Autoridades Holandesas atacam as caixas de loot

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Em breve, as caixas de loot com elementos aleatórios e pagas com dinheiro real poderão ser algo de um passado triste.

Depois de diversas entidades Europeias terem duvidado da legitimidade dos esquemas com caixas de loot em videojogos, eis uma das primeiras acusações directas. A Entidade Reguladora de Jogos da Holanda, acusou uma dezena de jogos de quebrar as regras, quatro deles terão mesmo infringido a Lei.

De acordo com a agência noticiosa NOS, dez jogos foram formalmente acusados de conter caixas de loot pagas com dinheiro real e que possuem elementos que podem ser encontrados em jogos de apostas ou de sorte (ou de azar). Contudo, quatro deles possuem também um mercado de trocas que podem dar mesmo lucro ao jogador, o que viola a Lei Holandesa.

A questão é que estes jogos estão disponíveis para jovens e adolescentes menores, expondo-os a um jogo de azar para ganhar dinheiro. Por isso, Marja Appelman da Autoridade de Jogos Holandesa, decretou um período de oito semanas para a remoção de elementos que podem causar viciação. Se ao fim destas oito semanas não houver uma correcção, os jogos em questão serão sancionados ou até banidos do país.

Apesar das Autoridades não mencionarem quais os jogos que violam a Lei, a agência NOS avança alguns títulos populares testados, como Dota 2, Rocket League ou FIFA 18, todos estes com esquemas envolvendo caixas de loot, opcionalmente compradas com dinheiro real. Uma análise sucinta do que há no mercado, leva-nos a pensar em alguns títulos que poderiam estar neste lote de quatro.

Segundo Appelman, estas caixas de loot são desenhadas como os jogos de apostas “com um sentimento de quase ganhar” e onde existem imensos “efeitos sonoros e visuais quando as abrimos”, reforçando “a tendência de jogar mais e mais”. Um pouco como as slot machines num casino, estas obviamente vedadas a menores.

Depois de vermos as autoridades Belgas a considerar as caixas de loot equivalentes a jogos de azar, também a Alemanha e a Suécia abordaram a polémica. Esta questão tem dado a volta ao mundo, com os EUA e, mais recentemente, também a Coreia do Sul a abordar a questão