaptada à realidade virtual da PlayStation 4, o jogo é virtualmente o mesmo que recebemos há dois anos, pelo menos a nível de imagem e conteúdo. A verdadeira diferença é, de facto, a imersão do VR. Embora seja possível jogar sentado e com o DualShock 4 na mão, há a possibilidade de ter uma experiência mais “realista”, colocando-nos “no jogo” com a interacção linear via PlayStation Move. A chave, portanto, é jogar em pé para recriar todos os movimentos tradicionais do golfe.

Everybody’s Golf VR não é um simulador de golfe hiper-realista, notem. Mas, quando temos que fazer o swing, é muito provável que a bola não vá exactamente para onde queremos. Temos que nos certificar que medimos bem o movimento, de modp a controlar a inclinação e o ângulo do taco, bem como levar em conta a força e a direcção do vento. Esse controlo conta com a habilidade do jogador em tornar a sua tacada muito mais precisa, sem a lógica de olhar para o mapa, mover um ponteiro e escolher um poder de impacto, como acontece nos jogos anteriores. Demorei um pouco a habituar-me, confesso. Mas, assim que me acostumei, o jogo torna-se muito divertido e satisfatório.

A nível de controlos, como já disse, existe a possibilidade de usar o comando DualShock 4. Como devem imaginar, aqui o movimento da mão, como se tivéssemos a segurar um verdadeiro taco de golfe é, sem qualquer dúvida, a melhor hipótese para jogar este título. Mesmo antes de pegar no jogo, fiquei um pouco apreensivo na forma iria interagir neste jogo. Já nem falo no tipo de taco a usar (wedges, drivers, madeiras, etc), porque isso é mais ou menos uma questão mínima em que o jogo nos ajuda. Falo mesmo do facto de, com o PS Move não estamos a pegar mesmo num taco e da bola não estar lá, de facto. Esperei falhar na bola e passar algumas vergonhas. Felizmente, a produção pensou nisso.

A interacção com o PlayStation Move é bastante intuitiva e dá-nos algumas ajudas para evitar fazer “figuras tristes”. Uma dessas preciosas ajudas, é a pequena vibração que marca o ponto em que o taco está a tocar no chão. A outra passa pelo treino cada uma das nossas tacadas. Podemos praticar as vezes necessárias, prevendo a direcção e a força com que podemos disferir o golpe na bola. Com esta situação controlada, basta pressionar o botão principal do comando PS Move, para passar à acção e lançar a bola. Nem sempre irá para onde queremos mas, com prática, irão melhorando.

Dependendo do tempo que temos para jogar, recomenda-se fazer três buracos aleatórios, os nove primeiros, os últimos nove ou, se tivermos mais de meia hora para jogar, os 18 buracos do percurso completo escolhido. É tudo uma questão de empenho pessoal. Como sempre, quantos mais buracos, mais tempo de jogo com o PSVR colocado. Terão sempre de jogar com o peso do dispositivo, assim como o esforço físico resultante. Lembrem-se também que o Golfe é um desporto solitário e sem grande “espalhafato” visual (mesmo nesta franquia). Felizmente, não estamos propriamente sozinhos.

Em cada um destes campos, temos o nosso caddie que nos irá acompanhar para todos os lados. Não é só um “porta-tacos”, no entanto. Este companheiro constante, tem um papel motivador, encorajando-nos e dando-nos conselhos para jogar melhor. Infelizmente, com o caddie deparamo-nos com o primeiro ponto menos positivo deste jogo. A produtora decidiu colocar cenas intermédias que são forçadas e, quanto a mim, algo desnecessárias. Num jogo de golfe, não espero escalar um tronco para atravessar um penhasco ou que alguém me explique que está um dia lindo. É uma adição que, pessoalmente, me quebrou o ritmo e até me deixou aborrecido em certos pontos.

Todas as personagens com que nos cruzamos no jogo têm uma aparência anime, mas ultrapassam o aspecto de desenho animado dos jogos anteriores. Logo no início, são dada as boas vindas através de uma recepcionista que nos orienta para o campo que queremos para jogar, escolher o número de buracos e se são buracos normais ou hiper-vitaminados, neste caso com um pequeno tornado a esgueirar-se dentro de cada um, para que a bola entre mais facilmente. Enfim, ajudas. Porque, como já disse, este jogo realça um aspecto muito peculiar deste desporto: é difícil dar tacadas na bola acima do par. E virtualmente, as coisas não ficam facilitadas.

Em relação ao conteúdo para nos entreter, a verdade é que há muito por onde escolher. Há muitas coisas para desbloquear, como novos tipos de tacos, novas opções, novos caddies ou roupas para eles, assim como novos cenários… de três campos possíveis… Sim, leram bem. Apenas temos três campos, com 18 buracos em cada um deles, num que dá um total de 108, se contarmos o modo de espelho que o duplica de forma invertida. Por um lado, não desfruta da profundidade de conteúdo que tivemos no jogo anterior, esgotando a oferta muito rapidamente. Contudo, temos de nos recordar que este é um jogo VR, para ser jogado de forma casual. Afinal, temos todos os desbloqueáveis que mencionei acima que convidam a continuar a jogar.

Passando para o grafismo, Everybody’s Golf VR é uma boa experiência visual, mesmo dentro das limitações do dispositivo em si. Faz um bom trabalho e colocar-nos “lá”, tendo as personagens e os cenários com um bom nível de detalhe. Isto, tendo em mente o aspecto de banda-desenhada e a simplicidade que caracteriza esta série. O principal objectivo é a sensação de imersão ao realizar um swing e levantar a cabeça para acompanhar a bola até ao green. É uma experiência muito boa, em que acertar na bola é tão difícil como na realidade. Tenham só cuidado desse swing não acertar em nada (ou ninguém) na vida real.

Veredicto

Everybody’s Golf VR é uma fantástica experiência de realidade virtual. Se não contarmos com o seu pouco conteúdo ou variedade de campos, é um jogo relaxante, bonito e muito bem executado. No que diz respeito aos controlos do movimento, faz um bom trabalho de nos colocar no campo e realizar movimentos quase realistas. O conceito parece mais simples do que realmente é e, quando estamos lá, a olhar para a bola a atravessar o céu só nos falta sentir a brisa e o cheiro a relva cortada.

  • ProdutoraClap Handz
  • EditoraSony Interactive Entertainment
  • Lançamento21 de Maio 2019
  • PlataformasPS4, PSVR
  • GéneroDesporto
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Sem pontuação

Ainda não tem uma classificação por estamos a rever o nosso esquema de pontuações em análises mais antigas.

Mais sobre a nossa pontuação
Não Gostámos
  • Mais campos seria o ideal
  • Passear com os caddies é desnecessário

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.

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