Recordar: Micro Machines

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Foi no longínquo ano de 1991 que Micro Machines se estreou na Nintendo. Juntem-se a nós enquanto recordamos como é que esta série começou.

Com uma nova entrada na série Micro Machines anunciada, decidimos que era a altura ideal para recordar como a série começou e perceber o que a tornou tão popular. Apesar da sua produtora ser mais conhecida pelos seus fantásticos simuladores de condução, há mais de duas décadas iniciou-se com jogos mais simples, embora com uma experiência igualmente gratificante. Juntem-se a nós e deixem-se levar pela nostalgia. 

Antes da chegada do epónimo videojogo, os Micro Machines eram pequenos carros de brincar criados pela Hasbro e desenhados especialmente para possuírem baixos custos de produção. Isto porque, dada a sua dimensão diminuta, acabaríamos por perdê-los algures, especialmente dentro de algum aspirador. Muitos podem não se recordar disso hoje em dia. E é mais provável que o nome esteja agora mais associado ao videojogo homónimo que ocupou grande parte das nossas tardes.

Este brilhante título, foi desenvolvido pela Codemasters e lançado em 1991 para a NES, mas foi só em 1993, com a sua versão para MS-DOS que, pessoalmente, tive o primeiro contacto com o jogo. De forma muito original, conseguiu tirar partido da escala dos pequenos carros para os usar em pistas criadas com os mais variados objectos do nosso quotidiano, recriando as nossas brincadeiras de criança. Podiam correr em mesas de cozinha, onde as migalhas dos cereais ditavam os limites da pista, podiam conduzir barcos numa banheira com a espuma a marcar o trajecto ou até nas mesas da escola repletas de canetas e lápis. O que melhor recordo eram os carros de Fórmula 1 nas pistas feitas sobre uma mesa de snooker, esta cheia de objectos dignos de um salão de jogos.

Cada pista (ou mapa se assim preferirem) tinha um carro específico para conduzir. Haviam helicópteros, barcos, buggies e jipes. Eram demasiados para nomear todos e certamente já perceberam que a variedade neste título era uma constante. Todos os veículos comportavam-se de maneira diferente, o que não deixava o jogo cair em monotonia.

Em termos de jogabilidade, com o olhar mais técnico de hoje, é impressionante constatar que este jogo já simulava uma espécie de inércia sobre o carro. Isso notava-se principalmente a curvar onde, dependendo da velocidade, podíamos ver o nosso carro a fugir sem controlo e eventualmente a cair de uma mesa. O que podia ser desastroso para quem queria chegar primeiro à meta.

Em termos de aspecto visual e em conjunto com a visão aérea, o jogo tinha uma excelente noção de escala e ajudava na sensação de estarmos a brincar com os pequenos carros. E nada era mais “cool” do que vermos o nosso carro, que normalmente brincávamos no chão da sala de jantar, ali na televisão.

O jogo estava dividido em dois modos. O primeiro, desafiava-nos a percorrer os vários ambientes com a diversificação de veículos que já mencionámos, onde o progresso era representado com uma espécie de vitrina com todos os carros coleccionados durante a jornada. Nos níveis mais avançados os adversários eram implacáveis e tornavam o jogo muito difícil. Eu, por exemplo, não me recordo de algum dia ter chegado ao final.

O outro modo, Head-to-head, juntava dois amigos, ambos no mesmo teclado, a competir entre si para ver quem conseguia chegar mais depressa aos limites do ecrã. Ao fazê-lo, era atribuído um ponto e, quem chegasse mais depressa aos oito pontos, ganhava a corrida. Tendo em conta que os adversários jogavam tão próximos um do outro, era inevitável aquela cotovelada para tentar evitar que o adversário ganhasse.

Com o sucesso do primeiro título, Micro Machines foi convertido para outras plataformas, nomeadamente MS-DOS, Amiga, Mega Drive e muitas outras. No decorrer dos anos, teve ainda direito a quatro sequelas, sendo a versão V3 a primeira a entrar no mundo das três dimensões.

Avançando no tempo, mais precisamente 26 anos, temos uma nova versão a chegar pela mãos dos mesmos criadores . Esperamos que nos traga tão boas memórias como este jogo original que acabámos de recordar.

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