Devo confessar que sempre que me aproximo de um free-to-play, e sobretudo um MMO free-to-play, a tendência é para achar que vou jogar um produto de baixa qualidade ou com algum truque sujo na manga para conseguir fazer o jogo lucrar. Normalmente, a qualidade paga-se. E será que esta fórmula se aplica a Neverwinter?
Alguém uma vez disse: “As melhores coisas na vida são grátis!”
Neverwinter encontra-se em open beta desde o dia 30 de Abril e é um MMORPG baseado no universo de Dungeons & Dragons e produzido pela Cryptic (responsável por jogos online como City of Heroes, Champions Online e Star Trek Online), entretanto comprada pela Perfect World Entertainment.
A história do jogo começa quando a Rainha Valindra Shadowmantle, bem conhecida do lore da Forgotten Realms, e o seu exército de mortos-vivos atacam a cidade de Neverwinter, precisamente quando a cidade se preparava para voltar à sua antiga glória. A tua personagem é apanhada no meio do conflito quando o barco onde segues é atacado por um Dracolich e sofres um naufrágio, dando depois à costa junto a Neverwinter. É aí que começa a tua aventura.
Segue-se a batalha da Sleeping Dragon’s bridge e que, embora fácil, te deixa com motivação para o que se segue. E não só do enredo ligado a Valindra vive o jogo. Vais ainda sentir os efeitos da Spellplague, um evento que aconteceu antes da nossa aventura em Neverwinter e que matou um largo número de pessoas.
Customizar a tua personagem
Como qualquer bom MMO, tens direito a customizar a tua personagem embora não da forma mais detalhada como já acontece com alguns MMO’s. A primeira escolha que tens de fazer diz respeito à raça. Podes escolher entre humano, half-orc, dwarf, elf, halfling (uma raça em muito semelhante aos hobbits), tiefling (que fazem lembrar os qunari de Dragon Age ou vice-versa), e ainda outra raça por revelar.
Depois tens de escolher a tua classe de entre sete disponíveis no open beta: trickster rogue, devoted cleric, control wizard, great weapon fighter, guardian fighter e pelo menos mais uma classe também ainda por revelar. E Neverwinter não é um jogo que tenta quebrar com a Holy Trinity dos MMO’s (Tanks, DPS, e Healer), existindo classes que preenchem esses papéis na perfeição. No entanto, não chames nomes ao teu healer se ele não te curar a tempo. A Cryptic fez questão de dar também importância ao uso habilidoso das movimentações, defesas e poções. Por isso, se morreste no boss, a culpa é sobretudo tua.
A seguir podes definir a tua origem por região (Baldur’s gate, Neverwinter, entre outras). E por último, escolhes a divindade com a qual te identificas de entre doze.
Sensação de Déjà Vu
A verdade é que, mal comecei a jogar Neverwinter, comecei a notar semelhanças entre este jogo e o mundo de Dragon Age, algo que até tem lógica visto que a Bioware assume a sua inspiração no mundo de Dungeons & Dragons. Se isso aconteceu é mais que justo que a fórmula possa ser virada ao contrário e Neverwinter retirar inspiração da jogabilidade de Dragon Age. Embora um MMO, sinto que estou a jogar um Dragon Age e isso deve-se ao combate táctico de Neverwinter que funciona de uma forma bastante fluída e cativante baseada no uso do rato e de meia dúzia de teclas. Não contes com enormes barras de skills ao estilo World of Warcraft.
Efectivamente, estamos perante um action RPG ao estilo de Dragon Age 2 e Diablo III ou de um MMO de nova geração como o Tera ou o DC Universe Online. O jogo possui ainda um quest tracking system que facilita em muito a entrada de jogadores que não estão habituados ao mundo dos role playing games ou dos MMO’s.
Podes ainda contar com um companion a nível 15, um NPC que te acompanha ao estilo dos henchmans e heros do primeiro Guild Wars, e com uma montada a nível 20. A nível de PvP (Player versus Player) podes contar com battlegrounds ao estilo dominion do Structured PvP do Guild Wars 2.
Tanto a nível de som como de gráficos não estamos perante um jogo espectacular mas ambos passam no exame com nota boa. A nível gráfico, Neverwinter faz lembrar o já velhinho Lord of the Rings Online, lançado há seis anos atrás. Não obstante, os cenários são detalhados e, prova disso, é a entrada em Protector’s Enclave, cheia de NPC’s a viverem a sua vida comum e o cenário detalhado que dá vontade de explorar.
