França tem uma opinião diferente em relação a caixas de loot

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Meio mundo a achar o contrário.

Depois de vermos como diversos países da União Europeia, como a Holanda, Bélgica ou Suécia, a declararem as caixas de loot em videojogos equivalentes a jogos de apostas, a França surpreende por declarar o contrário.

A questão é que não há uma legislação universal definida e cada país da UE tem liberdade para se pronunciar sobre este tema. Se até agora a tendência parecia ser de declarar as caixas de loot aleatório como sendo uma forma de jogo de azar ou de apostas, ilegal para menores de idade na totalidade a União Europeia. Contudo, a França quebrou essa realidade.

A autoridade Francesa que regula os jogos de apostas, a ARJEL, declarou que, apesar das microtransacções poderem quebrar algumas regras, não podem ser consideradas como jogos de apostas. De acordo com um relatório publicado por esta autoridade, as caixas de loot não possuem um formato de apostas, mas a forma como algumas são desenhadas, dão a entender que, a cada rodada, “quase se perdeu uma oportunidade”, convidando assim o jogador a jogar de novo.

Em bom Português, esta conclusão é “uma no cravo, outra na ferradura”. É dito que, de facto, há umas práticas erradas em volta destas caixas, mas no rigor não se podem considerar jogos de azar. A única questão que a ARJEL se parece preocupar é com a ideia de que se pode vender itens destas caixas posteriormente. Nesse caso, pelos vistos, porque há uma conversão em dinheiro real, pode haver quebra de leis.

Este retrocesso de opinião só vem gerar ainda mais discussão. Se alguns países, mesmo fora da UE, já tomaram posições mais rígidas contra estas caixas de loot, os Gauleses parecem ir contra a maré. Tendo em conta que a França é um dos principais países Europeus no mercado de videojogos, podemos ver aqui algum potencial para um interesse ulterior.