Smash Bros não é como os habituais jogos de luta, aqui não há barras de vida ou rondas. Infligir danos com as mais diversas combinações continua a ser importante, mas o grande objectivo é enviar o nosso adversário para fora do cenário. O resultado é um jogo de luta onde a táctica e a abordagem técnica são cruciais para o sucesso. 

Esta é a estreia de Super Smash Bros na consola portátil da Nintendo, com funcionalidades de cross-play entre a Wii U (que falaremos mais à frente) e inclui todos os modos e personagens que estarão também disponíveis na Wii U. Conclusão: são precisamente as mesmas versões, até com as limitações da 3DS.

A versão experimental, que tive a oportunidade de jogar na Nintendo, tinha ao meu dispor 37 lutadores para escolher, entre vários Pokemon, personagens do Fire Emblem e as habituais figuras carismáticas da Nintendo, incluindo também o Megaman. Comecei por experimentar o modo que todos conhecemos que se estreou na Nintendo 64. Confesso que ao início tive receio que o ecrã da 3DS fosse demasiado pequeno para um jogo deste género, mas não tive qualquer dificuldade com o ecrã da 3DS XL.
Em relação ao 3D estereoscópio não consegui ter ligado nem 2 minutos. São demasiadas coisas a acontecer no ecrã e não conseguia que os meus olhos focassem a acção.

Em termos de jogabilidade, tenho algumas queixas a apontar. Os botões X, Y e o analógico servem todos para saltar sem qualquer diferença entre si. Aconteceu-me várias vezes saltar por engano quando usava o analógico. Felizmente dá para desligar este comando nas opções do jogo.
Os restantes botões são apenas uma questão de hábito e, se ficarem mesmo fãs de jogar na 3DS, vão gostar de saber que podem ligar a portátil à Wii U como um comando e ainda trocar personagens que tenham desbloqueado na Wii U e vice-versa.

Para além de vários mini-jogos, há ainda o modo Smash Run onde fiquei a maior parte do tempo. Neste modo, somos largados numa espécie de labirinto durante 5 minutos. Aqui temos de derrotar o máximo de adversários possíveis, apanhando todos os power-ups que estes vão largando.
Os adversários que vão surgindo aleatoriamente no nosso caminho pertencem aos universos de cada personagem do jogo. Quando o tempo termina, somos transportados para um jogo, também aleatório, para decidir o vencedor. Como não sabemos ao certo o que nos calha no final (pode ser um clássico combate ou até mesmo uma corrida para ver quem chega primeiro à meta), é necessário apanhar todo o tipo de power-ups que, como já disse, os adversários deixam para trás.

Veredicto

Joguei Super Smash Bros por cerca de 2 horas e posso dizer que não cheguei a raspar a superfície do jogo. Apesar de ser um jogo de luta, guarda muito por detrás dos seus modos. Há estatuetas para coleccionar, mini-jogos para descobrir, personagens para desbloquear… Enfim, é uma panóplia de coisas a descobrir, tanto na 3DS como na Wii U.
A versão 3DS chega já em Outubro e para a Wii U um pouco mais tarde, rumores apontam para final de Novembro.