A Foundry é provavelmente a ferramenta mais revolucionária de Neverwinter. Com ela, os jogadores têm a possibilidade de criar NPC’s, inimigos e até mapas novos. Basicamente, com esta ferramenta a Cryptic está a dar ao seu jogo conteúdo ilimitado que, para além do mais, adapta-se consoante o teu nível. Neverwinter possui ainda uma loja dentro do jogo, a Zen Market, onde podes comprar itens estéticos, montadas e companions.
Veredicto
Neverwinter é um free-to-play “melting pot” MMORPG. A Cryptic consegue juntar neste jogo o melhor de muitos e retirar um bom produto final. Tanto o é que estou a fazer uma análise a um open beta quase imaculado. Por este caminho, a tendência do jogo para o lançamento é para se aperfeiçoar e, por isso, prometo fazer a devida actualização a esta análise quando tal acontecer (ainda não tem data de lançamento oficial).
Até agora, e já levo umas boas horas de jogo, o único bug que encontrei estava relacionado com o “aggro” às mobs e provavelmente deve ser facilmente corrigido. A verdade é que, para um open beta, aparenta estar mais concluído que muitos jogos depois do seu lançamento. A melhor notícia é que todas as personagens que criares em open beta, assim como os seus respectivos itens e níveis, vão passar para o jogo pós-lançamento. Por isso não percas esta oportunidade e lança-te ao Neverwinter. Vais ter uma agradável surpresa!
A partir do dia 12 de Junho, os jogadores vão conseguir jogar todo o conteúdo de Rift, assim como a sua expansão Storm Legion. Tudo isto sem qualquer tipo de custos inerentes.
A Trion parece finalmente ceder ao modelo free-to-play. Modelo esse que está a revolucionar o mundo dos MMO’s. Actualmente, Rift tem a opção Rift Lite que permite que os jogadores testem os primeiros 20 níveis do jogo. Situação que vai mudar a partir do início de Junho, sendo desbloqueado todo o conteúdo do jogo (incluindo dungeons e raids) sem custos adicionais.
Contudo, a Trion deixa ainda aberta a hipótese de os jogadores manterem a sua subscrição, atribuindo-lhes o estatuto de “Patron”, e oferecendo-lhes bónus em relação aos jogadores free-to-play: mais 15% de lucro; mais 10% de velocidade com montada; e outros bónus e summons diários.
A Trion vai ainda adicionar mais itens à Loja in-game mas afirma que Rift não se vai tornar um jogo em que pagas para vencer (traduzido literalmente da expressão inglesa pay-to-win). Os melhores itens terão sempre de ser ganhos dentro do jogo e não com pagamentos em dinheiro.
Mais informações no site oficial aqui.
Depois de ontem terem sido lançadas notícias que davam conta de perdas substanciais de jogadores activos no World of Warcraft (a rondarem o milhão e trezentos mil), hoje surgem as primeiras reacções da parte da Activision Blizzard, pelas palavras do seu director executivo, Bobby Kotick.
Kotick afirma que: ”É importante notar que a natureza dos jogos online está a mudar, e a tendência é para que exista cada vez mais competição, sobretudo com a introdução dos MMO’s free-to-play.” Face a esta realidade, o director executivo afirma ainda que a sua companhia está “a trabalhar para lançar regularmente novos conteúdos de forma a manter os jogadores actuais entretidos e a fazer voltar ao jogo os antigos.”
World of Warcraft, desde que foi lançado em 2004, conheceu o seu pico de jogadores em 2010 quando atingiu um total de 12 milhões de subscrições activas. Actualmente, o número ronda os 8 milhões, algo que não impede o mundo de Azeroth de continuar a liderar o mundo dos MMORPG’s com base em subscrições mensais.
Para Portugal, a Blizzard disponibiliza novamente, desde o dia 17 de Abril até ao dia 29 de Maio de 2013, migrações gratuitas para o servidor português Aggra. Se estás interessado podes saber mais informações clicando aqui.
