O teu mundo é destruído pelos Skorn, uma raça alienígena nada bem intencionada, e tu és o comandante da nave espacial que carrega os últimos 10 mil sobreviventes. A tua missão é transportá-los para o outro lado da galáxia onde um novo planeta habitável espera por vocês. Entre nós e o objectivo final aguardam-nos dezenas de sectores, repletos de recursos, para explorar e combates no limiar entre o sucesso e a derrota.

Into the Stars encarna a perspectiva roguelike da exploração espacial de FTL incorporando, contudo, um brilhante aspecto 3D que pode ser jogado tanto na primeira pessoa, através dos olhos do capitão, como através de uma visão nas traseiras da nossa nave. As capacidades gráficas do Unreal Engine vêm aqui ao de cima com uma galáxia simplesmente fascinante onde o fogo das estrelas vive incandescente, as tempestades atravessam os planetas com um realismo deslumbrante e os motores da nossa Ark-13 vibram enquanto soltam feixes azuis luminosos. No que concerne à banda sonora de Into the Stars, composta por Jack Wall, esta soa a nostalgia por todos os seus acordes, ou não fosse este compositor um dos responsáveis pela banda sonora original da trilogia Mass Effect. Por momentos, senti-me novamente a bordo da Normandy… Bem jogado, Fugitive Games!

À nossa disposição estará a tripulação da Ark-13, que seleccionamos previamente consoante as suas capacidades, e os vários módulos que podemos aplicar na nossa nave. Cada um destes módulos gastará diferentes tipos de recursos: hidrogénio, dióxido de carbono, magnésio, bio-matéria e nitrogénio. Experimentar vários tipos de estratégias na organização do equipamento modular da nossa nave pode ser a solução para finalmente alcançar o outro lado da galáxia. A gestão destes recursos, assim como das várias habilidades dos membros da nossa tripulação, é o eixo de Into the Stars. Procurar mais recursos, seleccionar a equipa ideal para o fazer ou simplesmente aguardar por novas e melhores oportunidades são decisões que temos de tomar constantemente à medida que vemos os nossos meios de sobrevivência extinguirem-se com o tempo.

As batalhas com os Skorn funcionam em batalhas por turnos, onde somos obrigados a esperar que as nossas armas e escudos carreguem para os podermos utilizar. Por enquanto, nesta fase ainda inicial de produção do jogo, não parecem o elemento mais interessante de Into the Stars. Contudo, como se não bastassem os problemas que os Skorn já nos oferecem, ainda temos de lidar com os inevitáveis tumultos sociais de uma nave que transporta 10 mil pessoas. Aqui entram novamente em acção os atributos da nossa tripulação e a gestão de todos os recursos ao nosso dispor. Quando tudo isto acontece ao mesmo tempo, aí as situações tornam-se complicadas.

Into the Stars promete bastante num sub-género (o roguelike) ainda pouco explorado ao nível da exploração espacial. Por enquanto, na versão prévia que testámos, encontrámos alguns problemas e crashes. De qualquer das formas este título ainda não está disponível mas não precisam de esperar muito tempo para que tal aconteça. Será já no próximo dia 9 de Julho que este simulador roguelike de exploração espacial ficará disponível em acesso antecipado no Steam.