Voltámos a Cyrodill para conhecer o modo Player versus Player de The Elder Scrolls Online. Estas são as impressões WASD, com direito a um relato épico de um cerco digno das mais famosas batalhas medievais.

Senão viste a primeira parte desta antevisão podes ver clicando aqui.

Todos aqueles que já investigaram o lore de The Elder Scrolls Online, ou que tiveram a sorte de participar no último stress test, sabem que está a acontecer uma enorme disputa pelo Ruby Throne em Cyrodill. Este conflito envolve três distintas alianças e é no território em volta da Imperial City, o local do começo de The Elder Scrolls IV: Oblivion, que tudo se define.

A região continua tão grande como o era na quarta entrada da série, com diferentes cidades como Bruma ou Cheydinhal. Juntam-se a estas torres e castelos que se definem como locais ideiais para os confrontos PvP de The Elder Scrolls Online. Na verdade, o mapa é tão gigantesco que, durante o press beta onde estivemos, raramente nos confrontámos com jogadores de outras alianças senão quando o pico de jogadores atingiu o seu máximo. Aí começou, efectivamente, o festim PvP com cercos a castelos que se transformaram em batalhas épicas pelo controlo dos recintos fortificados.

Perguntei pelo canal da zona onde estaria a restante aliança Ebonheart Pact. Rapidamente fui convidado a juntar-me a uma equipa que se preparava para um cerco a um castelo da Aldmeri Dominion. Aceitei sem hesitar e parti na direcção do exército que se juntava, ao longe, na minha linha do horizonte. Enquanto caminhava, o som do cavalgar de várias montadas ecoava à minha volta enquanto vários jogadores se deslocavam para o mesmo local que eu. Quando me aproximei, as armaduras reluziam com os clarões dos relâmpagos, os trovões ressoavam fortemente pelos céus e o vento assobiava enquanto a chuva caía a cântaros à nossa volta.

Partimos, decididos, para o cerco ao castelo inimigo com a convicção que, no final desta batalha, conheceríamos o delicioso sabor da vitória. A escuridão dos céus não nos agoirava um bom destino, mas nem assim hesitámos por um único segundo. Quando nos instalámos à volta das muralhas conseguimos apanhar alguns inimigos desprevenidos. Logo depois, começámos a construção das nossas armas de cerco enquanto perdíamos o elemento surpresa. O inimigo começava a seguir os nossos passos através dos intervalos dos merlões.

Por entre a escuridão da trovoada, começaram a voar projécteis de fogo vindos das catapultas lá atrás. Tudo à nossa volta se iluminava quando acertavam na muralha e o barulho da destruição fazia-nos temer o que se aproximava: o romper das defesas do inimigo e o momento em que o nosso exército entraria por ali a dentro. Quantos soldados nos esperariam do outro lado?

Esse momento aconteceu e, felizmente, do outro lado o inimigo não tinha nem mais do que metade do nosso exército. Avançámos sem medo enquanto as tentativas infrutíferas do exército Admeri esbarravam na nossa linha da frente. Conseguimos, assim, alcançar aquilo a que nos tínhamos proposto: o domínio daquela zona do território e o alcance da glória. A vitória era nossa!

Se há coisa que acontece sem mácula no mundo de Elder Scrolls é a criação de um ambiente que te imerge completamente no mundo onde estás a jogar. Por momentos, durante aquele cerco, perdi completamente a noção de que estava a jogar um MMO. Penso que por aí também se vê a qualidade do jogo da Bethesda Game Studios.

É curioso que este mapa de Cyrodill também pode ser atractivo para todos aqueles que preferem uma experiência Player Versus Environment (PVE) e têm curiosidade de explorar este remake da zona que ficou tão célebre depois de Oblivion. Existem várias missões e inimigos controlados por uma inteligência artificial e, da mesma forma que no PvE, também aqui podemos ir evoluindo as nossas personagens.

A vertente PvP, que só se encontra disponível a partir de nível 10 do PvE, faz lembrar o modo World versus World de Guild Wars 2. À entrada no mapa de Cyrodill, é concedida à nossa personagem o nível 50 até voltarmos para o PvE. Não obstante a semelhança, aqui o zerg rush (todos ao molho e fé em Deus), à boa moda coreana, não é tão incentivado como acontece no MMO da ArenaNet. Contudo, a falta de um modo competitivo de arenas e duelos pode ser uma falha imperdoável para muitos jogadores, eu incluído.