Que ano foi este, repleto de videojogos de elevada qualidade e com imensas novidades e surpresas. 2017 trouxe-nos êxitos fantásticos, com as consolas PS4 Pro, Xbox One X e Nintendo Switch tiveram um ano em grande com grandes jogos e o PC não ficou atrás.

Fizemos uma lista dos títulos que considerámos serem exemplares neste ano de 2017. A nossa escolha é baseada, logicamente, em preferências pessoais. Contudo, também quisemos destacar os jogos que se evidenciaram pela sua qualidade geral, independentemente dessas preferências. O resultado é uma lista interessante de títulos que até podem resultar em algumas compras do próximo ano.

Tantos jogos nos esperam em 2018. Assim de repente, temos no horizonte Red Dead Redemption II, Monster Hunter: World, Spider-man, God of War… enfim… Mas, só um parece ser aquele que mais consenso reúne. The Last of Us II tem deixado meio mundo em suspense para saber o que Joel e Ellie estarão a tramar num novo mundo cheio de “clickers” e humanos de qualidade duvidosa. Os recentes trailers, muito mais sombrios e viscerais parecem apostar num novo clima de terror. Veremos o que nos espera.

Não podemos apenas realçar os jogos que se destacaram pela positiva. É preciso também falar daquele que mais nos desiludiu. E não podia haver maior desilusão que Star Wars Battlefront II. Convém mencionar que não achámos que o jogo fosse mau. Graficamente é, de facto, um jogo soberbo e cheio de qualidade. Contudo, na sua oferta geral, Battlefront II é escasso, com um grind impressionante e ainda não foi desta que a Electronic Arts provou que é capaz de criar um jogo para os fãs. E nem vamos falar das infames microtransacções.

Difícil, intolerante e frustrante. Todos os ingredientes de um jogo que podia ir para a categoria acima. Contudo, Cuphead torna-se absolutamente viciante nessa sua dificuldade quase insana. E não é só a sua jogabilidade que se torna interessante. Também o seu visual a fazer lembrar a banda desenhada dos anos 30 e uma banda sonora única, aliadas a um design de níveis “old school”, deram-nos muitas horas de diversão, mesmo que aquele ecrã “Game Over” persistisse tantas vezes em aparecer.

Seria difícil escolher outro jogo nesta categoria que não fosse Playerunknown’s Battlegrounds. Tendo iniciado a sua epopeia no acesso antecipado no PC, chegou finalmente a versão final a poucos dias do ano findar. A versão para a Xbox One vendeu bastantes unidades, embora não estivesse a par da qualidade do PC. Ambas as versões confirmam a qualidade deste jogo que aposta numa acção de Battle Royale com mecânicas simples mas viciantes. Os milhares de jogadores confirmam, jogar online é no PUBG.

Não podíamos mesmo escolher outro jogo para melhor definir a realidade virtual. Tinha de ser um jogo na primeira pessoa, de acção e que melhor usasse esta tecnologia. Farpoint é uma experiência fantástica no PlayStation VR, especialmente se usarem o PS Aim Controler. Tivemos excelentes experiências para o VR neste ano, até mesmo alguns grandes jogos adaptados a esta realidade virtual. Contudo, este foi para nós o jogo que melhor soube dar-nos a sensação de “estarmos lá”.

Um regresso muito antecipado, este renascer do clássico de 1991 conquistou-nos desde a primeira hora. Metroid: Samus Returns brilha na Nintendo 3DS graças ao grafismo bem conseguido e ao efeito de estereoscopia desta consola. Algumas das novidades não foram consensuais com os fãs, como os golpes de contra-ataque e outras habilidades. No entanto, pela recuperação do clássico Metroid II: Return of Samus para o Gameboy, era tudo o que se podia pedir. Que todos os remakes fossem assim.

Esta foi uma escolha difícil. Mas, que melhor exemplo de um jogo familiar poderia haver, que juntar as famosas personagens do universo Super Mario com uns tresloucados seres felpudos? Mario + Rabbids Kingdom Battle foi uma agradável surpresa da Ubisoft e da Nintendo, mesmo que ao início ficássemos um pouco apreensivos. Este foi um dos melhores jogos para a Nintendo Switch neste ano, justificando até a compra da consola para muita gente. Toda a acção estratégica e muita comédia, ideal para jogar entre família.

