Depois de vários anos a colocar os melhores teclados nas secretárias dos jogadores, podemos dizer que o novo Razer Blackwidow Elite atingiu um patamar importante para a fabricante das cobras. Vamos descobrir porquê, tendo em conta o que mudou.

Nos vários modelos deste teclado que a Razer lançou, vimos vários ajustes, imensas melhorias nos mecanismos e algumas alterações ao nível do seu design. O mais recente modelo, este Blackwidow Elite, é o culminar dessa experiência, juntando o melhor de cada modelo e mantendo intacto tudo o que foi bem recebido pelos utilizadores. Isto inclui as suas premiadas teclas mecânicas, o grande nível de personalização já conhecido e aquele preço que também já sabemos que vai ser alto.

Olhando para o seu aspecto, o Blackwidow tem um visual muito semelhante ao Blackwidow X Chroma com as teclas totalmente expostas para um aspecto mais elevado. Ao mesmo tempo, esta elevação proporciona melhores efeitos de luz com a iluminação de cada tecla a misturar-se entre si na parte traseira, criando uma certa luz ambiente. Em conjunto, chega também o já conhecido descanso de pulsos com poderosos ímanes para o segurar, mesmo que façamos movimentos mais bruscos.

Temos de salientar a ausência das teclas de macro na parte lateral esquerda, que existiam em alguns modelos anteriores. Continua a ser possível registar macros com as teclas presentes, inclusive usando a tecnologia Hypershift (já falamos sobre isso), mas já não existem teclas dedicadas para o efeito. Em consequência desta ausência, o teclado é um pouco mais estreito que o modelo anterior. Em contrapartida, temos pela primeira vez teclas dedicadas de multimedia com botões próprios para mudar de faixa, play/pause e ainda um botão circular para controlar o volume. O melhor de tudo é que podem usar estas teclas para qualquer outra função ou até mesmo atribuir uma nova função macro.

Do lado esquerdo do chassis, o que salta à vista é uma porta USB e uma saída de áudio que a família Blackwidow já no habituou. Contudo, a principal novidade é que estão finalmente no lado certo, à esquerda. No anterior Chroma V2 estavam à direita, interferindo com a operação do rato. Estas portas funcionam como passtrough, ou seja, servem como atalho para ligar equipamento opcional, auscultadores ou pen-drives. Assim proporcionam um alcance rápido e cómodo para qualquer dispositivo, sem ter de os ligar ao próprio PC.

No momento da compra deste modelo, podem optar pelos três switches mecânicos da marca: verdes, laranjas e amarelos. O que recebemos para análise foram os verdes, que tem vindo a ser usados desde o modelo de 2014 e têm o tradicional e característico “click” das teclas mecânicas. Neste caso, porém, a sua durabilidade foi aumentada para quase o dobro do tempo de vida de outros dispositivos presentes no mercado. Além disso, usam um conjunto optimizado de pontos de actuação e libertação, o que permite uma reacção mais rápida para os jogadores. As teclas em si, possuem o tal revestimento característico que resiste às impressões digitais e que a marca usa em todos os seus teclados.

Como qualquer outro periférico da Razer, também este modelo é compatível com o Razer Synapse, o programa proprietário da marca da cobras que permite personalizar o teclado ao vosso gosto, com várias cores, efeitos ou até mesmo interligar com as vossas luzes de casa. Os efeitos envolvem todas as teclas em animações de luz com utilidade maioritariamente estética. Ao todo, terão seis tipos de efeitos, desde o efeito de fogo ou o vulgar efeito de respiração que transita entre duas cores à escolha. Se tiverem outros periféricos Chroma, podem ainda configurá-los de forma a que os efeitos sejam transferidos entre si.

Este modelo em concreto, já é compatível com a versão 3 do Razer Synapse. Esta nova versão permite atribuir uma tecla de Hypershift, que permite que cada tecla tenha uma função secundária quando a opção está activa. É uma funcionalidade interessante para, por exemplo, mudarmos de jogo ou personagem sem ter de reprogramar as teclas. Não podemos esquecer também que é o primeiro modelo desta família com memória interna podendo ser gravados 5 perfis de utilizador diferentes, algo muito útil se mudam regularmente de computador ou andam com o vosso teclado atrás para esses torneios.

Falta-me falar da prestação do Blackwidow Elite durante os jogos. Tento ser fiel com os jogos onde testo os periféricos de modo a ter um ponto de comparação. Quem nos acompanha, já deve ter reparado que os jogos de eleição para estes testes são DOOM e StarCraft II. Isto porque, desta forma, tenho um caso onde preciso de carregar freneticamente nas teclas e noutro, tenho um título em que é necessário ser mais meticuloso. Em qualquer um destes títulos, o teclado comportou-se lindamente e não tenho nada a apontar na sua performance.

Rápido quanto baste, parece que as teclas possuem mesmo uma melhor resposta que nas versões anteriores. Também notei que o curso destas teclas é menor, permitindo uma resposta ainda mais rápida. Como já disse anteriormente, este é o culminar de vários anos de experiência e tem vindo sempre a melhorar nesta tecnologia de teclas mecânicas. Tempos de reacção baixos, sempre reactivo nos constantes movimentos, sobretudo se usarmos um bom rato, parece-me uma excelente aposta para os jogadores mais exigentes e que preferem a melhor performance.

Veredicto

Ano após ano, a Razer lança estas revisões ao seu teclado predilecto, tendo sempre muita atenção as opiniões dos jogadores pelo mundo fora. Neste Razer Blackwidow Elite, as teclas de multimédia dedicadas, eram provavelmente das funcionalidades mais pedidas, mas a perda de teclas Macro dedicadas pode ser um senão para muitos jogadores. Mesmo assim, graças ao Synapse V3, podemos configurar todo o teclado à nossa vontade, usando ainda a tecnologia Hypershift e a memória interna para guardar configurações. Adicionalmente, com o descanso para as mãos e o a disposição mais alta das teclas, fazem deste um dos melhores teclados de sempre da marca das cobras.