Sinceramente nem sei como vos explicar este conceito, mas posso dizer-vos que Framed é um jogo que lembra imenso uma banda desenhada, com a grande diferença que podem reordenar os quadrados para mudar o rumo da história e passar cada nível! Simples? Vejam o vídeo! Ler mais
Se há jogos que me enchem as medidas, são os que contam uma estória coerente e cheia de relevância e mensagem. Crysis e Crysis 2 conseguiram fazer isso com duas personagens fortíssimas em Prophet e Alcatraz. Mas em Crysis 3 o enredo tem um certo tom de “dejá vu” e honestamente torna-se confuso e sem substância. Resta-nos a acção que prometia ser boa… foi?
Vamos lá ver se compreendem o que eu vou dizer: Eu gosto deste jogo. O que não é bom, porque não gosto de jogos de terror. Não perceberam? É simples. Há uns meses joguei a demo do Dead Space 2 e a cada passo mandava um salto com cada aberração que aparecia de um canto escuro. Mas ao jogar Dead Space 3, achei que era um bom jogo de tiros na terceira pessoa com uns zombies persistentes e uns bosses complicados. Nada mais. Sustos: zero.
Depois de vos apresentar o Tearaway tomei conhecimento de Lumino City, um fantástico jogo que está a ser construído totalmente à mão, com maquetas e muita electrónica!
Para conseguir este efeito os criadores estão a filma todas as suas maquetas num estúdio e a maior parte dos efeitos que podem ver no trailer são reais. A animação do moinho, por exemplo, é feita com um pequeno motor que o faz rodar… Impressionante! Ler mais
Rage já saiu há um ano, mas isso não quer dizer que a ID Software o tenha posto de lado e a melhor prova disso é The Scorchers, um novo DLC agendado já para esta semana com seis novas áreas para explorar, novos mini-jogos, uma nova edição de Mutant Bash TV, possibilidade de continuar o jogo depois de terminar e ainda um novo modo de dificuldade, o Ultra Nightmare!
The Scorchers chega ao PC e Xbox 360 já amanhã. Os possuidores de PlayStation 3 terão de esperar pela actualização semanal da PlayStation Network que decorre à Quarta-feira.
Acham que este DLC chegou demasiado tarde ou foi a jogada certa para voltar e relembrar o mundo louco de Rage?
Uma daquelas séries que é uma autêntica montanha russa de qualidade, ora muito bom ora menos bom (entre o primeiro jogo e o segundo), Far Cry 3 chega para honrar a qualidade sem precedentes do primeiro jogo e fazer esquecer os problemas do segundo, pegando no melhor dos dois trazendo uma estória alucinante onde toda a ilha é um perigo… não estou a exagerar!
Afinal não somos o único Dragonborn de Skyrim. Este DLC anunciado hoje pela Bethesda terá várias novidades. Entre elas está um Dragonborn com um aspecto que não quer fazer amizades com ninguém e a possibilidade de montar um dragão. (?!)
Vejam o trailer e digam-nos se vimos bem… está mesmo um dragonborn a sobrevoar os céus em cima de um dragão? Ler mais
A Rovio acabou finalmente com a nossa curiosidade, e muito provavelmente também com a vossa. O primeiro vídeo de gameplay mostra como se comportam os novos pássaros vestidos de Luke Skywalker e Princesa Leia, tendo Tatooine como pano de fundo. Fiquem atentos porque vão chegar mais vídeos com as restantes personagens.
Angry Birds Star Wars está agendado para dia 6 de Novembro para Android, iOS e PC.
Pandora está ao rubro com o regresso da caça ao tesouro. O cofre está escondido algures e quatro destemidos caçadores embarcam numa aventura para o procurar auxiliados por uma visão de uma jovem em holograma e fugindo dos perigos espalhados por colonos dementes e criaturas selvagens… Soa familiar? Isso é porque se calhar jogaram Borderlands, um dos jogos mais originais em conceito e imagem criado pela Gearbox Software. Borderlands 2 chega agora para retomar a aventura. Promete…
Próximo jogo da Rovio tem data de lançamento marcada já para a próxima semana e dará a possibilidade aos jogadores de construir veículos que irão transportar os porcos verdes através de uma série de obstáculos. Ler mais
Para muitos ainda é o rei dos shooters, Counter-Strike está de volta usando a mesma plataforma fiável e fluida que parece nunca envelhecer. A Hidden Path Entertainment e a Valve fazem renascer o mito que pode muito bem ter uma palavra no meio de tantos jogos do género a lutar por hegemonia.

