Uma sequela que se preze, tem de honrar o seu legado, mas também tem de inovar onde pode. Maior, mais desafiante e com mais lore, assim foi o fantástico Total War: Warhammer II. Os fãs dos jogos de tabuleiro da Games Workshop sabem o que esperar deste jogo. Os fãs da lendária série Total War, também. Tudo isto é aliado a um grafismo e jogabilidade exemplares, num título que só falha na sua complexidade dos menus, desafiantes demais para recém-chegados.

Não há volta a dar. Forza Motorsport 7 é o jogo de condução do ano. Se o jogarem numa Xbox One X, terão a melhor experiência de corridas de automóveis que jamais poderão encontrar numa consola. E aproveitem a funcionalidade Xbox Play Anywhere e ainda terão uma melhor versão no PC com Windows 10. E não estamos a falar só da qualidade visual soberba. Também a condução em si, as físicas, as interacções, as mecânicas e todas as provas possíveis fazem deste um grande jogo, o melhor no seu género até agora.

Se o primeiro jogo foi um fenómeno interessante, Injustice 2 veio confirmar porque este “casamento” da DC Comics com a malta criativa da NetherRealm (Mortal Kombat) foi das melhores coisas que aconteceram nos últimos tempos nos jogos deste género. Os super-heróis da DC em combates brutais, adicionando neste ano armaduras e loot ganho entre combates, com habilidades e lógicas revistas, criaram um autêntico vício. Não é perfeito mas, personificar Batman à pancada contra o Super-homem não tem preço.

Tivemos alguns jogos interessantes neste género este ano. Além das escolhas mais óbvias, houve um jogo que soube destacar-se da concorrência de uma forma inteligente. Adorámos a acção e a arte geral de NieR: Automata. Todo o conceito do jogo é inovador, mesmo que vejamos imensas influências de outros títulos. Depois, há aquele enredo interessante para seguir, com uma profunda mensagem de esperança. Por tudo isto, o RPG da Platinum Games mereceu a nossa preferência neste ano.

Arrepiante, visceral, graficamente soberbo e até teve uma adaptação muito bem conseguida para a Realidade Virtual. Resident Evil VII é um vencedor logo à partida, colocando toda a acção na primeira pessoa e apostando numa atmosfera incrivelmente envolvente. Até tivemos outros jogos de terror por aí, mas nenhum soube destronar o “rei” do género desde que foi lançado. Ainda por cima, durante o ano tivemos imensas expansões do seu enredo que nos deram mais motivos para saltar da cadeira.

Não era possível simplesmente esquecermos todos os títulos de aventura que tivemos este ano. Assassin’s Creed Origins é realmente fantástico. Uncharted: The Lost Legacy recuperou um grande jogo. Super Mario Odissey é muito divertido e merecia também este prémio. Contudo, a nossa Aloy arrebatou-nos. Horizon Zero Dawn merece este destaque por toda a acção, toda a exploração e aquele enredo francamente interessante. É, sem qualquer dúvida, o jogo de aventura deste ano, melhorado ainda com um DLC igualmente brilhante.

Curiosamente, este género foi dos que nos trouxe mais desilusões no ano transacto. A fraca recepção de Prey, Destiny 2 e o já mencionado Battlefront II deixaram-nos algo apreensivos. Felizmente, tivemos outras boas entradas com Call of Duty: WWII a tentar encabeçar a lista. No entanto, a nossa escolha cai num só título, entre a confirmação da qualidade do primeiro jogo e a tentativa de inovação, sem esquecer o seu ADN “old school”. Sem dúvida que Wolfenstein II: The New Colossus foi o jogo de acção deste ano.

Se quiséssemos, este jogo teria ganho muitas outras categorias nesta lista. Contudo, decidimos dar-lhe “apenas” o prémio de melhor jogo de 2017. The Legend of Zelda: Breath of the Wild é quase, quase perfeito. Para a Nintendo, foi “o” jogo que vendeu a consola Nintendo Switch, mesmo com outros interessantes exclusivos pelo caminho. É quase essencial para quem quer uma experiência única de acção, aventura, exploração ou role play. Só temos pena que seja mesmo um exclusivo da portátil da Big-N.