O Razer Wildcat é a terceira geração de comandos para a consola da Microsoft a ser desenvolvido pela Razer. Este em particular, partilha algumas semelhanças técnicas com Xbox One Elite Controller. Ambos têm o mesmo preço e foram criados com o eSports em mente. Mas, será que o Wildcat se comporta da mesma forma? 

Antes de falarmos do comando em si, vamos ver como é que este Wildcat chega aos seus compradores. Como podem ver pela foto em cima, o comando vem num bonito estojo de transporte onde podemos encontrar o comando desenhado para a Xbox One, mas que também é compatível com PC. Terão ainda um par de autocolantes com o formato das pegas que podem colar no vosso comando para uma melhor aderência, duas capas em borracha para os analógicos, uma chave de fendas para os gatilhos opcionais e o seu cabo USB.

Em termos de design, o formato do Wildcat é bastante semelhante ao comando oficial da Xbox, tendo apenas umas pequenas alterações na parte de trás que visam melhorar a ergonomia. A qualidade de construção é muito boa e o plástico não nos dá sensação de ser frágil. Em relação ao peso, posso dizer que é um pouco mais leve que os seus principais concorrentes, pensando apenas 260 gramas, face aos 262 gramas do comando original e aos 348 do comando elite da Microsoft.

É um comando bem ao estilo da Razer, com as características cores e construído com os torneios de eSports em mente e para o alto nível de competitividade. A marca das cobras conseguiu minimizar a acção dos botões para os momentos mais críticos, onde uma reacção mais lenta pode significar “a morte do artista”. O clique destes botões é muito semelhante ao dos ratos da Razer e têm elevada sensibilidade. Por vezes, cliquei sem querer nos botões só por ter o meu dedo sobre eles. Não é um ponto contra, notem. Só uma forma de vos explicar o grau de sensibilidade.

Para diminuir o tempo de resposta dos comandos, a Razer decidiu não tornar este comando wireless. Portanto, não possui o peso das pilhas ou bateria, mas será necessário andarem sempre com o seu cabo USB destacável de 3 metros de comprimento.

Na parte traseira existem dois botões que permitem controlar a profundidade dos gatilhos, de forma a diminuir também o seu tempo de reacção. Se desejarem jogar um jogo de acção podem fazer com que o gatilho tenha menos curso. Por outro lado, se forem jogar um o jogo de condução, o melhor será colocar o gatilho como o curso original para controlarem melhor a aceleração e a travagem. O melhor é que podem controlar os gatilhos de forma independente.

Os quatro botões adicionais, presentes no topo ao lado dos LB e LR mais os gatilhos adicionais, presentes na traseira, podem ser facilmente programados graças ao controlo presente no fundo do comando. Segurem o botão de programação em conjunto com o botão extra que querem configurar, de seguida carreguem no botão que querem atribuir. É rápido, simples como parece e funciona na perfeição. Podem ainda ter dois perfis diferentes para os botões adicionais e podem trocá-los também através de um só botão e a qualquer momento. Os gatilhos adicionais podem ser colocados e retirados com a ajuda da tal chave de fendas presente no estojo.


Os autocolantes extra, não são feitos de borracha, mas sim de uma esponja especial, desenhada para oferecer uma melhor aderência e conforto. Contudo, na minha opinião, quebram a ergonomia do comando e o seu design. Um comando deste valor não deve depender de autocolantes e pequenos extra para melhorar a sua aderência. Felizmente, estes autocolantes são opcionais e não são de todo necessários. Mas uma superfície aborrachada era bem vinda, mesmo assim.

De facto, é impossível não o compararmos com o comando Elite da Xbox One. A muitos níveis, começando no preço, são concorrentes directos. As semelhanças vão além da configuração geral dos botões. O Xbox One Elite também tem palhetas opcionais para adicionar comandos e macros, mas, desta feita, podem-se adicionar e remover com simples ímanes. Até tem também o tal ajuste de curso do gatilho. No entanto, o Elite já possui uma superfície aborrachada nas teclas, D-pads e analógicos diferentes e opcionais com encaixe magnético e, se calhar a maior vantagem, a capacidade de levar pilhas ou uma bateria.

No que realmente interessa, a performance, na consola Xbox One, o Wildcat comporta-se praticamente com o comando original da Xbox One. Não notei grandes vantagens na sua operação, embora os analógicos pareçam mais suaves. Aqui o Xbox One Elite parece ganhar com os seus gatilhos, analógicos e d-pad em metal a darem uma suavidade acima da média.

E enquanto que o Elite tem um software próprio para a Xbox One para ajustar sensibilidades, fazer programação e guardar perfis de configuração, o Wildcat comporta-se como o comando normal, apenas fazendo toda a programação de teclas adicionais no próprio. E isto até pode ser uma vantagem tanto na consola como no PC, sem necessidade de software adicional. Outra vantagem no Razer Wildcat, em comparação ao Elite, é a posição dos gatilhos opcionais, bem mais simpáticos que as palhetas do Elite, além do ajuste de som dos auscultadores embutido, algo que no elite é um extra para comprar à parte. O seu peso inferior até pode ser uma vantagem para alguns, mas muitos jogadores preferem o peso extra do Elite.

Veredicto

O Wildcat é uma merecida evolução ao Razer Sabertooth que analisámos no ano passado. Depois de o usar durante algum tempo não sinto que seja um comando muito caro para as suas funcionalidades, mas devo dizer que se o seu preço fosse mais acessível seria mais fácil recomendar, sobretudo face ao seu adversário Xbox One Elite Controller. Contudo, tendo em conta que o valor é igual, terão de ser vocês a perceber por qual têm preferência. Se gostam de um comando mais leve, não gostam de pilhas ou baterias, usam cabo para jogar, não se importam de colar autocolantes e gostam da cor verde, a escolha é óbvia: o Razer Wildcat é para vocês!