Mais infoProdutora: Square EnixEditora: Square EnixLançamento: 27/09/2019Plataformas: , , , Género:

Dragon Quest é uma das mais aclamadas e famosas séries de JRPG. Após o lançamento para a PS4 e PC, Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age chega à Nintendo Switch em formato de edição definitiva, com algumas novidades face as versões referidas. Mostra também que a consola híbrida da Nintendo é o local perfeito para jogar um título desta dimensão.

A narrativa de qualquer título de Dragon Quest é aparentemente simples, começando pelo nosso herói, que neste jogo é última reencarnação dos Luminary, uma força sobrenatural que abençoa o nosso personagem e que o responsabiliza de devolver esperança a Erdrea, o mundo do jogo. No fundo, somos uma espécie de herói divino bafejados com poderes únicos que farão da nossa personagem um alvo a abater pelas forças do mal. No entanto, o que torna a história do jogo interessante é o constante encontro com novas personagens que acabam por se juntar à nossa equipa. É aqui que o jogo oferece diálogos engraçados e mostra que todas estas personagens têm uma história e um objectivo bem definidos. Estamos a falar de mais de 100 horas de argumento, sempre com muitas surpresas pelo caminho.

Relativamente às mecânicas de jogo, Dragon Quest XI é um puro JRPG com combate por turnos, mas com algumas nuances mais actuais. Ou seja, nos momentos em que aguardamos pelas acções dos inimigos ou de outros elementos da nossa equipa, caso optemos por não os controlar, podemos andar um pouco pelo mapa, sempre dentro dos limites da batalha. Estes pequenos movimentos, apesar de não terem um impacto na batalha, podem ajudar o combate a tornar-se mais “atractivo” e menos “aborrecido” para os mais cépticos face a este tipo de combate. Para mim, funciona muito bem e acho que torna o combate extremamente apelativo.

O jogo tem uma dificuldade equilibrada exige táctica e reflexão no momento da tomada de decisões. Os bosses são naturalmente mais exigentes e pode ser necessário algum grid em alguns momentos. Mas, no geral, é um jogo sólido em termos de desafio ao jogador.

Além do combate, a exploração é das sensações mais gratificantes que este Dragon Quest XI oferece. Explorar cidades, vilas, montanhas, masmorras ou qualquer tipo de local recheado de monstros, baús e segredos dão muita vida e conteúdo para explorar. No fundo, o jogo nunca se torna aborrecido e existe sempre algum tesouro para encontrar, alguma arma para melhorar ou uma missão secundária para completar. A oferta é mesmo colossal e permite que o jogador decida como quer gastar o seu tempo neste enorme mundo.

Como qualquer outro RPG que se preze, há também uma evolução das nossas personagens. Cada vez que subimos de nível, os nossos atributos aumentam e somos recompensados com pontos para utilizar na árvore de habilidades. Aqui podemos escolher vários rumos dentro de cada personagem. No caso do herói, podemos querer evoluir mais no uso da espada e escudo ou apenas numa espada de duas mãos. Todos as personagens têm armas diferentes e habilidades diferentes para aprender, aumentando assim o nível de personalização de cada uma. Isto permite ainda que cada jogar adapte as suas escolhas a sua forma de jogar, tornando o jogo ainda mais apelativo.

A nível técnico, o jogo torna-se deslumbrante e belo nesta consola mais modesta da Nintendo. Mesmo comparando com o aspecto que tem na PlayStation 4, esta versão não fica nada atrás, muito por causa do design estilo cel-shading que encaixa muito bem na “filosofia” desta consola. Os poucos ecrãs de carregamento que existem, são muito curtos e nunca quebram o ritmo. A banda-sonora, como em qualquer jogo desta franquia, é divinal e acompanha de forma perfeita todos os momentos do jogo, nunca se tornando repetitiva ou demasiado intrusiva.

No que toca as novidades que traz face a versão previamente lançada, temos algum conteúdo interessante e pertinente. Nomeadamente, o modo 2D, onde podemos jogar no estilo dos RPGs clássicos da Super Nintendo com uns magníficos 16-bts. Além deste curioso modo, esta Definitive Edition oferece novos fatos que modificam a aparência das personagens, inclusive nas cenas intermédias, um modo de fotografia e algumas histórias adicionais. Desta forma, são excelentes novidades que valorizam ainda mais o jogo e que podem aliciar aqueles que já jogaram esta obra noutro sistema, vendo aqui novidades suficientes e de qualidade para voltarem a este belo mundo.

Veredícto

Este é um dos melhores Dragon Quest de sempre e, para mim, já é um dos melhores RPGs na Nintendo Switch. O tipo de jogo encaixa perfeitamente nesta consola e a sua fluidez torna Dragon Quest XI uma experiência memorável. Considero-a a melhor versão deste fantástico jogo, um título que vos vai entreter durante horas a fio num dos mais belos mundos dos videojogos.

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.