O Razer Mamba Chroma Tournament Edition é o primeiro rato com um laser de 16.000 DPI. E se optarmos pela versão sem fios teremos ainda a capacidade de personalizar a pressão do clique. Por outra palavras, pode ser uma super-arma nas mãos de um jogador.  Será que tens a habilidade necessária para usar uma arma deste calibre? 
Este Mamba tem estado comigo no último mês, tenho-o usado tanto para trabalho como jogos e apesar de cumprir o seu objectivo em ambos os casos, possui alguns pontos que me deixaram menos contente. Mas, já lá falamos nisso, primeiro vamos ao que interessa.

Esteticamente, o Mamba mantém o seu design desde 2009 com algumas ligeiras alterações, como o pequeno rebordo na extremidade de cada botão. Esta opção, além de estética, indica através do toque quando estamos no limite do botão.
Nas suas laterais existe um revestimento de borracha para melhor aderência e do lado esquerdo dois botões extra que podem personalizar como bem entenderem. No entanto, se forem esquerdinos, o design destro destas laterais deste rato não vos irá ajudar muito.
Ainda sobre a sua estética, a sua curvatura, emprestada do DeathAdder, proporciona o maior conforto possível neste modelo e isso leva-me a falar do próximo ponto: a ergonomia.

A ergonomia é exactamente o que a Razer nos tem habituado. A mão direita encaixa-se na perfeição, diria até que é quase terapêutico. Desde que uso intensivamente com o Mamba tenho estranhado qualquer rato que use. O seu peso ronda as 125g, o que para mim é o peso ideal.

Tem também um excelente equilíbrio de velocidade e fluidez do cursor com um laser com tanta precisão, como este de última geração. Como já disse, o Mamba é o primeiro rato a possuir um laser de 16.000 DPI, o que significa que movemos o cursor em maior distância no ecrã, com menos movimento físico do rato, graças à menor área de acção. O laser, é preciso como deveria ser. No entanto, na minha opinião é mais útil em resoluções acima de 1080p. Em resoluções mais baixas, o laser torna-se demasiado sensível e acabei por reduzir bastante a resolução, à volta de 2000 DPI, onde me sinto confortável e que considero ideal para a resolução com que normalmente trabalho (1600×900).

O scroll também sofreu uma pequena alteração em relação ao modelo original. Em vez de termos um scroll suave, a Razer optou por adicionar pequenos intervalos no movimento da roda. É ideal para jogos First Person Shooter, quando precisamos de trocar de arma mas, para o uso diário, não é muito útil. Tem intervalos muito grandes e torna-se muito lento para quando estão a navegar na Internet, por exemplo.

No caso de optarem pela versão wireless (o modelo que testámos possuía cabo) terão a funcionalidade interessante de ajustar a pressão necessária do clique. E podem fazê-lo para cada botão em separado, ajustando entre 45 a 95 gramas. O ajuste pode ser feito através de um pequeno parafuso na parte inferior do rato. A marca recomenda o peso mais baixo para MOBAs onde é necessário clicar muito rápido e o valor mais elevado para shooters que necessitam de mais precisão no clique.

A instalação, como qualquer outro periférico da Razer, correu às mil maravilhas e sem dores de cabeça. Já com o Razer Synapse instalado, foi uma questão de segundos para o software proprietário da marca detectar o rato e instalar os drivers necessários. Depois foram uns breves minutos para personalizar o rato e a iluminação ao meu gosto. Como a família Chroma nos tem vindo a habituar, temos ao nosso dispor 16 milhões de cores para escolher para o rato através dos mais variados efeitos, que vão desde o pulsar até a um autêntico arco-iris em movimento (Full Spectrum Cycling).

Veredicto

O Razer Mamba Chroma Tournament Edition é um rato bonito, evoluído e bastante ergonómico, mas a questão final que se coloca é simples: Merece o seu elevado preço? É complicado responder. Se estiverem dispostos a um investimento de cerca de 100€ (150€ pela versão wireless) por um rato, ficarão, sem sombra de dúvidas, bem servidos. A precisão sem precedentes do seu laser, aliado à ergonomia irrepreensível típica da Razer, são boas razões para o comprar. Afinal de contas um Samurai não é nada sem a sua espada e o mesmo se aplica a um jogador sem o bom rato.