Afinal parece que a retrocompatibilidade não é assim tão popular na Xbox One

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Até pode ser um insucesso, mas não é este um serviço prestado à sua fiel comunidade?

Tido como um dos projectos-bandeira da Microsoft, o programa de retrocompatibilidade da Xbox One conta já com largas centenas de títulos Xbox 360 em carteira, entre jogos de caixa e digitais, tornando compatíveis jogos clássicos já adquiridos ou comprados posteriormente. Acontece que, segundo um recente estudo, não é tão popular como se julgava.

O programa pressupõe que os jogos sejam exactamente iguais aos originais. Alguns sobrevivem bem ao teste do tempo, outros nem por isso. Na maior parte dos casos, grandes títulos AAA regressam com a idade a acusar, agora que a Xbox One é usada em monitores e televisores de maiores resoluções. Também a própria tecnologia evolui, criando outras exigências por parte dos próprios jogadores.

Tendo isto em mente, apesar do entusiasmo da Microsoft que continua a aumentar a sua lista de jogos retro na Xbox One, a pergunta que sempre tentámos ver respondida era: Quais serão os reais dados deste programa e será mesmo o sucesso que é transmitido pela Xbox? O site Ars Technica meteu mãos à obra e decidiu analisar os dados do Xbox Live à procura de respostas.

E, ao que parece, os resultados são desapontantes. Apenas 1,5% dos utilizadores da Xbox One recorrem ao serviço, pelo menos durante o período de investigação do site. De acordo com o estudo, mais de 1.60 mil milhões de minutos foram analisados e, destes, numa média de 1529 minutos jogados em cada consola, apenas uma magra média de 23.9 minutos em média foram usados a jogar títulos retrocompatíveis.

São dados muito curiosos e, de certa forma, desapontantes. Contudo, estas não são informações oficiais e o método de investigação não pode ser verdadeiramente corroborado. Jogos como Call of Duty: Black Ops II ou Red Dead Redemption viram imenso sucesso no seu regresso e até tiveram em alguns tops de vendas recentes. Por isso, mesmo que não tenham o mesmo sucesso que outros jogos modernos, há que dar o valor aos clássicos.

Caso contrário, porque a Microsoft continuaria o programa se não tivesse o mínimo sucesso? Se houvesse mesmo indiferença, justificava-se o constante aumento da lista de títulos compatíveis? E o que dizer do serviço à comunidade que é prestado por dar nova vida aos jogos que gastámos dinheiro em tempos?

Numa era de remasters, remakes e reboots, é de louvar esta iniciativa da Xbox. A concorrência nunca abraçou realmente um programa de retrocompatibilidade por acreditar que “ninguém quer jogar jogos antigos” (palavras de uma recente entrevista do Presidente da Sony Computer Entertainment na Europa, Jim Ryan). No entanto, essa não parece ser a realidade no próprio universo PlayStation, uma vez que continuamos a ver regressos, inclusive nas consolas PS4. Só que, nesse caso… a pagar…