Reportagem – Apresentação de God of War

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A SIE Portugal realizou um evento de apresentação à imprensa e estivemos presentes.

Foi no passado dia 6 de Março que a PlayStation Portugal fez uma apresentação à imprensa do próximo God of War. Como não podia deixar de ser, estivemos presentes para testar uma versão experimental do jogo e falar com os principais intervenientes. 

O evento decorreu no fantástico Forte de S. Julião da Barra em Carcavelos, bem perto de Lisboa. O local estava decorado a rigor, num perfeito contraste com a decoração claramente medieval do espaço. Contudo, uma sala destacava-se pela neve artificial e decoração sombria. E se mais dúvidas haviam, tanto o poster com a capa do jogo como o próprio Kratos e o seu filho Atreus deixavam claro que estávamos no local certo.

A apresentação em si foi sucinta com João Lopes da Sony Interactive Entertainment Portugal a dar as boas vindas aos convidados, logo seguido de Derek Daniels, director de design dos Estúdios Santa Monica, os produtores do jogo. A introdução foi realmente rápida porque o objectivo era jogarmos a demonstração de cerca de 2 horas que estava preparada numa série de consolas disponíveis no espaço.

O grande jogo exclusivo da PlayStation 4 já tem feito as delícias dos fãs em vídeos e trailers promocionais. Mesmo assim, não há nada como testar esta aparente obra de arte. O que podemos dizer do jogo é o que estarão à espera. É uma experiência fantástica, tanto a nível visual como da acção completamente revista dos últimos títulos. A demonstração que nos foi colocada à disposição foi de uma build bastante recente, com uma duração anunciada de cerca de duas horas. O jogo em mãos era linear e representava os primeiras horas de jogo.

A nossa passagem por esta demonstração, fez-nos crer que vamos ter um jogo menos frenético, mas nem por isso menos visceral. Sem levantar muito o véu, esperem um combate mais pesado, mais táctico e bem mais próximo dos adversários. Longe está aquela acção mais rápida com as espadas e correntes das armas de Kratos. De facto, de uma acção contra hordas de inimigos em jeito de “hack’n’slash” desmiolado, passamos para uma acção bem mais individual e precisa contra os adversários.

A nova arma ao dispor de Kratos é qualquer coisa de fenomenal. O machado Leviathan, criado pelos mesmos Anões que criaram o famoso martelo Mjolnir de Thor é uma das adições mais importantes ao jogo. Com ele vão atacar inimigos, em combate próximo ou arremessando-o à distância, neste caso com um elemento que os congela temporariamente. O mesmo machado é também usado para resolver puzzles, congelando peças ou destruindo outras. Depois de arremessado o machado, chamem-no de volta de onde quer que esteja no mapa. Roi-te de inveja, Thor!

Os inimigos que enfrentámos também foram diferentes e realmente desafiantes. Começamos por hordas de monstros que nos atacam de emboscada, mas acabamos, obviamente, por enfrentar bosses poderosos gigantescos que nos obrigam a alguma precisão no arremesso do Leviathan em pontos-chave. Mas, o maior desafio de todos veio na forma de um “desconhecido” que nos desafiou com poderes sobrenaturais. Franzino e tatuado, este inimigo levou-nos à exaustão, mas também nos despertou para o poder escondido de Kratos. God of War no seu melhor!

Atreus dá algumas opções tácticas interessantes, tornado-se uma espécie de ataque especial com as suas setas. Não foi possível testar profundamente estes seus ataques, mas pareceram algo acessórios. Talvez lá mais para a frente se tornem mais relevantes ou eficazes. É muito curiosa a interacção entre pai e filho, não só em termos de diálogos, mas também nas movimentações, resoluções de puzzles e até nas plataformas, quando Atreus salta para as costas do pai. Acreditamos que esta interacção torna o jogo algo diferente das experiências anteriores. Quanto mais não seja por nos dar uma narrativa mais “humana” e tornar o jogo menos solitário.

O que mais se tem de destacar é mesmo a fantástica arte do jogo. Pudemos testar esta demonstração numa PlayStation 4 Pro e, apesar de termos tentado evitar cenas intermédias pelas razões óbvias (nada de spoilers!), ficámos rendidos às animações, modelos e efeitos visuais absolutamente irrepreensíveis. Tudo com uma fluidez invejável e um deslumbre geral. Por estar ainda numa fase de desenvolvimento, notámos apenas umas pequenas falhas nos renderings das texturas e em algumas animações. Mas, tínhamos de procurar muito para as encontrar. E já sabem que temos um olho analítico.

De um modo geral, porém, esta versão pareceu muito próxima do produto final e o que aqui estava apresentado era visualmente competente. Como é óbvio, vamos aguardar pelo título final para uma análise mais profunda neste campo. Contudo, uma vez mais, só podemos dizer-vos que o que experimentámos foi fenomenal. A série God of War sempre nos deu combates brutais, em escalas, por vezes, absurdas. Aqui, pelo menos nesta demonstração, a escala não é tão gigante com tivemos em GoW 3 com Kratos a combater nas costas do Titã Gaia. Mas, hey, só jogámos as primeiras horas de jogo…

Depois de jogarmos esta demonstração, ainda nos foi possível estar à conversa como director de design Derek Daniels e com o responsável da SIE Portugal, João Lopes. Mas, também tivemos o enorme privilégio de conversar com o actor Ricardo Carriço que dá voz a Kratos. Não percam estas entrevistas com muitas curiosidades e informação privilegiada.

God of War chegará até nós no dia 20 de Abril como um exclusivo PlayStation 4 e com melhorias visuais e de performance na PlayStation 4 Pro. Não podia estar mais longe…