Skyrim em todo o lado com a Nintendo Switch

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Seis anos depois do seu lançamento, Skyrim continua a ser um RPG de excelência, oferecendo intermináveis horas de aventura num mundo cheio de pormenores. A portabilidade da Nintendo Switch vem melhorar tudo isto.

Depois da recente remasterização e depois a inevitável adaptação para realidade virtual, é caso para muitas produtoras invejarem The Elder Scrolls V: Skyrim. Não bastavam estas duas revisitas a este RPG épico, agora também chegou à portátil Nintendo Switch.

Há uns seis anos, a Bethesda deixou-nos impressionados com o seu quinto título da série The Elder Scrolls. Este Skyrim era um jogo enorme, bem preenchido e com uma aventura épica de centenas de horas. Os seus inúmeros prémios fizeram de si um dos melhores RPGs que há memória, garantindo ainda três expansões e todo um novo mundo proporcionado pelos mods. Convenhamos que já estamos a aguardar por um novo The Elder Scrolls e que, entretanto, até tivemos Tamriel revisitada Online. Contudo, até ver, este é ainda para muitos o melhor jogo desta série. O que esperar desta sua extensão de vida “a bordo” do hardware da Nintendo?

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Antes de começarmos, temos de esclarecer de que se trata exactamente do mesmo jogo que já tivemos oportunidade de jogar anteriormente, com o mesmo mundo aberto, banda sonora memorável e as imensas mecânicas familiares, até mesmo com a possibilidade de jogar na primeira ou terceira pessoa. Portanto, este artigo será mais para perceber como este jogo evoluiu e como o seu desenvolvimento o levou à Switch, sobretudo no plano técnico.

Ao nível do visual geral do jogo, se compararmos esta versão da Switch com as anteriores que já analisámos, posso dizer que esta está se encaixa entre o jogo de 2011 e a edição especial que foi lançada o ano passado. Isto significa que a vegetação, água e a iluminação estão visualmente melhores que no jogo original. Mas, não esperem grandes “milagres” vindos do hardware algo limitado da consola. A sua resolução e respectivas texturas, especialmente quando se joga com a consola ligada numa televisão, parecem algo inferiores em termos de definição, comparando-as com a remasterização de 2016.

Mesmo assim, temos vantagens nesta versão. Há dois tipos de melhorias na interacção nesta versão que nos são dadas pelo próprio hardware da consola. Temos a possibilidade de jogar na televisão com um comando tradicional ou levá-lo connosco em modo de mesa ou em modo portátil. Nesta ocasião, os controlos de movimentos foram implementados no combate usando ambos os Joy-Con, como se se tratassem de uma espada e um escudo ou um arco e flecha. No entanto, devo dizer que esta última configuração de combate à distância, os controlos funcionam bastante bem, mas em confrontos mais próximos é melhor usar os controlos tradicionais.

Onde esta versão mais se destaca, é mesmo no seu modo portátil. A possibilidade de ter este vasto mundo na palma das nossas mãos é incrível. A resolução pode ser mais baixa, limitada a 720p mas, visto através do pequeno ecrã OLED da Switch não causa nenhum transtorno e até tem muito bom aspecto. Em termos de performance, também não há quaisquer quebras e todo o jogo é bastante fluido. O que se torna um bom atestado ao hardware da consola que consegue reproduzir todo este mundo e os seus efeitos especiais de forma competente. Não se preocupem, é o mesmo Skyrim nas vossas mãos!

Não podemos esquecer também, que esta versão tem consigo todos as expansões lançadas até à data. Ou seja, contem com muitas melhorias que foram adicionadas por actualizações e também os lendários DLC DawnguardHearthfire e Dragonborn.

À parte da oferta da consola, há um pequeno mimo para os fãs da Nintendo. Através do recurso a um Amiibo ou ao encontrar baús espalhados por Tamriel, é possível desbloquear peças de equipamento inspiradas no jogo The Legend of Zelda. São adaptações “realistas” do escudo Hylian, da Master Sword e claro, a indumentária de Link. Em termos de especificações, não acrescentam grande vantagem ao Dragonborn. Contudo, parece -me que o objectivo aqui é prestar uma homenagem a esta série lendária The Legend of Zelda. E é óbvio que os fãs irão gostar deste mimo.

Para quem já é veterano neste título, é difícil descrever algo substancial ou diferente que justifique a compra deste título. No meu caso, é a quarta vez que inicio esta aventura, por exemplo. Mas, ainda hoje não sei explicar como aquela cena da carroça e com a chegada a Alduin consegue sempre conquistar-me. Seja a explorar o vasto mundo de Tamriel, a gritar Fus Ro Dah! ou a levar com setas no joelho, nunca deixo passar a oportunidade de iniciar uma outra vez esta epopeia, seja numa PS4/XB1, seja no PC, seja no PS VR, seja agora na Switch. Vocês, veteranos, sabem do que estou a falar.

No entanto, o que faz este The Elder Scrolls V: Skyrim para a Nintendo Switch algo especial, é que é mais uma excelente prova de conceito da consola da Nintendo. É uma demonstração técnica que esta consola não é só composta de jogos menores ou para audiências menos adultas. Mantendo toda a experiência fantástica do jogo original, aprimora-o onde pode e dá-lhe portabilidade. Tudo isto sem perder toda a mística deste grande clássico. Se possuem uma Nintendo Switch, não podem perder este épico, nem que seja para o recordar… nas suas centenas de horas de jogo!