A Nintendo 3DS chegou ao mercado em 2011 e rapidamente se estabeleceu como a portátil de eleição para muitos gamers. O 3D estereoscópico, por muito impressionante que fosse por funcionar sem óculos, não foi bem o que impulsionou a consola. Principalmente porque era necessário estar a uma certa distância, com o ângulo correcto e ao mais pequeno movimento o efeito perdia-se, levando os jogadores a desligarem o 3D.

Mesmo assim, a Nintendo não desistiu da sua tecnologia inovadora e com o feedback dos jogadores acabou por melhorar a sua consola, chegando assim a NEW Nintendo 3DS. 

Sigo a Nintendo desde pequeno e gosto imenso do seu trabalho, mas tal como referi no unboxing, a Nintendo tem, neste momento, graves problemas de comunicação. Primeiro com o nome “Wii U” sobre o qual, ainda hoje, existem pessoas que não sabem ao certo o que é. Depois com a 2DS que baralhou por completo as pessoas com um conhecimento menos aprofundado do mundo das consolas. Agora, decidiu adicionar o prefixo “New” à nova versão…

A ideia é compreensível, para o consumidor reparar logo através do seu nome que se trata de um produto novo, mas à primeira vista, não é de todo perceptível porque é que é “New”. Para nós, gamers, pode não fazer grande confusão, mas para um pai com menos conhecimento que quer oferecer uma prenda ao seu filho, por exemplo, pode causar grandes confusões.

Nomenclaturas à parte, a consola tem imensas melhorias, mas não estão todas imediatamente à vista. As melhores estão no seu interior mas, antes, vamos ver o que há de novo ao olhar para a consola e como qualquer outro hardware, vamos também falar do seu design.

O design de concha já acompanha a DS desde o seu primeiro modelo. Claro que, ao longo do tempo, sofreu algumas alterações mas o principal continua presente e agora com a novidade que é o facto de ser possível trocar de faceplate. Por cá, ainda não há muita variedade, o seu preço ronda os 15€ o que é aceitável tendo em conta a sua finalidade puramente estética. Num futuro próximo, acredito que o leque de oferta seja mais diversificado. No Japão, por exemplo, já existem cerca de 40 faceplates diferentes, mas por lá a consola saiu em Outubro.

Contudo, esta opção de faceplates só é possível na versão normal da N3DS. A versão XL, fica-se apenas pelo Metallic Black e o Metallic Blue. Outros países como o Reino Unido, tiveram direito à versão Metallic Red.

Nós recebemos a versão Metallic Blue para análise e o que reparámos imediatamente é que o acabamento brilhante torna-se como um íman para as dedadas. Felizmente, pode ser limpo facilmente. Atenção, isto não é um ponto contra, apenas uma observação.

Antes que pudesse experimentar a nova consola tive de passar por todo o processo de transferência de dados, e que não é de todo simples, devo dizer. Eu gravei o processo e registei os meus passos para vos poder ajudar. Contudo não será um vídeo muito específico, como para algumas pessoas que têm vários cartões SD. Aí terão de recorrer a alguns passos mais complexos como é explicado aqui pelo utilizador do reedit Marzz.

Já com as mãos na consola, vamos começar por aquele que tem feito furor em torno desde novo modelo: O C-Stick, conhecido popularmente como o segundo analógico. Ele tem dividido opiniões, mas primeiro devemos perceber se é um C-Stick ou um analógico?

Até eu acabo por o chamar de “segundo analógico” mas o termo oficial é mesmo C-Stick, visto que funciona por pressão e não por movimento. Um pouco à semelhança dos antigos “ratos” dos portáteis. Experimentei o C-Stick no Resident Evil: Revelations, IronFall e no Zelda: Majora’s Mask e é perfeito para os controlos de câmara, mas para fins de precisão como em IronFall ou no Resident Evil onde fazemos mira e precisamos de precisão nos disparos, não funciona tão bem. Umas horas depois, já me sinto um pouco mais à vontade, mas não mudo a minha opinião.

