Na sua busca para proporcionar as melhores soluções para jogar num PC, os periféricos Razer costumam abranger diversas necessidades. Desde auscultadores de várias qualidades, teclados ergonómicos ou até úteis tapetes, os ratos Razer serão dos mais procurados do mercado pela sua versatilidade. O Razer Orochi é uma prova que a qualidade não se mede aos palmos.

A marca das cobras aposta constantemente em novos designs, arrisca e traz-nos novos produtos dos quais nunca pensamos precisar deles, até serem apresentados. O Razer Orochi é uma boa prova disso. É um rato portátil, com iluminação Chroma e com uma bateria capaz de durar 7 meses. Sim, qualquer coisa como 200 dias. Mantém o aspecto do seu antecessor, mas todo o seu interior foi renovado, dando-lhe uma performance invejável. Vamos então conhecer o que este “pequenote” é capaz.

O que salta imediatamente à vista é o seu reduzido tamanho: é o rato mais pequeno da marca. Em comparação, o Razer Mamba é cerca de duas vezes maior, o que faz com que este modelo caiba na palma da mão. Para além do seu tamanho, não há nenhum detalhe no design que se destaque dos restantes modelos. Tem uma cor preta mate, com as laterais com uma textura de borracha para uma melhor aderência. À frente tem ângulos acentuados, mas, de resto, é bastante redondo, como a vasta maioria dos ratos desta marca.

O seu design é ambidextro e em ambas as laterais, existem dois botões para acesso do polegar (ou mindinhos se forem acrobatas). Se contarmos com o botões tradicionais e a roda de scroll tem, ao todo, 7 botões que podem mapear no software Razer Synapse. No entanto, tendo em conta que os botões mais próximos do dedo mindinho podem ser carregados por acidente, normalmente a opção é desactivar estes botões e ficar apenas com cinco.

Devido ao seu tamanho, este rato é melhor usado com a mão em formato garra (conhecido por “Claw-Grip“). Desta forma, apenas seguramos o rato com a ponta dos dedos. A forma tradicional de pousar a palma da mão (“Palm-Grip”) também é possível, mas já depende bastante do tamanho da mão em questão. Como tal, não posso dizer-vos se é um rato cómodo de usar porque, mais uma vez, vai depender da forma como o usam e do tamanho da vossa mão.

No que toca a características, o Orochi tem um sensor óptico capaz de 8,200 DPI, um pouco inferior aos modelos deste ano. Contudo, sabemos que a maioria dos utilizadores não se aventura para além dos 2,000. E mesmo quem usa resoluções altas e tem nervos de aço, pode cumprir o seu papel. Comportou-se muito bem em vários jogos e outras situações em que o colocámos à prova.

Debaixo de grande stress de trabalho, entre o pacato browsing do do dia-a-dia, com jogos frenéticos, como o mais recente DOOM, o Orochi respondeu às minhas expectativas bastante bem e nunca me desiludiu. É um rato que funciona com os vários géneros de jogos, sejam eles de estratégia ou mais frenéticos como First Person Shooters.

Por defeito, é um rato wireless com um tempo de resposta de 8ms e um polling rate de 125 Hz. Porém, podem ligá-lo através de USB para uma experiência mais reactiva visto que o seu polling rate muda para uns incríveis 1000 Hz e o seu tempo de resposta para 1ms. Estamos a falar de milésimos, mas quando aliados ao nosso próprio tempo de resposta com o infame input lag, pode ditar a nossa vitória… ou derrota em jogo.

No que toca à bateria, temos a tal autonomia incrível de 7 meses. Isto é possível graças à mais recente tecnologia Bluetooth de baixa energia (Bluetooth LE). Neste caso, como devem calcular, não conseguimos testar toda a sua autonomia. O rato esteve connosco cerca de um mês e a verdade é que nesse tempo nunca foi preciso trocar as suas pilhas AA (duas).

Um nota importante para todos os que costuma usar ratos sem fios. Saibam que sendo um rato totalmente conectado com Bluetooth, o Orochi não traz consigo um receptor. Isto significa que o vosso computador terá de suportar esta tecnologia ou então será necessário comprar um adaptador Bluetooth em separado.

Considerando que o alvo preferencial deste tipo de ratos de menor dimensão são os computadores portáteis. Esta situação pode não se problemática. A vasta maioria deste tipo de computador já possui a opção de conectividade via Bluetooth. Acaba por não ser problemático. Mas num PC de secretária, já sabem desta limitação. E um “dongle” receptor de Bluetooth ainda pode ser dispendioso. Podem sempre usar o já mencionado cabo USB.

Uma das melhores experiências de usar um periférico da Razer, é o seu software proprietário. O Razer Synapse é um all-in-one no que diz respeito a personalização e configuração. Permite aos utilizadores acederem a uma grande variedade de funcionalidades, que até podem ajudar nos jogos. E sendo um software compatível com todos os periféricos da Razer, só precisa de ser instalado uma vez.

É neste software que podemos personalizar o Orochi ao nosso gosto. Neste rato, ao contrário dos restantes modelos, só memso a roda do scroll é que pode mudar de cor. De qualquer das formas, podem dar o vosso toque pessoal entre 16 milhões de cores diferentes e entre vários efeitos. Este ecossistema que a Razer criou, permite ainda sincronizar vários periféricos da Razer, como um efeito de iluminação em perfeita harmonia entre todos eles.

Por fim, com o Synapse os utilizadores têm acesso a perfis específicos para jogos que podem mudar a sensibilidade do rato ou trazer algumas macros pré-definidas. É ainda possível fazer com que estes perfis sejam activados automaticamente assim que entram no jogo. Ou seja, pode ser pequeno, mas tem todas as funcionalidades dos seus “irmãos mais velhos”.

Veredicto

Com todas estas características, o Razer Orochi torna-se o rato ideal para jogarem no vosso portátil. Foi criado com o intuito de quem gosta de portabilidade, tem uma autonomia fora de série e quando ligado directamente com o fio a sua performance até consegue ultrapassar muitos ratos do mercado. É uma solução interessante e prática, mantendo toda a robustez do hardware e software da Razer. Vejam é se não o perdem por aí…