Os botões de acção, com as cores da época da Super Nintendo, quando pressionados têm um clique gratificante dando-nos o feedback necessário de que a acção foi registada. Nem é preciso muita pressão para o fazer. São estes pequenos pormenores que fazem toda a diferença.

O “Start” e o “Select”, sofreram uma pequena alteração e agora estão logo abaixo dos botões de acção. Do outro lado da consola, o D-Pad tem pouco que se diga, é o mesmo usado desde a primeira DS e ainda bem. O mesmo se aplica ao analógico, que nos acompanha desde 2011 com a primeira 3DS .

Um dos pontos que fazia muitas pessoas desligar o 3D estereoscópico era o facto de precisarmos de estar a uma certa distância e com um ângulo correcto para sentir o verdadeiro efeito, mas com a NEW Nintendo 3DS tudo foi melhorado. Com a ajuda de um sensor localizado ao lado da câmara, a consola identifica a nossa posição e adapta o 3D, mesmo inclinando a consola para ambos os lados.

Com a clássica 3DS poucas foram as vezes em que usei o 3D, principalmente quando estava em movimento. Apenas o Castlevania e o Luigi’s Mansion me permitiram usar o 3D, mas com esta consola tenho dado por mim sempre com o 3D ligado.

Agora sobre as extremidades da consola. No topo da consola, temos a ficha do carregador no centro e é a altura certa para vos relembrar que ambas as versões da New 3DS não possuem carregador. Caso não possuam um carregador desde a DSi, terão de adquirir um por cerca de 15€. A justificação da Nintendo, é que por esta altura todos devem possuir um carregador compatível com a consola… Enfim…

Para além desta ficha, temos os habituais L e R que não sofreram qualquer alteração e os novos ZL e ZR que dão algumas funcionalidades extra aos jogos. Nestes botões o clique é mais robusto, mas igualmente gratificante, percebendo de imediato que foram pressionados.

Na parte inferior, temos tudo o que nos é habitual mexer, pelo menos o que se usa mais na consola. Do lado esquerdo temos a slot dos cartões e do lado direito temos o compartimento da stylus, agora mais grossa do que as anteriores versões e ainda o botão de on/off. Devo salientar, que estas versões, tal como a 2DS, não têm um botão físico para desligar/ligar o wireless.

Ambas as laterais estão agora livres de compartimentos e botões, caso estejam a questionar-se sobre onde está o cartão SD, deixem-me dizer-vos que agora o cartão é colocado na parte de baixo da consola. Para tal é necessário recorrer a uma chave de fendas para retirar a tampa.
Exacto, o cartão, para além de ser agora microSD, deixou de estar acessível. O que posso recomendar é adquirir o cartão de 32GB para não terem de estar sempre a tirar a tampa.

Já que passamos por todos os botões, o botão Home também recebeu um pequeno re-design e, com a ajuda do novo processador quad-core, um dos núcleos ficou dedicado só para o sistema. Trocar de aplicação ou navegar pelo sistema, nunca foi tão rápido. Por falar em rapidez, os downloads foram também muito melhorados com a ajuda do novo hardware e já não são demorados ao ponto de nos fazer puxar o couro cabeludo.

Veredicto

Eu não posso recomendar a consola a todas as pessoas porque pode não ter um catálogo de jogos que se adeque aos seus gostos, mas o que posso dizer é que a nova 3DS, também é compatível com os 1200 jogos da DS, o que lhe oferece o maior catálogo de sempre disponível para uma consola portátil. É também a revisão que a consola merecia, traz as melhorias que sempre pedimos e todas foram bem implementadas. Esta versão justifica o upgrade!

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Fundador do WASD, cedo percebeu que a filatelia não era para si e começou a coleccionar consolas. Adora jogos de condução, acção e tem um particular gosto por aqueles jogos de arcadas de plataformas, sobretudo com bonecos e muitas cores e efeitos de luz, embora afirme a pés juntos que é um adulto. Saibam mais...

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